Volkswagen Voyage: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais
2008 em diante (sedã derivado do Gol G5, G6 e seguintes)
Atualizado em
O Volkswagen Voyage é o sedã compacto derivado do Gol, que voltou ao mercado em 2008 sobre a mesma base do Gol G5 e seguiu em linha por muitos anos com os motores 1.0 e 1.6 flex, sempre com aquele porta-malas enorme, de cerca de 480 litros, que é o grande trunfo do carro. Na parte mecânica ele é simples e barato de manter, com peças fáceis por dividir quase tudo com o Gol, mas tem pontos de atenção reais: o câmbio automatizado I-Motion, que é um manual automatizado e dá trancos e hesitação, principalmente com o óleo dele fora do prazo; o sistema de arrefecimento do motor EA111, cuja carcaça da válvula termostática de plástico resseca e vaza; a correia dentada, que é item de troca por prazo; e detalhes de elétrica e de coxim que afetam a marcha lenta. Como sempre, o que decide se vale a pena é o estado e o histórico da unidade, não o ano, e para preço o certo é consultar a tabela FIPE oficial.
Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Volkswagen Voyage, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.
O Voyage é, de forma bem direta, o sedã da família do Gol, ou seja, é basicamente um Gol com porta-malas separado e bem grande. O nome vem de longe, dos anos 1980, quando existiu o Voyage clássico, mas o carro que interessa pra quem procura um usado hoje é o Voyage moderno, que voltou ao mercado em 2008 usando a mesma base do Gol G5 e seguiu em linha por muitos anos, sempre com os motores 1.0 e 1.6 flex, câmbio manual e a opção do automatizado I-Motion, além de versões como Trend, Comfortline e Highline.
Como ele compartilha quase tudo com o Gol, o Voyage é um carro simples, conhecido de qualquer mecânico e barato de manter, com o bônus de um porta-malas enorme que é o grande motivo pra muita gente escolher ele. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, os motores que ele teve, o consumo, os problemas que mais aparecem (com atenção especial ao câmbio I-Motion), como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de fechar negócio.
Resumo rápido
Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado. Para ilustrar as duas motorizações mais comuns, a tabela compara o Voyage 1.0 flex e o 1.6 flex da geração moderna.
| Item | Voyage 1.0 flex | Voyage 1.6 flex |
|---|---|---|
| Marca | Volkswagen | Volkswagen |
| Categoria | Sedã compacto | Sedã compacto |
| Motor | 1.0 flex (8v e depois 12v) | 1.6 flex (8v EA111 e depois 16v MSI) |
| Potência | perto de 76 a 82 cv no etanol | cerca de 104 cv (EA111) e até 120 cv (MSI, no etanol) |
| Torque | perto de 9,5 a 10,4 kgfm | perto de 15,6 kgfm (EA111) e 16,8 kgfm (MSI) |
| Câmbio | manual de 5 marchas | manual de 5 marchas ou automatizado I-Motion |
| Tração | dianteira | dianteira |
| Combustível | flex (gasolina e etanol) | flex (gasolina e etanol) |
| Tanque | cerca de 55 litros | cerca de 55 litros |
| Porta-malas | cerca de 480 litros | cerca de 480 litros |
| Consumo na cidade | perto de 13 km/l (gasolina) | perto de 11 a 13 km/l (gasolina) |
| Consumo na estrada | perto de 15 km/l (gasolina) | perto de 13 a 14 km/l (gasolina) |
Vale destacar desde já que o porta-malas é o ponto mais forte do Voyage, ficando entre os maiores da categoria, e que a diferença de motor é menos de velocidade e mais de fôlego: o 1.0 dá conta bem da cidade, enquanto o 1.6 é mais tranquilo em estrada e com o carro cheio.
História do modelo
O nome Voyage não é novo, porque nos anos 1980 já existiu um Voyage clássico, que era o sedã derivado do Gol da primeira geração, aquele quadradão com motor AP, e que fez parte de uma família que incluía também a perua Parati e a picape Saveiro. Esse Voyage antigo saiu de linha nos anos 1990, e o nome ficou guardado por um bom tempo.
A volta que interessa pra quem procura usado aconteceu em 2008, quando a Volkswagen relançou o Voyage como o sedã derivado do Gol G5, usando a mesma base e a mesma mecânica, só que com um porta-malas separado e bem espaçoso. A proposta era clara: oferecer um sedã compacto barato, econômico e prático, para quem queria mais espaço de bagagem do que o hatch entregava, mirando famílias, motoristas de aplicativo, frotas e quem usa o carro pra trabalhar.
A partir daí o Voyage acompanhou a evolução do Gol, passando pela fase G6, por volta de 2012 e 2013, com mudanças de visual na frente e no acabamento, e seguiu recebendo atualizações ao longo dos anos, sempre mantendo o mesmo espírito de sedã simples e funcional. Na parte de motor, ele começou com a família EA111 nos 1.0 e 1.6 e, mais tarde, o 1.6 evoluiu para o motor MSI 16v da família EA211, mais moderno, refinado e um pouco mais potente. Ao longo de toda essa trajetória, o Voyage se firmou como um dos sedãs de entrada mais vendidos do Brasil, justamente por unir preço acessível, mecânica conhecida e aquele porta-malas grande.
Versões e motores
Como o Voyage moderno ficou muitos anos em linha, apareceram várias versões e nomes ao longo do tempo, mas dá pra organizar assim.
Nos motores, você encontra basicamente:
- 1.0 flex: o motor de entrada, econômico e suficiente para a cidade, que começou como 8v da família EA111 e, em fases mais recentes, apareceu como 1.0 de 12v, sempre com câmbio manual de 5 marchas. É a escolha de quem prioriza economia e menor custo.
- 1.6 8v flex (EA111): o motor mais forte da maior parte da vida do carro, com cerca de 104 cv no etanol, bom para estrada e para carro cheio, oferecido com câmbio manual ou com o automatizado I-Motion. É o mais comum de encontrar nos usados.
- 1.6 MSI 16v flex (EA211): a evolução do 1.6, que chegou por volta de 2017, mais moderno, silencioso e um pouco mais potente, chegando a cerca de 120 cv no etanol, também com opção de câmbio manual ou automatizado.
Nas versões de acabamento, os nomes mais comuns ao longo dos anos foram:
- Versão de entrada (às vezes chamada City ou sem nome específico): a mais simples, focada em preço, com itens básicos.
- Trend / Trendline: a versão intermediária mais popular, com um bom equilíbrio de equipamento e preço.
- Comfortline: uma versão mais completa, com mais itens de conforto de série.
- Highline: a versão de topo em algumas fases, mais equipada.
- Seleção e outras séries: versões especiais que apareceram ao longo do tempo, geralmente juntando itens de conforto num pacote de bom custo.
Uma dica honesta, que vale para qualquer Voyage, é não confiar só no nome da versão, porque houve muita variação de equipamento ao longo dos anos, então o que importa mesmo é conferir na hora o que aquele carro específico realmente tem de item e, principalmente, se ele é manual ou I-Motion, porque isso muda bastante a experiência de dirigir.
Motor e mecânica
Na base, o Voyage é um carro simples e conhecido, já que a mecânica é praticamente a mesma do Gol, o que é uma boa notícia pra manutenção, porque peça é fácil de achar, é barata e qualquer mecânico conhece o conjunto. Ainda assim, existem alguns pontos que você precisa entender antes de comprar.
O primeiro ponto, e talvez o mais importante na hora de escolher, é o câmbio:
Câmbio I-Motion: é um câmbio manual comum que ganhou um sistema que troca as marchas sozinho, ou seja, não tem os dois pedais, mas por dentro ele funciona como um manual, com uma única embreagem sendo acionada por um robô. Por causa disso, ele é econômico e barato de manter perto de um automático de verdade, mas em compensação dá aquela pausa e um solavanco na troca de marcha, principalmente na saída e no trânsito lento, o que é característica do sistema e não necessariamente defeito. O cuidado real é com o óleo do câmbio: quando ele passa do prazo ou está fora da especificação, os trancos ficam fortes, aparece hesitação e, em casos piores, o câmbio chega a recusar engatar, então a manutenção desse óleo é o que separa um I-Motion tolerável de um problemático.
O segundo ponto fica no motor EA111, que equipou a maior parte dos Voyage por muitos anos e tem um ponto sensível bem conhecido:
Arrefecimento (carcaça da válvula termostática): são as peças que controlam a temperatura do motor, e no EA111 a carcaça da válvula termostática e o cano d’água são feitos de plástico que, com os anos e o calor, resseca, trinca e passa a vazar líquido de arrefecimento. Quando isso acontece, a temperatura pode subir e o carro pode perder água, o que, se for ignorado, leva a superaquecimento e a dano no motor. Por isso muita gente troca esse conjunto de forma preventiva quando ele começa a dar sinal de ressecamento.
Além disso, esses motores usam correia dentada, que é a peça de borracha que sincroniza o movimento interno do motor e tem prazo de troca (comumente na casa dos 60 mil km, conforme o manual e o uso), sendo recomendado trocar a bomba d’água junto, já que ela fica na mesma região e dá trabalho de acessar. Já o motor 1.6 MSI, mais novo, é mais refinado e silencioso, mas segue sendo um motor que pede a manutenção em dia como qualquer outro. No geral, cuidado com óleo, com arrefecimento e com a correia mantém o Voyage rodando bem por muito tempo.
Consumo
Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol, já que todo Voyage moderno é flex e o etanol sempre rende menos quilômetros por litro.
No 1.0 flex:
- Com gasolina: perto de 13 km/l na cidade e cerca de 15 km/l na estrada, sendo um dos motores mais econômicos da linha.
- Com etanol: bem menos, na ordem de vários quilômetros por litro a menos, como é da natureza do combustível.
No 1.6 flex (tanto o EA111 quanto o MSI):
- Com gasolina: perto de 11 a 13 km/l na cidade e cerca de 13 a 14 km/l na estrada, um pouco mais gastão que o 1.0 por ter mais motor, mas ainda econômico para o desempenho que entrega.
- Com etanol: também bem abaixo disso, na casa de vários quilômetros por litro a menos.
Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa. Vale lembrar que no I-Motion, quando o câmbio está com o óleo em dia e trocando bem, o consumo tende a ser parecido com o do manual, já que a base mecânica é a mesma.
Manutenção
O básico pra manter um Voyage saudável envolve alguns itens, sendo eles:
- Óleo e filtro de óleo: o item mais importante em qualquer carro, que precisa ser trocado no prazo e na especificação certa para proteger o motor.
- Óleo do câmbio I-Motion: um cuidado específico e importante nas versões automatizadas, porque o óleo desse sistema, quando velho ou fora da especificação, é a maior causa de trancos e de falha de engate, então nas versões I-Motion esse item merece atenção redobrada.
- Filtros de ar e de combustível: que são baratos e fazem diferença no funcionamento e no consumo.
- Velas e cabos ou bobinas: responsáveis pela ignição, sendo que, quando estão gastos, causam falha, engasgo e aumento de consumo.
- Correia dentada e bomba d’água: no EA111 a correia é item de troca por prazo, comumente na casa dos 60 mil km conforme o manual, e o recomendado é trocar a bomba d’água na mesma hora.
- Correia dos acessórios (do alternador e afins): que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
- Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída.
- Sistema de arrefecimento: ponto sensível do EA111, cujas peças de plástico, como a carcaça da válvula termostática e o cano d’água, ressecam e vazam, além das mangueiras que envelhecem, então merece atenção nas revisões.
- Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil.
- Suspensão e coxins: cujos amortecedores, batentes, buchas e coxins do motor se desgastam e afetam o conforto, a estabilidade e até a marcha lenta.
- Pneus: conforme a seção de pneus.
Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. No caso das versões I-Motion, respeitar a manutenção do óleo do câmbio não é só recomendação, é o que evita a maior dor de cabeça do carro.
Problemas comuns
Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa.
Câmbio I-Motion: trancos, hesitação e engate
- O que é: o I-Motion é um câmbio manual automatizado de embreagem única, então por natureza ele dá pausas e trancos na troca, e fica mais sensível quando o óleo dele está velho ou fora da especificação.
- Como perceber: trancos fortes na troca de marcha, hesitação para sair, solavancos em baixa velocidade e, em casos piores, dificuldade ou recusa de engatar alguma marcha.
- Possíveis causas: óleo do câmbio degradado ou fora da especificação, desgaste da embreagem e do atuador que faz o robô trabalhar.
- Gravidade: de média a alta, porque, além de incomodar muito, o reparo do atuador ou da embreagem pode ser caro.
- O que fazer: manter o óleo do câmbio em dia e na especificação certa, e, ao comprar usado, testar bem a saída e as trocas e valorizar quem tem histórico de manutenção desse item.
Motor EA111: sistema de arrefecimento
- O que é: as peças que controlam a temperatura do motor, com destaque para a carcaça da válvula termostática e o cano d’água de plástico, que ressecam e trincam com o tempo.
- Como perceber: a temperatura sobe mais que o normal, aparece perda de água, mancha de líquido embaixo do carro ou cheiro doce, às vezes com o motor pedindo água com frequência.
- Gravidade: pode ser séria, porque rodar superaquecido estraga o motor.
- O que fazer: se a temperatura disparar, não insista, pare com segurança e avalie, e nas revisões fique de olho no estado dessas peças de plástico, trocando de forma preventiva quando derem sinal de ressecamento.
Correia dentada como item de prazo
- O que é: a correia de borracha que sincroniza o motor no EA111 e precisa ser trocada por tempo e quilometragem, não por barulho.
- Como perceber: normalmente não dá aviso claro, e é justamente por isso que se troca por prazo, então o risco é justamente esquecer a troca.
- Gravidade: alta se estourar, porque a quebra da correia pode danificar o motor por dentro.
- O que fazer: seguir o intervalo do manual, trocar a bomba d’água junto e, ao comprar usado, confirmar quando foi a última troca.
Parte elétrica e sensores
- Como perceber: falhas pontuais em itens elétricos, sensores e chicote, além de eventuais problemas de partida ou de acessórios, algo comum em carros mais rodados dessa família.
- Gravidade: geralmente média, mais ligada a funcionamento e conveniência, mas pode deixar você na mão dependendo do item.
Coxim do motor e marcha lenta
- Como perceber: marcha lenta com vibração maior que o normal ou o carro tremendo mais parado, muitas vezes ligado a coxim do motor gasto ou a itens da injeção precisando de limpeza e ajuste.
- Gravidade: baixa a média, mais ligada a conforto do que a segurança, mas vale resolver para não mascarar outros problemas.
Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade.
Quando você deve se preocupar
Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:
- luz de óleo acesa ou temperatura subindo demais, ponto que merece atenção redobrada por causa do arrefecimento de plástico do EA111;
- fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso;
- vazamento de óleo ou de água embaixo do carro, ou o carro pedindo água com frequência;
- barulhos novos e estranhos, principalmente metálicos vindos do motor;
- perda de força ou o carro “engasgando” e falhando;
- no I-Motion, trancos muito fortes, demora grande para engatar ou recusa de engatar marcha;
- dificuldade pra ligar;
- cheiro forte de combustível;
- freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.
Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando.
Vale a pena comprar um Volkswagen Voyage usado?
Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos.
Pontos positivos
- Porta-malas enorme, um dos maiores da categoria, o que faz do Voyage um sedã muito prático pra família, pra viagem e pra trabalho.
- Mecânica simples e conhecida, praticamente igual à do Gol, com peça barata e fácil de achar em qualquer canto do Brasil.
- Motores econômicos e de manutenção acessível, tanto o 1.0 quanto o 1.6.
- Carro robusto, de manutenção previsível e com boa rede de oficinas que conhecem o conjunto.
Pontos de atenção
- O câmbio I-Motion não é um automático de verdade, dá trancos por natureza e fica caro se a embreagem ou o atuador falharem, então quem quer conforto de automático precisa testar bem antes.
- O arrefecimento do motor EA111 pede atenção, por causa das peças de plástico que ressecam e vazam.
- A correia dentada é item de troca por prazo, então é importante confirmar o histórico.
- O acabamento é simples e voltado ao custo, sem luxo, o que é esperado num sedã de entrada.
Resumindo de forma honesta, um Voyage bem cuidado, de preferência manual ou com o I-Motion com histórico de manutenção, pode ser um usado muito racional, econômico e espaçoso, enquanto um exemplar malcuidado, principalmente um I-Motion com câmbio negligenciado ou um EA111 com arrefecimento largado, pode virar dor de cabeça, então o foco tem que estar no estado e no histórico, não só no ano.
Checklist de compra
Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos:
- Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça ou barulho estranho
- Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar, sem vazamento de água nem perda de líquido, com atenção às peças de plástico do arrefecimento no EA111
- Correia dentada, confirmando quando foi a última troca e se a bomba d’água foi trocada junto
- Câmbio, testando bem: no manual, trocas suaves e sem barulho; no I-Motion, saída sem tranco exagerado, trocas firmes e sem recusa de engate
- Óleo do câmbio no I-Motion, de preferência com comprovação de troca no prazo
- Embreagem, que não deve patinar em subida
- Direção, sem folga estranha nem ruído
- Suspensão, sem batidas em buraco e com o carro estável
- Coxins e vibração, checando se a marcha lenta não treme demais
- Freios, que devem parar reto e com pedal firme
- Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e em bom estado
- Parte elétrica, incluindo vidros, travas, alarme, painel, luzes e sensores
- Ar-condicionado, que deve gelar de verdade quando o carro tem o item
- Carroceria e porta-malas, sem sinais de batida, ferrugem, pintura desalinhada ou infiltração de água na mala
- Interior, com bancos e acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
- Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
- Histórico de manutenção completo, com registro de óleo, câmbio e revisões
Preço e tabela FIPE
Aqui não inventamos preço, porque o valor de um Volkswagen Voyage muda muito conforme o ano, a versão, o motor, o câmbio, a região e principalmente o estado da unidade, e há diferença grande entre um Voyage 1.0 básico e um 1.6 mais completo ou um I-Motion.
A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com problema de motor ou de câmbio ou com documentação pendente vale bem menos.
O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e no caso das versões I-Motion vale prestar atenção redobrada no comportamento do câmbio antes de considerar que fez um bom negócio.
Custos de manutenção
Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.
O que dá pra dizer com honestidade é que o Voyage está entre os carros mais baratos de manter no dia a dia, justamente por dividir quase toda a mecânica com o Gol, o que deixa peça acessível e mão de obra conhecida em qualquer lugar. O ponto que pode encarecer é o câmbio I-Motion quando dá problema de embreagem ou de atuador, que é um reparo mais específico e mais caro do que a manutenção comum, então na hora de escolher entre um manual e um I-Motion vale considerar esse risco. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar.
Óleo e fluidos
Confira sempre o manual e a etiqueta do carro, mas, como referência, vale saber que a especificação muda conforme o motor:
- Óleo do motor: os motores da linha (EA111 e depois o MSI EA211) costumam pedir óleos de viscosidade fina indicada pela Volkswagen, então o certo é usar exatamente o que o manual do seu motor recomenda, sem improvisar.
- Óleo do câmbio I-Motion: ponto sério nas versões automatizadas, porque esse óleo tem especificação própria e prazo de troca, e usar produto errado ou esticar a troca é a maior causa de trancos e de falha, então aqui não dá pra economizar nem improvisar.
- Capacidade: varia conforme o motor, então o certo é seguir o que o manual do seu carro indica.
Para os demais fluidos, como freio, arrefecimento e transmissão, siga o que o manual pede, use aditivo de arrefecimento de verdade e não apenas água, e lembre que, no Voyage, o líquido de arrefecimento em dia é ainda mais importante por causa da sensibilidade das peças de plástico do EA111.
Pneus e rodas
A medida muda conforme a versão e o ano, sendo que as versões mais simples costumam usar rodas menores, comumente aro 14 com pneus mais estreitos, enquanto as versões mais completas aparecem com rodas maiores, geralmente aro 15, e algumas séries especiais podem trazer rodas de liga leve.
O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer no conforto, no consumo e na segurança.
Desempenho
Como referência, e lembrando que o Voyage sempre foi um sedã pensado mais para economia, espaço e uso prático do que para esportividade:
- 1.0 flex: tem desempenho suficiente para a cidade e para viagens tranquilas, andando bem com o carro leve, mas exigindo mais do motor quando está cheio ou em subidas longas.
- 1.6 EA111 flex: é bem mais tranquilo, com bom fôlego para estrada e para carro cheio, sendo a escolha de quem quer mais segurança nas ultrapassagens.
- 1.6 MSI flex: mantém o bom fôlego do 1.6 com um funcionamento mais refinado e silencioso, além de um pouco mais de potência, sendo a versão mais agradável de dirigir da linha.
- Com câmbio I-Motion: o desempenho bruto é parecido com o do manual, mas a entrega fica mais lenta por causa das pausas nas trocas, então quem busca respostas rápidas costuma preferir o manual.
Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam bastante conforme o ano, o motor, o câmbio e o combustível, então o mais útil é entender o posicionamento de cada motor e tratar qualquer número como estimativa.
Conforto e equipamentos
O Voyage é um sedã de proposta simples e prática, então não espere luxo, mas ele entrega bem no que importa pra maioria das pessoas: espaço interno razoável, bons lugares na frente e, principalmente, aquele porta-malas enorme, que é o grande diferencial do carro e resolve a vida de quem precisa levar bagagem, compras ou equipamento de trabalho. O acabamento é voltado ao custo, com plásticos simples, mas cumpre o papel e é fácil de limpar e de manter.
Os equipamentos variam muito conforme a versão e o ano, de modo que itens como ar-condicionado, direção hidráulica ou elétrica, vidros e travas elétricos, central multimídia e airbags aparecem principalmente nas versões mais completas, como Comfortline e Highline, enquanto as de entrada podem ser bem básicas, então, na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão, e lembrar de checar se ela é manual ou I-Motion, porque isso muda bastante o dia a dia.
Perguntas frequentes
Quanto o Volkswagen Voyage faz por litro? Depende do motor e do combustível, mas como referência o 1.0 flex costuma fazer perto de 13 km/l na cidade e 15 km/l na estrada com gasolina, enquanto o 1.6 fica um pouco abaixo, na casa dos 11 a 13 km/l na cidade e 13 a 14 km/l na estrada com gasolina, sempre rendendo bem menos no etanol, e tudo isso é aproximado e depende de como e onde você dirige.
O câmbio I-Motion do Voyage é bom ou dá problema? O I-Motion não é um automático de verdade, e sim um câmbio manual que troca as marchas sozinho, então por natureza ele dá aquela pausa e um tranco na troca, principalmente na saída, o que muita gente estranha, e o ponto de atenção real é que, quando o óleo dele passa do prazo ou está fora da especificação, aparecem trancos fortes, hesitação e até recusa de engatar, então quem quer conforto de automático pode se decepcionar e quem compra um I-Motion usado deve valorizar o histórico de troca do óleo do câmbio.
Qual o principal problema do Volkswagen Voyage? Fora o comportamento do câmbio I-Motion, o ponto mais citado é o sistema de arrefecimento do motor EA111, em especial a carcaça da válvula termostática e o cano d’água de plástico, que com o tempo ressecam, trincam e vazam, fazendo a temperatura subir, então vale ficar de olho na temperatura e no nível da água e trocar essas peças de forma preventiva quando aparecerem sinais de ressecamento.
O Voyage tem porta-malas grande? Sim, e esse é justamente um dos maiores atrativos do carro, porque o porta-malas fica na casa dos 480 litros, um dos maiores da categoria de sedãs compactos, o que faz do Voyage uma opção muito prática pra família, pra quem viaja com bagagem ou pra quem usa o carro pra trabalhar, tudo isso num carro que continua compacto e fácil de manobrar.
Quanto custa um Volkswagen Voyage na tabela FIPE? O preço varia muito conforme o ano, a versão, o motor, o câmbio e o estado da unidade, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial pelo modelo, versão e ano exatos e usar aquele valor como referência de mercado, não como preço fixo, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região.
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