Hyundai HB20: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais
2012 em diante (1ª e 2ª geração)
Atualizado em
O Hyundai HB20 é o hatch compacto que a Hyundai projetou pensando no Brasil, lançado em 2012 e um dos carros mais vendidos do país, com uma primeira geração e uma segunda geração que chegou por volta de 2019 com visual novo. As versões mais comuns trazem o motor 1.0 aspirado e o 1.6 aspirado, e as mais novas ganharam o 1.0 turbo, com câmbio manual ou automático, além das carrocerias hatch, o sedã HB20S e o aventureiro HB20X. Por ser relativamente moderno, muitas unidades ainda têm histórico curto ou até garantia, sendo que os pontos de atenção mais citados são a central multimídia, alguns casos de tranco no câmbio automático e cuidados com o motor turbo, mas o que decide se vale a pena é o estado e o histórico da unidade, não o ano. Para preço e FIPE, consulte sempre a tabela FIPE oficial, porque o valor muda muito por versão, motor, estado e região.
Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Hyundai HB20, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.
O HB20 é um hatch compacto que a Hyundai lançou em 2012 como um projeto pensado especialmente para o Brasil, e ele caiu tão no gosto do público que virou um dos carros mais vendidos do país por vários anos. Existem basicamente duas fases dele no mercado de usados, a primeira geração, que vai de 2012 até por volta de 2019, e a segunda geração, que chegou em 2019 com um visual bem diferente e mais moderno, então dá pra achar tanto unidades mais antigas e baratas quanto carros bem novos, alguns ainda dentro da garantia.
Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, os motores que ele teve, o consumo, os problemas que mais aparecem, como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE sem levar gato por lebre, e o que olhar antes de fechar negócio.
Resumo rápido
Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a geração, a versão exata, o combustível, o câmbio e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado e o HB20 é, na maioria das unidades, flex (roda com gasolina e álcool).
| Item | HB20 1.0 aspirado | HB20 1.6 aspirado | HB20 1.0 turbo |
|---|---|---|---|
| Marca | Hyundai | Hyundai | Hyundai |
| Categoria | Hatch compacto | Hatch compacto | Hatch compacto |
| Motor | 1.0 flex, aspirado | 1.6 flex, aspirado | 1.0 flex, turbo |
| Potência | cerca de 75 cv na gasolina e 80 cv no álcool | cerca de 123 cv na gasolina e 130 cv no álcool | cerca de 115 a 120 cv, conforme o combustível e o ano |
| Câmbio | manual de 5 marchas | manual de 5 marchas ou automático | manual de 6 marchas ou automático |
| Tração | dianteira | dianteira | dianteira |
| Combustível | flex (gasolina e álcool) | flex (gasolina e álcool) | flex (gasolina e álcool) |
| Consumo na cidade | perto de 12 a 13 km/l na gasolina | perto de 11 a 12 km/l na gasolina | perto de 12 a 13 km/l na gasolina |
| Consumo na estrada | perto de 14 a 15 km/l na gasolina | perto de 13 a 14 km/l na gasolina | perto de 14 a 16 km/l na gasolina |
Esses números são de referência, variam de fonte pra fonte e mudam bastante entre gasolina e álcool, então confira sempre o manual e a etiqueta de consumo do carro e trate os valores como estimativa, não como promessa.
História do modelo
O HB20 nasceu em 2012 e teve uma origem diferente da maioria dos concorrentes, porque a Hyundai desenhou esse carro pensando no mercado brasileiro, com um pacote de espaço, acabamento e tecnologia que agradou logo de cara e colocou o modelo entre os mais vendidos do país. O nome “HB” vem de “Hyundai Brasil”, e o “20” faz referência ao porte do carro dentro da linha da marca.
A primeira geração ficou no mercado de 2012 até por volta de 2019 e foi ganhando retoques ao longo do tempo, e foi nessa fase que surgiram também as outras carrocerias derivadas do hatch, com o sedã chamado de HB20S chegando em 2013 e a versão aventureira de visual mais robusto chamada de HB20X aparecendo logo em seguida. Já em 2016 o modelo recebeu a primeira opção de motor 1.0 turbo, um passo importante pra quem queria mais força sem abrir mão de um motor pequeno.
A segunda geração chegou em 2019 como um carro bem diferente por fora, com um desenho mais ousado e moderno, e trouxe uma linha de motores atualizada, incluindo o 1.0 aspirado de três cilindros e o 1.0 turbo de injeção direta. Por ser um modelo relativamente recente e muito vendido, hoje existe bastante unidade rodando e boa oferta de peças e oficinas, o que é uma boa notícia pra quem procura usado.
Versões e motores
Ao longo dos anos o HB20 passou por vários nomes de versão, que mudaram conforme a geração e a linha do ano, então mais vale entender a lógica do que decorar nome. As versões que você mais vê nos anúncios incluem nomes como Comfort, Comfort Plus, Premium e Style na primeira geração, e nomes como Sense, Vision, Evolution, Limited, Diamond e Diamond Plus na segunda geração, sendo que, quanto mais completa a versão, mais itens de conforto e segurança ela costuma trazer.
Os motores que você mais vai encontrar são:
- 1.0 aspirado flex: o mais comum e econômico, ideal pra cidade, mas com pouca força quando o carro está cheio ou em subida, o que é normal num motor 1.0 sem turbo. Na segunda geração ele passou a ser um três cilindros, arranjo que costuma ter um ronco um pouco mais característico.
- 1.6 aspirado flex: o famoso equilíbrio entre economia e fôlego, com bem mais disposição pra estrada e pra carro carregado, e que teve opção de câmbio automático, sendo muito procurado por quem quer conforto sem o custo de um turbo.
- 1.0 turbo flex: conhecido pela sigla TGDI, que indica um motor pequeno com turbo e injeção direta de combustível, entrega uma força de motor maior num pacote compacto, agradando quem gosta de resposta rápida, mas pedindo alguns cuidados extras que a gente comenta mais abaixo.
Sobre as carrocerias, além do hatch tradicional existem o HB20S, que é a versão sedã com porta-malas maior e traseira alongada, boa pra quem quer mais espaço de bagagem, e o HB20X, que é a versão de visual aventureiro, com suspensão um pouco mais alta e enfeites que lembram um utilitário, sem ser um carro de verdadeiro uso fora de estrada.
Uma dica honesta é não confiar só no nome da versão, porque o que vale mesmo é conferir na hora o que aquele carro específico realmente tem de equipamento e como ele está de mecânica e de estado geral.
Motor e mecânica
Os motores aspirados do HB20 são da família Kappa, no caso dos 1.0, e da família Gamma, no caso dos 1.6, ambos de projeto conhecido e com boa reputação de durabilidade quando bem cuidados, enquanto o 1.0 turbo é um motor mais sofisticado, com turbocompressor e injeção direta, que entrega mais desempenho mas naturalmente tem mais peças e mais pontos de atenção. Como acontece em qualquer carro, o que mais pesa não é o motor em si, e sim o histórico de manutenção.
Alguns pontos merecem atenção especial:
Corrente ou correia de sincronismo: é a peça que sincroniza o movimento interno do motor, e nos HB20 aparece tanto em versão de corrente quanto de correia dependendo do motor e do ano. A corrente costuma durar mais que a correia de borracha, mas nenhuma é eterna, então o certo é conferir no manual do seu carro qual é o caso e qual o intervalo recomendado, e, quando não houver histórico, avaliar com um profissional.
Cuidados do motor turbo: o 1.0 turbo pede um pouco mais de disciplina, porque motores turbo se beneficiam de óleo sempre em dia e na especificação certa, de combustível de boa qualidade e de deixar o motor aquecer antes de exigir muito e desacelerar antes de desligar depois de andar forte, de modo que esses hábitos ajudam a preservar o turbo e a injeção direta ao longo do tempo.
Óleo na especificação certa: vale pra qualquer versão, mas ainda mais no turbo, porque usar o óleo errado ou atrasar a troca é apontado como uma das causas mais comuns de desgaste precoce, então manter o óleo certo e no prazo é o cuidado mais barato e ao mesmo tempo mais importante desse carro.
No dia a dia, os motores aspirados 1.0 e 1.6 tendem a ser mais simples e baratos de manter que o turbo, e por isso costumam ser a escolha de quem quer o HB20 como carro de uso racional, enquanto o turbo agrada mais quem valoriza o desempenho e está disposto a ter um pouco mais de cuidado e de custo.
Consumo
Os valores abaixo são de referência, sempre lembrando que o HB20 costuma ser flex, então o consumo muda bastante entre gasolina e álcool, com o álcool sempre rendendo menos quilômetros por litro:
- 1.0 aspirado na gasolina: perto de 12 a 13 km/l na cidade e 14 a 15 km/l na estrada.
- 1.6 na gasolina: perto de 11 a 12 km/l na cidade e 13 a 14 km/l na estrada.
- 1.0 turbo na gasolina: perto de 12 a 13 km/l na cidade e 14 a 16 km/l na estrada, um resultado interessante porque entrega mais força mantendo um consumo parecido com o do 1.0 aspirado.
- No álcool: em qualquer motor, espere um consumo bem menor, já que é da natureza do combustível render menos.
Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como garantia.
Manutenção
O básico pra manter um HB20 saudável envolve alguns itens, sendo eles:
- Óleo e filtro de óleo: o item mais importante, que precisa ser trocado no prazo e com o óleo certo, conforme a seção de óleo mais abaixo, com atenção redobrada nas versões turbo.
- Filtros de ar e de combustível: que são baratos e fazem diferença no funcionamento e no consumo.
- Velas: responsáveis pela ignição, sendo que velas gastas causam falha e aumentam o consumo, e nos motores turbo elas costumam pedir troca em intervalos mais curtos.
- Corrente ou correia de sincronismo: item de sincronismo do motor, como explicado acima, conferindo no manual qual é o caso do seu carro.
- Correia dos acessórios e do alternador: que costuma ressecar com o tempo.
- Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim, e, antes de mexer nela, é bom deixar o carro em repouso por alguns minutos.
- Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras, sensores e peças plásticas envelhecem, importante em qualquer carro e ainda mais nos que têm turbo, que trabalham com temperaturas mais altas.
- Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil.
- Suspensão: cujos amortecedores, batentes, coxins e buchas se desgastam e afetam o conforto e a segurança, especialmente em quem roda muito em rua ruim.
- Câmbio: tanto o manual quanto o automático pedem atenção, e o automático em especial se beneficia de manutenção do fluido conforme o manual, além de eventuais atualizações de software na concessionária.
- Pneus: conforme a seção de pneus.
Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui.
Problemas comuns
Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa e que muitas unidades rodam sem apresentar nenhum desses pontos.
Central multimídia
- O que é: a tela central que controla som, conexão do celular e outras funções nas versões que têm esse item.
- Como perceber: a tela pode travar, reiniciar sozinha, demorar pra responder ou perder a conexão com o celular.
- Possíveis causas: costuma estar mais ligada a software do que a defeito mecânico.
- Gravidade: baixa, porque é questão de conforto e não afeta o andar do carro.
- O que fazer: em muitos casos uma atualização de software na concessionária ajuda, ainda que a ida até lá seja um incômodo.
Câmbio automático com tranco
- O que é: uma reclamação de que a troca de marchas do automático não fica sempre suave.
- Como perceber: o carro pode dar um pequeno tranco nas trocas, principalmente ao desacelerar ou em baixa velocidade.
- Possíveis causas: em alguns casos é resolvido ou atenuado com atualização de software, e em outros pede avaliação do câmbio.
- Gravidade: varia de baixa a média, conforme a intensidade e a frequência.
- O que fazer: testar bem o câmbio no test drive e, se houver dúvida, levar a um profissional que conheça o modelo.
Pontos de atenção no motor 1.0 turbo
- O que é: por ser um motor mais sofisticado, o turbo é mais sensível a descuido de manutenção e a combustível ruim.
- Como perceber: perda de rendimento, luz de injeção acesa ou consumo fora do normal podem ser sinais.
- Possíveis causas: podem estar ligadas a óleo atrasado, combustível de má qualidade ou desgaste natural de componentes.
- Gravidade: média, porque reparos ligados a turbo e injeção costumam ser mais caros.
- O que fazer: priorizar unidades com histórico de manutenção em dia e, na dúvida, fazer uma avaliação especializada antes de comprar.
Sensor ou boia de combustível
- Como perceber: o marcador de combustível pode oscilar ou indicar um nível diferente do real.
- Gravidade: baixa a média, mais ligada a conveniência do que a segurança.
- O que fazer: avaliar o sensor no painel e, se necessário, verificar com um profissional.
Ar-condicionado
- Como perceber: relatos de perda de rendimento ou de gelar menos do que o esperado.
- Gravidade: baixa a média, mais ligada a conforto e custo.
Parte elétrica e itens eletrônicos
- Como perceber: travas, vidros, sensores ou alguma luz do painel acendendo sem motivo claro.
- Gravidade: geralmente baixa, ainda que incômoda.
Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade, até porque muitas unidades novas ainda estão dentro da garantia de fábrica.
Quando você deve se preocupar
Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:
- luz de óleo acesa ou temperatura subindo demais;
- fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso;
- vazamento de óleo ou de água embaixo do carro;
- barulhos novos e estranhos, principalmente metálicos, ou um assobio diferente vindo do motor turbo;
- perda de força ou o carro “engasgando” e falhando;
- dificuldade pra ligar;
- cheiro forte de combustível;
- tranco forte e repetido no câmbio automático;
- freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.
Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando, e, se o carro ainda estiver na garantia, vale procurar primeiro a rede autorizada.
Vale a pena comprar um HB20 usado?
Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos.
Pontos positivos
- É um carro bem acabado e agradável de dirigir, com espaço interno bom pra categoria.
- Foi muito vendido, então há boa oferta de unidades, de peças e de oficinas que conhecem o modelo.
- Por ser relativamente moderno, muitas unidades têm baixa quilometragem, histórico curto e algumas ainda estão dentro da garantia de fábrica.
- Os motores 1.0 e 1.6 aspirados costumam ser simples e racionais de manter.
Pontos de atenção
- A central multimídia e alguns itens eletrônicos podem dar trabalho em parte das unidades.
- O câmbio automático merece um test drive caprichado por causa dos relatos de tranco.
- O motor 1.0 turbo entrega mais desempenho, mas pede manutenção mais criteriosa e pode ter custo maior.
Resumindo de forma honesta, um HB20 bem cuidado é um usado moderno e confortável que agrada bastante gente, enquanto uma unidade malcuidada, principalmente turbo e sem histórico, pode trazer gastos maiores, então priorize sempre o estado, o histórico e, quando possível, uma avaliação profissional antes de fechar.
Checklist de compra
Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos:
- Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça ou barulho estranho
- Nível e cor do óleo, com atenção redobrada nas versões turbo
- Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar e sem vazamento de água
- Câmbio, testando trocas suaves e observando trancos, principalmente no automático
- Embreagem, nas versões manuais, que não deve patinar em subida
- Suspensão, sem batidas em buraco e com o carro estável
- Freios, que devem parar reto e com pedal firme
- Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e em bom estado
- Central multimídia e som, conferindo se travam, reiniciam ou perdem conexão
- Parte elétrica, incluindo vidros, travas, sensores, painel e luzes
- Ar-condicionado, que deve gelar de verdade
- Carroceria, sem sinais de batida, ferrugem ou pintura desalinhada
- Interior, com bancos e acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
- Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
- Histórico de manutenção e, se aplicável, situação da garantia de fábrica
- Consulta de recall, verificando se aquela unidade tem alguma pendência aberta
Preço e tabela FIPE
Aqui não inventamos preço, porque o valor de um HB20 muda muito conforme a geração, a versão, o motor, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e a diferença entre um modelo antigo da primeira geração e um bem novo da segunda geração é grande.
A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com problema de motor ou documentação pendente vale bem menos.
O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema.
Custos de manutenção
Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.
O que dá pra dizer com honestidade é que, por ser um modelo muito vendido, o HB20 tem boa oferta de peças e de oficinas que conhecem o carro, o que ajuda no custo, sendo que as versões 1.0 e 1.6 aspiradas tendem a ser mais econômicas de manter do que a 1.0 turbo, que tem peças mais sofisticadas ligadas ao turbo e à injeção direta. Antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar, e, nas unidades ainda na garantia, vale usar a rede autorizada.
Óleo e fluidos
Confira sempre o manual e a etiqueta perto da tampa de óleo do carro, porque o HB20 teve motores diferentes ao longo do tempo e a especificação muda conforme a versão, mas, como orientação geral, vale saber que:
- Tipo e viscosidade: os motores costumam pedir óleo sintético, muitas vezes de baixa viscosidade, e o turbo em especial é sensível ao óleo certo, então nunca troque a viscosidade por conta própria.
- Especificação: siga a norma indicada pela Hyundai para o seu motor, que vem no manual e na etiqueta do carro.
- Capacidade: varia conforme o motor, então o certo é seguir o que o manual do seu carro indica.
Usar um óleo fora da especificação certa pode prejudicar a lubrificação e, no turbo, acelerar o desgaste, então respeite o que o fabricante pede, e, para os demais fluidos, como freio, arrefecimento e câmbio, siga o manual e use aditivo de arrefecimento de verdade, e não apenas água.
Pneus e rodas
A medida dos pneus muda conforme a geração e a versão, sendo que as versões mais básicas costumam usar rodas menores com pneu mais estreito, enquanto as versões mais completas e o HB20X podem vir com rodas maiores e pneu mais largo.
O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer na segurança, no conforto e no funcionamento do carro.
Desempenho
Como referência, o HB20 vai de um carro tranquilo de cidade a um hatch com bom fôlego, dependendo do motor:
- 1.0 aspirado: é o mais econômico e suficiente pra cidade, mas exige paciência com o carro cheio ou em subida, o que é normal num motor 1.0 sem turbo.
- 1.6 aspirado: tem bem mais disposição, sendo o mais equilibrado entre os aspirados pra quem também pega estrada, e teve opção de câmbio automático.
- 1.0 turbo: é o mais animado da linha comum, com boa resposta em retomadas e ultrapassagens graças ao turbo, entregando desempenho de um motor maior num pacote compacto.
Esses valores são de referência e mudam de fonte pra fonte, então trate como estimativa e lembre que o desempenho real depende também do combustível usado, do câmbio e do estado do carro.
Conforto e equipamentos
O HB20 sempre foi elogiado pelo bom espaço interno pra categoria, pelo acabamento agradável e por um porta-malas de tamanho competente no hatch, que fica ainda maior no sedã HB20S, o que ajuda quem carrega mais bagagem no dia a dia.
Os equipamentos variam muito conforme a geração, a versão e o ano, de modo que itens como ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, central multimídia, câmera de ré, sensores e itens de segurança como airbags e freios ABS aparecem principalmente nas versões mais completas ou nos anos mais novos, enquanto as versões de entrada podem vir mais simples. Na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão.
Perguntas frequentes
Quanto o HB20 faz por litro? Como referência, o 1.0 aspirado na gasolina costuma ficar perto de 12 a 13 km/l na cidade e passar de 14 km/l na estrada, o 1.6 é um pouco mais gastão e o 1.0 turbo fica numa faixa parecida com a do 1.0 aspirado apesar de ter mais força, lembrando que no álcool o consumo cai bastante e que tudo é aproximado e depende de como e onde você dirige.
Qual óleo usar no HB20? O tipo e a viscosidade variam conforme o motor, sendo que os aspirados e o turbo pedem especificações próprias, muitas vezes um sintético de baixa viscosidade, então o certo é confirmar sempre no manual e na etiqueta do seu carro antes de trocar, e nunca mudar a viscosidade por conta própria.
O HB20 é confiável? No geral é visto como um carro confiável e agradável de rodar, principalmente nas versões 1.0 e 1.6 aspiradas, desde que tenha sido bem cuidado, sendo que o que decide mesmo é o histórico de manutenção daquela unidade, e não o ano.
Quais são os problemas mais comuns do HB20? Os mais citados envolvem a central multimídia travando ou reiniciando, alguns casos de tranco no câmbio automático, pontos de atenção no motor 1.0 turbo e relatos de sensor de combustível e ar-condicionado, lembrando que nada disso acontece em todo carro.
Quanto custa um HB20 na tabela FIPE? O preço varia muito conforme a geração, a versão, o motor, o ano e o estado, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial pelo modelo e ano exatos e usar isso como referência de mercado, não como preço fixo.
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