Toyota Etios: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais
2012 a 2021 (hatch e sedã)
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O Toyota Etios foi o carro de entrada da Toyota no Brasil entre 2012 e 2021, vendido como hatch e como sedã, com motores 1.3 e 1.5 de quatro cilindros e 16 válvulas, flex e com corrente de distribuição, além de câmbio manual de 5 ou 6 marchas e um automático de 4 marchas já datado, nas versões X, XS, XLS, Platinum e na aventureira Cross. A fama dele é justamente a mecânica simples, robusta e barata de manter, o que fez o Etios cair no gosto de motorista de aplicativo e de táxi, que rodam muito e precisam de carro que não dá dor de cabeça. Em compensação, o acabamento é simples e de plástico duro, o isolamento de ruído deixa a desejar, aparecem relatos de infiltração de água e de pintura mais sensível, e o câmbio automático de 4 marchas é gastão e datado perto dos rivais. Como sempre, o que decide se vale a pena é o estado e o histórico da unidade, não o ano, e para preço use a tabela FIPE oficial.
Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Toyota Etios, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.
O Etios foi o carro de entrada da Toyota no Brasil, produzido na fábrica de Sorocaba entre 2012 e 2021, e chegou com uma proposta clara, que era oferecer um compacto barato de comprar e de manter, com a fama de durabilidade que a marca carrega. Ele foi vendido em duas carrocerias, o hatch (aquele com o porta-malas curto, sem o “rabo” separado) e o sedã (com o porta-malas separado e maior), e veio com motores 1.3 e 1.5, ambos flex, nas versões X, XS, XLS, Platinum e na linha aventureira Cross.
Justamente por ser simples, robusto e barato, o Etios caiu no gosto de quem roda muito, como motorista de aplicativo e taxista, que precisam de um carro que aguente quilometragem alta sem dar dor de cabeça. Em troca dessa simplicidade, ele tem acabamento básico e alguns pontos de atenção que valem conhecer antes de fechar negócio. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, os motores e câmbios que ele teve, o consumo, os problemas que mais aparecem, como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de comprar um usado.
Resumo rápido
Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível, o câmbio e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado. Para ilustrar as duas motorizações, a tabela compara um Etios 1.3 e um Etios 1.5, os dois flex.
| Item | Etios 1.3 16v flex | Etios 1.5 16v flex |
|---|---|---|
| Marca | Toyota | Toyota |
| Categoria | Hatch e sedã compacto | Hatch e sedã compacto |
| Motor | 1.3 16v, 4 cilindros, flex | 1.5 16v, 4 cilindros, flex |
| Potência | cerca de 88 cv na gasolina e 98 cv no etanol | cerca de 102 cv na gasolina e 107 cv no etanol |
| Torque | perto de 12,5 a 13,1 kgfm | perto de 14,3 a 14,7 kgfm |
| Câmbio | manual de 5 ou 6 marchas ou automático de 4 marchas | manual de 5 ou 6 marchas ou automático de 4 marchas |
| Tração | dianteira | dianteira |
| Combustível | flex (gasolina e etanol) | flex (gasolina e etanol) |
| Tanque | cerca de 45 litros | cerca de 45 litros |
| Carrocerias | hatch (e sedã em parte da linha) | hatch e sedã |
| Porta-malas | cerca de 270 litros no hatch | cerca de 270 litros no hatch e perto de 560 litros no sedã |
| Consumo na cidade | perto de 12 a 13 km/l (gasolina) | perto de 11 a 12 km/l (gasolina) |
| Consumo na estrada | perto de 15 km/l (gasolina) | perto de 14 km/l (gasolina) |
Vale notar que o sedã tem um dos maiores porta-malas da categoria, na casa dos 560 litros, o que sempre foi um dos maiores argumentos dele, enquanto o hatch entrega um espaço de bagagem mais modesto, na faixa dos 270 litros, coerente com o tamanho compacto.
História do modelo
O Toyota Etios foi apresentado ao Brasil em 2012 e começou a ser vendido como modelo 2013, sendo o primeiro carro de entrada da Toyota feito por aqui, na fábrica de Sorocaba, no interior de São Paulo. A proposta era enfrentar de igual pra igual os compactos populares mais vendidos, oferecendo um carro simples e barato, mas carregando o nome e a fama de durabilidade da marca, o que atraiu muita gente que queria um Toyota gastando menos.
Ele nasceu em duas carrocerias, o hatch e o sedã, e a estratégia de deixar o carro barato apareceu no acabamento simples e em alguns itens de conforto ausentes nas versões de entrada, algo que gerou críticas na época, mas que fazia parte da conta pra chegar a um preço competitivo. Com o tempo, o Etios foi ganhando pequenas melhorias e itens de série, e em 2016 passou por uma reestilização que mexeu no visual e trouxe câmbios mais atuais em parte da linha.
Ao longo dos anos surgiram as versões de acabamento X, XS, XLS e Platinum, além da linha aventureira Cross, com visual mais robusto e postura um pouco mais alta. A Toyota encerrou a produção do Etios para o mercado brasileiro em 2021, mantendo a fábrica de Sorocaba produzindo o modelo apenas para exportação por mais um tempo, o que hoje deixa o Etios como um usado relativamente recente, com boa oferta no mercado por causa do grande volume vendido, inclusive para frotas e aplicativos.
Versões e motores
O Etios manteve uma linha relativamente enxuta, então o mais útil é separar por motor e por acabamento.
Nos motores, você encontra basicamente dois:
- 1.3 16v flex: o motor de entrada, que rende perto de 88 cv na gasolina e 98 cv no etanol, econômico e suficiente para o dia a dia na cidade, aparecendo principalmente no hatch e nas versões mais simples.
- 1.5 16v flex: o motor mais forte, com cerca de 102 cv na gasolina e 107 cv no etanol, oferecido no hatch e no sedã e nas versões mais completas, indicado pra quem anda mais em estrada ou costuma levar o carro cheio.
Nos acabamentos, os principais nomes são:
- X: a versão de entrada, mais simples, focada em preço, com o essencial de equipamento.
- XS: um passo acima, com mais itens de conforto e, no hatch, a chegada do motor 1.5 em parte da linha.
- XLS: uma das mais completas, com itens como volante revestido em couro e acabamento um pouco melhor.
- Platinum: a versão mais equipada da linha, voltada a quem queria o Etios mais completo possível.
- Cross: a linha de visual aventureiro, com para-choques e detalhes próprios, molduras plásticas e postura mais alta, baseada no hatch.
Nos câmbios, houve o manual de 5 marchas, o manual de 6 marchas que chegou em parte da linha a partir da reestilização de 2016, e o automático de 4 marchas, um câmbio de tecnologia mais antiga, robusto, porém datado e mais gastão que os automáticos modernos de mais marchas ou os automatizados dos rivais.
Uma dica honesta, que vale para qualquer Etios, é não confiar só no nome da versão, porque o que importa mesmo é conferir na hora o que aquele carro específico realmente tem de equipamento e como ele está de mecânica e de estado geral.
Motor e mecânica
Aqui está o ponto mais forte do Etios, e o principal motivo de ele ter caído no gosto de quem roda muito. Os motores 1.3 e 1.5, de quatro cilindros e 16 válvulas, são projetos simples e conhecidos pela robustez, e trazem uma boa notícia de manutenção:
Corrente de distribuição: é a peça que sincroniza o movimento interno do motor, e, diferente da correia dentada de borracha que muitos carros usam e que precisa ser trocada em prazos certos, a corrente de metal do Etios foi feita pra durar bastante e não tem uma troca periódica curta e obrigatória. Ainda assim, com o tempo e a quilometragem alta, ela pode dar sinal de desgaste, então, se aparecer um barulho metálico no motor, vale investigar em vez de ignorar.
Essa característica derruba um dos custos que mais assustam em outros compactos, que é a troca de correia dentada e de tensionadores, e ajuda a explicar por que o Etios é tão usado como carro de aplicativo e de táxi, já que ele aguenta quilometragem alta com manutenção simples e barata. O motor é também de fácil acesso pra oficina e tem peça acessível, o que reduz o custo de mão de obra.
O contraponto fica na parte de refinamento e não na de durabilidade, porque o Etios é um carro pensado pra ser barato, então o motor não é dos mais silenciosos nem dos mais suaves, e o câmbio automático de 4 marchas, quando presente, é robusto mas datado, com trocas menos suaves e consumo maior que os automáticos modernos. Nas versões manuais mais antigas, o ponto de atenção mecânico que mais aparece é a embreagem, como você vê na seção de problemas.
Consumo
Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol, já que o Etios é flex e o etanol sempre rende menos quilômetros por litro, além de o câmbio automático de 4 marchas ser mais gastão que os manuais.
No motor 1.3:
- Com gasolina: perto de 12 a 13 km/l na cidade e cerca de 15 km/l na estrada, sendo um dos pontos fortes desse motor, que é bem econômico para o uso urbano.
- Com etanol: espere um consumo bem menor, na ordem de vários quilômetros por litro a menos, já que é da natureza do combustível render menos.
No motor 1.5:
- Com gasolina: um pouco mais gastão que o 1.3, ficando na casa dos 11 a 12 km/l na cidade e 14 km/l na estrada, o que ainda é econômico para o desempenho que ele entrega.
- No automático de 4 marchas: tende a consumir mais do que a versão manual, porque é um câmbio de tecnologia mais antiga, então quem prioriza economia costuma preferir o manual.
Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa.
Manutenção
O básico pra manter um Etios saudável envolve alguns itens, sendo eles:
- Óleo e filtro de óleo: o item mais importante de qualquer motor, que precisa ser trocado no prazo e na especificação certa, o que no Etios é relativamente barato e simples, favorecido pela mecânica descomplicada.
- Filtros de ar e de combustível: que são baratos e fazem diferença no funcionamento e no consumo.
- Velas e bobinas: responsáveis pela ignição, sendo que, quando estão gastas, causam falha, engasgo e aumento de consumo.
- Corrente de distribuição: que no Etios é feita pra durar e não tem troca periódica curta, mas merece atenção em quilometragem muito alta caso surja barulho metálico no motor.
- Correia dos acessórios (do alternador e afins): que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
- Embreagem: item de desgaste no câmbio manual e ponto de atenção nas unidades mais antigas, conforme a seção de problemas.
- Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída.
- Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras e componentes plásticos envelhecem com o tempo e pedem atenção nas revisões.
- Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil.
- Suspensão: cujos amortecedores, batentes, coxins e buchas se desgastam e afetam o conforto e a segurança.
- Pneus: conforme a seção de pneus.
Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. No geral, o Etios é apontado como um dos compactos mais baratos e simples de manter, o que é justamente parte do apelo dele.
Problemas comuns
Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa. No caso do Etios, a maioria das queixas é de acabamento e conforto, e não de mecânica, que costuma ser elogiada.
Embreagem no câmbio manual (unidades mais antigas)
- O que é: relatos de embreagem que se desgasta cedo ou apresenta funcionamento ruim, principalmente nas versões manuais dos primeiros anos.
- Como perceber: pedal de embreagem duro, trepidação ao sair e rangido ou dificuldade na troca de marchas.
- Possíveis causas: características do sistema nas primeiras linhas, que a Toyota melhorou ao adotar embreagem hidráulica a partir de 2017.
- Gravidade: média, mais ligada a custo e conforto do que a segurança, mas a troca de embreagem tem seu preço.
- O que fazer: no test drive, sentir o pedal e as trocas, e valorizar unidades mais novas ou já com a embreagem revisada.
Infiltração de água
- O que é: relatos de entrada de água e poeira no interior, tanto no assoalho e perto dos bancos quanto, com mais frequência, no porta-malas.
- Como perceber: tapete úmido, cheiro de mofo ou até poças pequenas depois de chuva forte ou lavagem.
- Gravidade: baixa a média, mais ligada a conforto, mas água parada pode gerar mofo, ferrugem e problema elétrico com o tempo.
- O que fazer: checar o assoalho e o porta-malas com o carro seco e depois de molhar, e observar borrachas e vedações.
Pintura mais sensível
- Como perceber: relatos de pintura mais fina que descasca ou marca com facilidade, com queixas mais frequentes em algumas cores, como o branco perolizado e tons metálicos.
- Gravidade: baixa, ligada a estética e valor de revenda, sem afetar o funcionamento do carro.
- O que fazer: observar a pintura sob boa luz, procurando descascados, retoques e diferença de tonalidade entre as peças.
Acabamento e conforto
- Como perceber: plástico duro e simples no interior, isolamento de ruído fraco (o carro é barulhento por dentro, principalmente em estrada) e relatos de itens de acabamento que sofrem com o sol, como botões e revestimento do volante.
- Gravidade: baixa, mais ligada a percepção de qualidade e conforto do que a segurança ou mecânica.
Câmbio automático de 4 marchas datado
- Como perceber: trocas menos suaves, motor esticando mais e consumo maior do que se espera de automáticos modernos.
- Gravidade: baixa, é uma característica de projeto e não um defeito, mas vale saber antes de comprar, porque incomoda quem compara com rivais mais novos.
Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade, lembrando que a base mecânica do Etios é justamente o ponto elogiado.
Quando você deve se preocupar
Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:
- luz de óleo acesa ou temperatura subindo demais;
- fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso;
- vazamento de óleo ou de água embaixo do carro;
- barulhos novos e estranhos, principalmente metálicos vindos do motor, o que em quilometragem alta pode envolver a corrente de distribuição;
- perda de força ou o carro “engasgando” e falhando;
- embreagem patinando, pedal muito duro ou trepidação forte ao sair;
- dificuldade pra ligar;
- cheiro forte de combustível;
- cheiro de mofo ou sinais de água acumulada no assoalho ou no porta-malas;
- freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.
Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando.
Vale a pena comprar um Toyota Etios usado?
Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos, lembrando que o Etios é um carro de proposta clara, que troca refinamento por robustez e economia.
Pontos positivos
- Mecânica simples, robusta e barata de manter, com motor de corrente de distribuição que dispensa a troca periódica da correia.
- Fama de durabilidade que fez dele queridinho de aplicativo e táxi, gente que roda muito e não pode ficar na mão.
- Bom espaço interno para o tamanho, com destaque para o porta-malas grande do sedã.
- Boa oferta de usados no mercado por causa do grande volume vendido, o que ajuda na hora de negociar.
Pontos de atenção
- Acabamento simples e de plástico duro, com isolamento de ruído fraco, então quem procura conforto e sofisticação pode achar pouco.
- Relatos de infiltração de água e de pintura mais sensível em algumas cores.
- Câmbio automático de 4 marchas datado e mais gastão que os automáticos modernos dos rivais.
- Como muitos Etios rodaram como carro de aplicativo ou táxi, é comum encontrar unidades com quilometragem muito alta, então o histórico pesa ainda mais.
Resumindo de forma honesta, um Etios bem cuidado é um usado racional, econômico e confiável na mecânica, ideal pra quem prioriza custo baixo e tranquilidade em vez de acabamento e conforto, enquanto quem busca um interior mais refinado e silencioso talvez se decepcione, então o foco tem que estar no estado, no histórico e no tipo de uso que aquele carro teve.
Checklist de compra
Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos:
- Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça ou barulho estranho, com atenção a ruído metálico em unidades de quilometragem alta
- Quilometragem real e coerente com o estado, lembrando que muitos Etios rodaram como aplicativo ou táxi
- Embreagem, principalmente nas unidades mais antigas, sentindo o pedal, a trepidação ao sair e a suavidade das trocas
- Câmbio, com troca de marchas suave no manual ou trocas sem solavancos no automático de 4 marchas
- Assoalho e porta-malas, procurando tapete úmido, cheiro de mofo ou sinais de infiltração de água
- Pintura sob boa luz, checando descascados, retoques e diferença de tom entre as peças
- Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar e sem vazamento de água
- Suspensão, sem batidas em buraco e com o carro estável
- Freios, que devem parar reto e com pedal firme
- Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e em bom estado
- Parte elétrica, incluindo vidros, travas, alarme, painel e luzes
- Ar-condicionado, que deve gelar de verdade
- Carroceria, sem sinais de batida, ferrugem, pintura desalinhada ou infiltração
- Interior, com bancos e acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
- Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
- Histórico de manutenção completo, com registro de óleo e revisões
Preço e tabela FIPE
Aqui não inventamos preço, porque o valor de um Toyota Etios muda muito conforme a carroceria, a versão, o motor, o câmbio, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e há diferença entre um hatch básico manual e um sedã Platinum automático.
A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com quilometragem coerente e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com quilometragem muito alta de uso como aplicativo ou com problema pode valer bem menos.
O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e no caso do Etios vale prestar atenção redobrada na quilometragem e no tipo de uso antes de considerar que fez um bom negócio.
Custos de manutenção
Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.
O que dá pra dizer com honestidade é que o Etios está entre os carros mais baratos e simples de manter da categoria, com peças acessíveis, mecânica descomplicada e o alívio de não ter troca periódica de correia dentada, já que o motor usa corrente. Esse é justamente um dos motivos de ele ser tão usado por quem roda muito e precisa segurar o custo por quilômetro rodado. Ainda assim, itens de desgaste como embreagem, pneus, freios e suspensão têm seu custo, e o câmbio automático de 4 marchas, quando presente, pede manutenção própria de câmbio automático. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar.
Óleo e fluidos
Confira sempre o manual e a etiqueta do carro, mas, como referência, vale saber que os motores do Etios costumam pedir um óleo 5W-30 de especificação API SN ou superior, com capacidade aproximada de cerca de 3 a 3,5 litros na troca com filtro, variando conforme o motor. Como é um motor relativamente tolerante, o mais importante é não esticar demais a troca e sempre usar um óleo dentro da especificação indicada.
Usar um óleo fora da especificação certa ou esticar muito a troca prejudica a lubrificação e o desgaste do motor, então siga a viscosidade e a norma que o manual pede, e, para os demais fluidos, como freio, arrefecimento e câmbio, respeite o que o manual indica e use aditivo de arrefecimento de verdade, e não apenas água. No caso do câmbio automático de 4 marchas, vale seguir a recomendação de fluido e de intervalo, porque câmbio automático negligenciado costa caro.
Pneus e rodas
A medida muda conforme a versão e o ano, sendo que o Etios costuma usar comumente aro 14 com pneus na medida 175/65 R14 nas versões mais simples, e aparece com aro 15 (por exemplo 185/60 R15) nas versões mais completas e na linha Cross, que tem visual mais robusto.
O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer no conforto, no consumo e na segurança.
Desempenho
Como referência, e lembrando que o Etios sempre foi um carro pensado mais para custo baixo, economia e durabilidade do que para esportividade:
- Etios 1.3: tem desempenho suficiente para a cidade e para viagens tranquilas, sendo leve e econômico, mas exige mais trocas de marcha e um pouco mais de paciência em ultrapassagens quando o carro está cheio.
- Etios 1.5: é bem mais animado, com bom fôlego para estrada e para carro carregado, sendo a escolha de quem quer um pouco mais de desempenho sem abrir mão da mecânica simples.
- Com câmbio automático de 4 marchas: o desempenho fica mais tranquilo e as retomadas menos rápidas do que na versão manual, além do consumo maior, então quem prioriza economia e agilidade costuma preferir o manual.
Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam conforme o ano, o motor, o câmbio e o combustível, então o mais útil é entender o posicionamento de cada motor e tratar qualquer número como estimativa.
Conforto e equipamentos
O Etios é um carro de proposta simples, com acabamento espartano e uso de plástico duro no interior, além de um isolamento de ruído fraco, então quem procura maciez, silêncio e sofisticação provavelmente vai achar pouco, principalmente nas versões de entrada. Em compensação, ele oferece um bom espaço interno para o tamanho e uma posição de dirigir prática, com destaque para o porta-malas grande do sedã, que é um dos maiores da categoria e sempre foi um dos argumentos de venda do carro.
Os equipamentos variam muito conforme a versão e o ano, de modo que itens como ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, central multimídia e mais itens de conforto e segurança aparecem principalmente nas versões mais completas, como XLS e Platinum, enquanto as versões de entrada, como a X, podem ser bem básicas. Na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão, e lembrar que muitos Etios foram usados como carro de trabalho, o que pode significar interior mais desgastado mesmo em bom estado mecânico.
Perguntas frequentes
Quanto o Toyota Etios faz por litro? Depende do motor e do combustível, mas como referência o 1.3 costuma fazer perto de 12 a 13 km/l na cidade e cerca de 15 km/l na estrada com gasolina, enquanto o 1.5 fica um pouco abaixo, na casa dos 11 a 12 km/l na cidade e 14 km/l na estrada, sempre rendendo bem menos no etanol e ainda mais quando o câmbio é o automático de 4 marchas, que é mais gastão, então trate esses números como aproximados.
O Toyota Etios é um carro confiável? Sim, essa é justamente a maior qualidade dele, porque a mecânica é simples, robusta e barata de manter, com motor de corrente de distribuição que dispensa a troca periódica da correia, o que fez o Etios virar queridinho de motorista de aplicativo e de táxi, que rodam muito, mas confiabilidade mecânica não elimina os pontos fracos de acabamento, ruído e alguns relatos de infiltração, e o que decide mesmo é o histórico daquela unidade.
Qual a diferença entre o Etios 1.3 e o 1.5? O 1.3 é o motor de entrada, econômico e suficiente para a cidade, oferecido principalmente no hatch, enquanto o 1.5 é mais forte e dá conta melhor de estrada e de carro cheio, aparecendo tanto no hatch quanto no sedã e nas versões mais completas, então quem anda mais em rodovia ou costuma levar o carro cheio tende a se dar melhor com o 1.5, enquanto quem roda quase só na cidade fica bem servido com o 1.3.
Qual o principal problema do Toyota Etios? Do ponto de vista mecânico ele é bem tranquilo, e as queixas mais comuns são de acabamento e conforto, como plástico duro, ruído alto dentro do carro e relatos de infiltração de água no assoalho ou no porta-malas, além de pintura mais sensível em algumas cores, sendo que nas unidades mais antigas houve também relato de embreagem que se desgasta cedo com pedal duro e trepidação, ponto que a Toyota melhorou ao adotar embreagem hidráulica a partir de 2017.
Quanto custa um Toyota Etios na tabela FIPE? O preço varia bastante conforme a carroceria, a versão, o motor, o câmbio, o ano e o estado da unidade, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial pelo modelo e ano exatos e usar aquele valor como referência de mercado, comparando com anúncios de carros parecidos na sua região, e não como preço fixo.
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