Jeep Compass: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais

2017 em diante (fabricado em Goiana, motor 2.0 flex Tigershark, diesel 2.0 Multijet 4x4 e 1.3 turbo T270)

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O Jeep Compass é o SUV médio que a marca fabrica em Goiana, em Pernambuco, desde 2017, no mesmo grupo de projeto do Renegade, e teve três motores principais no Brasil: começou com o 2.0 flex Tigershark de câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira 4x2, ofereceu o diesel 2.0 Multijet turbo, sempre com tração 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, e a partir de 2021 e 2022 adotou o 1.3 turbo flex T270, também com câmbio automático de 6 marchas, que entrega bem mais força com menor cilindrada. As versões vão da Sport, mais simples, passando por Longitude e Limited, até a Trailhawk 4x4, feita para trilha de verdade, e a esportiva Série S. O forte do Compass é o conforto, o acabamento e o status na categoria, enquanto os pontos de maior atenção são a multimídia e a parte elétrica, o câmbio automático (com relatos do trocador de calor no de 6 marchas e de trancos no de 9 marchas do diesel), o consumo alto do 2.0 flex e o custo de peça e de manutenção, que é de carro premium. Como sempre, o que decide se vale a pena é o estado e o histórico da unidade, não o ano, e para preço use a tabela FIPE oficial.

Jeep Compass branco, SUV médio, visto de frente e de lado
Foto: Kevauto, CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons). Ilustrativa, Jeep Compass da geração vendida no Brasil.

Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Jeep Compass, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.

O Compass é o SUV médio da Jeep, um carro que virou objeto de desejo no Brasil por juntar visual robusto, marca com apelo aventureiro, bom acabamento e aquela sensação de status que faz muita gente subir de categoria só pra ter um na garagem. Ele é fabricado em Goiana, em Pernambuco, desde 2017, na mesma fábrica e no mesmo grupo de projeto do Jeep Renegade, com quem divide plataforma e boa parte da mecânica, embora seja maior, mais confortável e mais bem posicionado.

Ao longo dos anos o Compass teve motores bem diferentes, e entender isso é o primeiro passo antes de olhar qualquer unidade. Ele começou com o 2.0 flex Tigershark, um motor aspirado de câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira, teve a opção do diesel 2.0 Multijet turbo, sempre com tração 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, e a partir de 2021 e 2022 trocou o velho 2.0 flex pelo moderno 1.3 turbo flex T270, que entrega mais força com menos cilindrada. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, as versões, o consumo, os problemas que mais aparecem, como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de fechar negócio.

Resumo rápido

Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível, se é 4x2 ou 4x4 e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado. Para ilustrar as fases, a tabela compara o 2.0 flex Tigershark, o diesel 2.0 Multijet 4x4 e o 1.3 turbo T270.

Item2.0 flex Tigershark2.0 diesel Multijet 4x41.3 turbo T270
MarcaJeepJeepJeep
CategoriaSUV médioSUV médioSUV médio
Motor2.0 16v aspirado flex2.0 16v turbodiesel1.3 16v turbo flex
Potência166 cv no etanol (159 cv na gasolina)170 cv185 cv no etanol (180 cv na gasolina)
Torqueperto de 20,5 kgfmcerca de 35,7 kgfmcerca de 27,5 kgfm (270 Nm)
Câmbioautomático de 6 marchasautomático de 9 marchasautomático de 6 marchas
Traçãodianteira (4x2)integral (4x4 sob demanda)dianteira (4x2) ou integral (4x4)
Combustívelflex (gasolina ou etanol)dieselflex (gasolina ou etanol)
Tanquecerca de 60 litroscerca de 60 litroscerca de 60 litros
Porta-malasperto de 410 litrosperto de 410 litrosperto de 410 litros
Consumo na cidadeperto de 8 a 9 km/l (gasolina)perto de 10 km/lperto de 9 a 10 km/l (gasolina)
Consumo na estradaperto de 11 a 12 km/l (gasolina)perto de 13 km/lperto de 12 a 13 km/l (gasolina)

Vale notar que o 2.0 flex e o 1.3 turbo são sempre flex, aceitando gasolina ou etanol, enquanto o diesel só anda com diesel, e que o consumo no etanol é sempre bem menor que na gasolina, então os números acima, que são de referência com gasolina, servem só pra você ter uma ideia de ordem de grandeza.

História do modelo

O nome Compass já existia lá fora antes, num modelo mais antigo que não chegou a ser fabricado no Brasil, mas o Compass que interessa por aqui é o que estreou em 2017, quando a Jeep, depois do sucesso do Renegade, resolveu emplacar um SUV médio nacional e o colocou pra ser feito na fábrica de Goiana, em Pernambuco. Ele nasceu sobre a mesma base de projeto do Renegade, porém maior e mais sofisticado, mirando um público que queria subir de categoria sem perder o apelo da marca.

No lançamento o Compass veio com o motor 2.0 flex Tigershark, aspirado, e com a opção do diesel 2.0 Multijet turbo com tração 4x4, que rapidamente virou o queridinho de quem roda muito e valoriza torque e revenda. As versões iam da Sport, mais simples, passando por Longitude e Limited, mais completas, até a Trailhawk, a versão preparada para trilha de verdade, com tração 4x4, mais altura e itens específicos de fora de estrada.

A grande virada mecânica veio em 2021 e 2022, quando o Compass passou por uma reestilização e aposentou o velho 2.0 flex aspirado, colocando no lugar o moderno 1.3 turbo flex T270, o mesmo conceito de motor turbo de menor cilindrada que a marca já usava no Renegade, entregando mais potência e mais torque com um consumo teoricamente melhor. Nessa fase também apareceram versões novas de acabamento, como a esportiva Série S, reforçando o posicionamento premium do modelo, que seguiu sendo um dos SUVs médios mais vendidos e desejados do país.

Versões e motores

Como o Compass teve motores diferentes ao longo do tempo, o mais útil é separar por motorização e depois falar das versões de acabamento, lembrando que a oferta variou conforme o ano.

Pelo lado dos motores, as opções principais foram:

  • 2.0 flex Tigershark (2017 até por volta de 2021): o motor aspirado de entrada, com 166 cv no etanol, câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira 4x2, suave e silencioso, porém com fôlego apenas razoável para o peso do carro e consumo alto, principalmente na cidade.
  • Diesel 2.0 Multijet turbo 4x4: o motor mais forte de torque, com 170 cv mas muita força em baixas rotações, sempre com tração integral 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, ideal para quem viaja, puxa peso, encara terra ou simplesmente quer o Compass mais capaz e com melhor revenda.
  • 1.3 turbo flex T270 (a partir de 2021 e 2022): o motor mais novo, turbo, que entrega até 185 cv no etanol e bom torque com menor cilindrada, associado ao câmbio automático de 6 marchas, aparecendo tanto em versões 4x2 quanto 4x4 e substituindo de vez o antigo 2.0 flex.

Pelo lado das versões de acabamento, as mais comuns são:

  • Sport: a porta de entrada, mais simples no equipamento, geralmente com o motor flex e tração dianteira.
  • Longitude: o meio da linha, que agrada por juntar bom equipamento e preço mais racional, disponível em flex e em diesel 4x4.
  • Limited: a versão mais completa de conforto e tecnologia, com acabamento caprichado, oferecida em flex e em diesel 4x4.
  • Trailhawk: a versão focada em fora de estrada, sempre diesel 4x4, com mais altura, modos de terreno, ganchos de reboque e visual próprio, feita para quem realmente usa a capacidade off-road.
  • Série S: a versão de pegada esportiva e visual escurecido, mais recente, no topo da linha em termos de estilo e equipamento.

Uma dica honesta, que vale para qualquer Compass, é não confiar só no nome da versão, porque ao longo dos anos a Jeep mexeu bastante nos pacotes de equipamento, então o que importa mesmo é conferir na hora o que aquele carro específico realmente tem de item e como ele está de mecânica e de estado geral.

Motor e mecânica

Aqui as três motorizações se comportam de formas diferentes, então vale entender cada uma.

No 2.0 flex Tigershark, você tem um motor aspirado, ou seja, sem turbo, o que significa que ele depende só da rotação para entregar força:

Motor aspirado: é o motor que respira apenas pela pressão natural do ar, sem um turbo empurrando ar extra pra dentro. Isso costuma deixar o funcionamento mais suave e simples, mas, num carro pesado como o Compass, obriga o motor a girar mais alto pra andar bem, o que ajuda a explicar por que o 2.0 flex é gostoso de dirigir no dia a dia, porém gasta bastante, principalmente com o ar-condicionado ligado e na cidade.

Esse Tigershark é conhecido por ser silencioso e sem grandes dramas mecânicos, mas dois pontos merecem atenção: o consumo alto, que você vê na seção específica, e relatos de consumo de óleo em algumas unidades, algo que a própria marca trata como aceitável até certo limite, mas que pede o hábito de checar o nível do óleo com regularidade.

No diesel 2.0 Multijet turbo, a lógica é a do torque:

Torque: é a força que empurra o carro, a sensação de o motor puxar com firmeza logo de baixo, sem precisar acelerar muito. O diesel do Compass tem torque de sobra em rotação baixa, por isso ele parece mais forte que o número de cavalos sugere, indo muito bem cheio, em subida e na estrada, e é isso que faz esse motor ser tão querido por quem roda bastante.

O diesel usa tração 4x4 sob demanda e câmbio automático de 9 marchas, sendo um conjunto robusto e econômico em viagem, porém com manutenção mais cara e específica, e itens típicos de diesel moderno, como o sistema de filtro de partículas e o sistema de arrefecimento reforçado, que pedem cuidado e óleo certo.

No 1.3 turbo flex T270, junta-se o melhor dos dois mundos, pelo menos na proposta:

Turbo de baixa cilindrada: é a ideia de usar um motor pequeno, o 1.3, com um turbo empurrando ar pra dentro, de modo que ele entregue a força de um motor maior gastando, em tese, menos combustível. No Compass isso deu ao carro mais potência e mais torque que o antigo 2.0 flex, deixando ele mais esperto, mas turbo, injeção direta e comando variável são componentes que pedem manutenção em dia e óleo na especificação certa pra durarem bem.

Vale saber que, por ser um motor novo e turbo, o T270 também aparece em relatos de consumo de óleo em parte das unidades, então, como em qualquer turbo moderno, checar o nível com regularidade e trocar o óleo em dia é o cuidado que mais protege o motor.

Consumo

Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol nos motores flex, já que o etanol sempre rende menos quilômetros por litro, e o Compass, por ser um SUV médio e pesado, nunca foi um campeão de economia nas versões flex.

No 2.0 flex Tigershark:

  • Na cidade: costuma ficar na casa dos 6 a 7 km/l com etanol e 8 a 9 km/l com gasolina, sendo esse o principal ponto fraco desse motor, porque o carro é pesado e o motor aspirado precisa girar bastante.
  • Na estrada: melhora para algo perto de 8 a 9 km/l com etanol e 11 a 12 km/l com gasolina, o que já é mais aceitável.

No diesel 2.0 Multijet 4x4:

  • Na cidade: por volta de 10 km/l, um número muito bom para um SUV desse tamanho, graças à eficiência do diesel.
  • Na estrada: perto de 13 km/l, sendo justamente na viagem que o diesel mostra a que veio, com fôlego e economia.

No 1.3 turbo flex T270:

  • Na cidade e na estrada: tende a ficar numa faixa parecida ou um pouco melhor que a do 2.0 flex, com o turbo ajudando a rodar em rotação mais baixa, embora, quando exigido, ele também beba, e o etanol sempre reduza a média.

Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa, lembrando que muita gente se assusta com o consumo do 2.0 flex na cidade justamente por não considerar tudo isso.

Manutenção

O básico pra manter um Compass saudável envolve alguns itens, sendo eles:

  • Óleo e filtro de óleo: o item mais importante em qualquer motor e ainda mais nos turbo, o diesel e o 1.3, então precisa ser trocado no prazo e com o óleo exatamente na especificação certa, conforme a seção de óleo mais abaixo, com o hábito extra de checar o nível de vez em quando por causa dos relatos de consumo de óleo.
  • Filtros de ar, de combustível e, no diesel, o filtro de partículas e o Arla 32 quando aplicável: itens que fazem parte do funcionamento e da emissão, sendo que no diesel eles são mais numerosos e específicos.
  • Velas e bobinas: responsáveis pela ignição nos motores flex, que, quando gastas, causam falha, engasgo e aumento de consumo.
  • Correia dentada ou corrente, conforme o motor: peça que sincroniza o movimento interno do motor, cujo intervalo e tipo variam entre as motorizações, então o certo é seguir o manual daquele motor específico.
  • Correia dos acessórios (do alternador e afins): que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
  • Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída, e num carro cheio de eletrônica como o Compass vale manter em bom estado.
  • Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras e peças plásticas envelhecem, ponto que merece atenção especialmente por causa da questão do trocador de calor do câmbio, explicada na seção de problemas.
  • Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil, e que num SUV pesado desgastam com naturalidade.
  • Suspensão: cujos amortecedores, batentes, coxins e buchas se desgastam e afetam o conforto e a segurança.
  • Câmbio automático: que pede troca de óleo conforme o manual, cuidado que muita gente esquece e que é importante tanto no de 6 marchas quanto no de 9 marchas.
  • Pneus: conforme a seção de pneus.

Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. No caso do Compass, respeitar o óleo do câmbio e do motor em dia é o que mais evita dor de cabeça cara lá na frente.

Problemas comuns

Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa.

Central multimídia e conectividade

  • O que é: a tela multimídia do Compass, responsável por rádio, Bluetooth, espelhamento do celular, GPS e câmera de ré, é um dos itens que mais gera queixa.
  • Como perceber: tela que trava ou reinicia sozinha durante o uso, perda de conexão com o celular via Bluetooth ou espelhamento, câmera de ré que pisca ou não aparece e falhas no som.
  • Possíveis causas: falhas de software e de módulo eletrônico, às vezes resolvidas com atualização, às vezes exigindo troca de peça.
  • Gravidade: baixa a média, mais ligada a conforto e a custo do que a segurança, mas incomoda bastante e o reparo pode não ser barato.
  • O que fazer: testar tudo com calma na compra e valorizar unidades com o sistema já atualizado e funcionando redondo.

Parte elétrica e sensores

  • Como perceber: luzes de advertência acendendo sem falha real, alertas falsos no painel e sensores que param de funcionar sem motivo aparente, algo comum em carro cheio de eletrônica.
  • Gravidade: geralmente baixa a média, mas exige um bom diagnóstico pra separar alarme falso de problema real, o que às vezes dá trabalho.

Câmbio automático de 6 marchas e o trocador de calor

  • O que é: nos motores flex, o câmbio automático de 6 marchas usa um trocador de calor para controlar a temperatura do óleo do câmbio, e há relatos de esse componente permitir que o líquido de arrefecimento se misture ao óleo da transmissão.
  • Como perceber: trancos ou hesitação nas trocas, principalmente em baixa velocidade e no trânsito, e, no caso da mistura de fluidos, comportamento estranho do câmbio.
  • Possíveis causas: desgaste ou falha do trocador de calor e falta de manutenção do óleo do câmbio.
  • Gravidade: pode ser alta, porque contaminação do óleo do câmbio danifica a transmissão, que é cara.
  • O que fazer: manter o óleo do câmbio em dia, ficar atento a trancos anormais e, na compra, testar bem o câmbio em baixa e alta velocidade.

Câmbio automático de 9 marchas do diesel

  • Como perceber: trancos, demora ou indecisão nas trocas em algumas situações, comportamento já relatado nesse tipo de câmbio de 9 marchas.
  • Gravidade: média, mais ligada a um funcionamento nem sempre suave do que a quebra, mas pede avaliação de quem entende ao comprar.

Consumo de óleo em alguns motores

  • Como perceber: nível do óleo baixando entre uma troca e outra, exigindo completar, algo relatado tanto no 2.0 flex quanto no 1.3 turbo.
  • Gravidade: baixa a média se o nível é acompanhado, mas pode virar problema sério se o motorista deixar faltar óleo, então o hábito de checar é essencial.

Consumo alto do 2.0 flex

  • Como perceber: média baixa na cidade, na casa dos 6 a 7 km/l no etanol, que frustra quem esperava um SUV econômico.
  • Gravidade: não é defeito, é característica do motor aspirado num carro pesado, mas é bom saber disso antes de comprar pra não ter surpresa no bolso.

Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade.

Quando você deve se preocupar

Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:

  • luz de óleo acesa ou temperatura do motor subindo demais;
  • fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso, lembrando que no diesel um pouco de fumaça pode ser normal, mas fumaça forte e constante não é;
  • vazamento de óleo ou de água embaixo do carro, atenção redobrada por causa da questão do trocador de calor no câmbio;
  • trancos fortes, patinação ou demora anormal nas trocas do câmbio automático;
  • barulhos novos e estranhos, principalmente metálicos vindos do motor ou do câmbio;
  • perda de força ou o carro “engasgando” e falhando;
  • muitas luzes de advertência acendendo ao mesmo tempo no painel;
  • dificuldade pra ligar, principalmente no diesel em dias frios;
  • cheiro forte de combustível;
  • freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.

Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança, de preferência que conheça Jeep, antes de continuar rodando.

Vale a pena comprar um Jeep Compass usado?

Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos, lembrando que a resposta muda bastante conforme o motor e a versão.

Pontos positivos

  • É um SUV médio confortável, bem acabado, com bom espaço e aquele apelo de marca e de status que muita gente busca.
  • O diesel 4x4 é forte, econômico em viagem, capaz fora de estrada e costuma segurar bem o valor de revenda.
  • O 1.3 turbo modernizou o carro, deixando ele mais esperto e um pouco mais econômico que o antigo 2.0 flex.
  • Dirige bem, é seguro, silencioso e passa uma sensação de solidez que agrada quem vem de carros menores.

Pontos de atenção

  • A central multimídia e a parte elétrica são as maiores fontes de queixa, então precisam ser bem testadas.
  • O câmbio automático pede atenção, com a questão do trocador de calor no de 6 marchas e de trancos no de 9 marchas do diesel.
  • O 2.0 flex é gastão na cidade, e alguns motores relatam consumo de óleo, o que exige o hábito de checar o nível.
  • Por ser um carro premium, peça e mão de obra custam mais que num carro popular, e o diesel é ainda mais específico.

Resumindo de forma honesta, um Compass bem cuidado, com manutenção comprovada e eletrônica funcionando redonda, pode ser um SUV muito agradável e valorizado, principalmente nas versões diesel 4x4 e nas mais completas, enquanto um exemplar malcuidado, com histórico duvidoso de câmbio e de eletrônica, pode virar uma dor de cabeça cara, então o foco tem que estar no estado, no histórico e num bom teste antes de fechar.

Checklist de compra

Se puder, leve alguém que entenda, de preferência que conheça Jeep, e confira com calma cada um destes pontos:

  • Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça excessiva ou barulho estranho, com atenção ao diesel em dias frios
  • Nível e histórico do óleo do motor, item importante por causa dos relatos de consumo de óleo no flex e no turbo
  • Câmbio automático, testando trocas suaves em baixa e alta velocidade, sem trancos, patinação ou demora anormal
  • Sinais da questão do trocador de calor, como mistura de fluidos ou comportamento estranho do câmbio, principalmente no de 6 marchas
  • Central multimídia completa, testando tela, som, Bluetooth, espelhamento do celular e câmera de ré, sem travar nem reiniciar
  • Parte elétrica e painel, checando luzes de advertência, sensores, vidros, travas e alarme
  • Tração 4x4 e modos de terreno nas versões diesel e Trailhawk, conferindo se acionam corretamente
  • Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar e sem vazamento de água
  • Suspensão, sem batidas em buraco e com o carro estável
  • Freios, que devem parar reto e com pedal firme
  • Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e em bom estado, atenção nos pneus mistos da Trailhawk
  • Ar-condicionado, que deve gelar de verdade
  • Carroceria, sem sinais de batida, ferrugem, pintura desalinhada ou infiltração
  • Interior, com bancos, acabamento e couro (quando houver) em ordem e sem cheiro de mofo ou água
  • Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
  • Histórico de manutenção completo, de preferência com revisões e trocas de óleo comprovadas

Preço e tabela FIPE

Aqui não inventamos preço, porque o valor de um Jeep Compass muda muito conforme a versão, o motor, se é 4x2 ou 4x4, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e há uma diferença grande entre um 2.0 flex Sport de entrada e um diesel 4x4 Trailhawk ou uma Série S.

A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com problema de câmbio, eletrônica ou documentação pendente vale bem menos.

O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e no caso do Compass vale prestar atenção redobrada no histórico de câmbio e de multimídia antes de considerar que fez um bom negócio.

Custos de manutenção

Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.

O que dá pra dizer com honestidade é que o Compass é um SUV de posicionamento premium, então peça e serviço custam mais do que num carro popular, e a rede autorizada Jeep costuma cobrar caro, o que leva muita gente a procurar especialistas independentes de confiança. O diesel é o mais específico e caro de manter, com itens próprios de diesel moderno, enquanto o 2.0 flex e o 1.3 turbo ficam num patamar mais acessível, embora ainda acima de um carro comum. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar e reservar uma folga no bolso pra manutenção, que faz parte de ter um SUV desse tipo.

Óleo e fluidos

Confira sempre o manual e a etiqueta do carro, mas, como referência, vale saber que a especificação muda conforme o motor:

  • 2.0 flex Tigershark: usa óleo de especificação indicada pela Jeep para esse motor, e, como há relatos de consumo de óleo, o hábito de checar o nível entre as trocas é ainda mais importante aqui.
  • Diesel 2.0 Multijet: pede óleo específico de motor diesel moderno, na especificação exata do manual, porque diesel com filtro de partículas é sensível ao tipo de óleo usado.
  • 1.3 turbo T270: por ser um turbo de injeção direta, depende de óleo na especificação certa e de troca em dia pra proteger o turbo e os componentes internos.
  • Câmbio automático: tanto o de 6 marchas quanto o de 9 marchas do diesel usam óleo próprio de transmissão automática, que deve ser trocado conforme o manual e nunca ignorado.

Usar um óleo fora da especificação certa pode prejudicar a lubrificação e a durabilidade, principalmente nos motores turbo e no diesel, então não troque a viscosidade nem a especificação por conta própria, e, para os demais fluidos, como freio e arrefecimento, siga o que o manual pede e use aditivo de arrefecimento de verdade, e não apenas água, item que ganha importância extra por causa da questão do trocador de calor do câmbio.

Pneus e rodas

A medida muda conforme a versão, sendo que as versões de entrada costumam usar rodas aro 16 ou 17, enquanto as mais completas, como Limited, Série S e a linha esportiva, aparecem com rodas maiores, geralmente aro 18, e a Trailhawk usa pneus com pegada mais fora de estrada, pensados para terra e trilha, que fazem um pouco mais de barulho no asfalto.

O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer no conforto, no consumo e na segurança, além de rodas grandes deixarem o rodar mais firme e mais sujeito a danos em buraco.

Desempenho

Como referência, e lembrando que o Compass é um SUV médio pensado mais para conforto e capacidade do que para esportividade pura:

  • 2.0 flex Tigershark: entrega desempenho apenas razoável para o peso do carro, andando de forma tranquila na cidade e exigindo o motor em ultrapassagens, sendo o mais modesto dos três em termos de sensação de força.
  • Diesel 2.0 Multijet 4x4: é o campeão de torque, com força de sobra em baixa rotação, o que faz ele parecer mais forte que os cavalos indicam, indo muito bem cheio, em subida e na estrada, além de encarar terra com a tração 4x4.
  • 1.3 turbo flex T270: é o mais equilibrado no asfalto, com o turbo dando um empurrão que deixa o carro mais esperto que o antigo 2.0 flex, agradando quem quer desempenho no dia a dia sem partir para o diesel.

Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam conforme o ano, a versão, o combustível e se é 4x2 ou 4x4, então o mais útil é entender o posicionamento de cada motor e tratar qualquer número como estimativa.

Conforto e equipamentos

O Compass sempre teve como um dos seus maiores trunfos o conforto e o acabamento, que estão entre os melhores da categoria, com interior bem montado, boa posição de dirigir, isolamento acústico caprichado e uma sensação geral de carro caro, o que ajuda a explicar por que tanta gente sobe de categoria pra ter um. O espaço interno é bom para família, o porta-malas dá conta do dia a dia e de viagem, e o carro passa uma impressão de solidez e segurança que agrada.

Os equipamentos variam muito conforme a versão e o ano, de modo que itens como central multimídia com tela grande, ar-condicionado digital, bancos de couro, teto solar, chave presencial, mais airbags e itens de assistência ao motorista aparecem principalmente nas versões mais completas, como Limited, Trailhawk e Série S, enquanto as de entrada, como a Sport, são mais básicas. Por isso, na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão, e testar com atenção toda a parte eletrônica e a multimídia, que são justamente os pontos que mais dão queixa nesse modelo.

Perguntas frequentes

Quanto o Jeep Compass faz por litro? Depende muito do motor: o 2.0 flex Tigershark é o mais gastão e costuma andar perto de 6 a 7 km/l na cidade com etanol e 8 a 9 km/l com gasolina, melhorando na estrada, o diesel 2.0 Multijet 4x4 é bem mais econômico em viagem, na casa dos 10 km/l na cidade e 13 km/l na estrada por ser diesel e ter torque de sobra, e o 1.3 turbo flex T270 fica numa faixa parecida ou um pouco melhor que o 2.0 flex por ter turbo e menor cilindrada, sempre lembrando que tudo isso é aproximado e depende de como e onde você dirige.

Qual a diferença entre o Compass 2.0 flex, o diesel e o 1.3 turbo? O 2.0 flex Tigershark é o motor aspirado de entrada, com 166 cv no etanol, câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira 4x2, o diesel 2.0 Multijet tem 170 cv mas muito mais torque, sempre com tração 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, ideal para quem puxa peso e enfrenta terra, e o 1.3 turbo flex T270 é o motor mais novo, que entrega até 185 cv no etanol com menor cilindrada e câmbio automático de 6 marchas, aparecendo tanto em versões 4x2 quanto 4x4 e substituindo o antigo 2.0 flex a partir de 2021 e 2022.

Vale a pena o Jeep Compass diesel? O Compass diesel 2.0 Multijet 4x4 faz sentido para quem roda muito, viaja bastante ou realmente usa a tração nas quatro rodas em trilha e terra, porque ele tem torque de sobra e é econômico na estrada, além de segurar bem o valor de revenda, mas em compensação a manutenção do diesel e do câmbio de 9 marchas costuma ser mais cara e específica, então para quem anda mais na cidade e no asfalto o 1.3 turbo pode ser mais racional, ficando o 2.0 flex apenas para quem aceita o consumo alto em troca de um preço de compra menor.

Quais os principais problemas do Jeep Compass? Os pontos mais citados envolvem a central multimídia e a parte elétrica, com relatos de tela que trava, perde conexão ou reinicia e de alertas e sensores com falha, além do câmbio automático, com a questão do trocador de calor no de 6 marchas (onde o líquido de arrefecimento pode se misturar ao óleo do câmbio) e de trancos e hesitações nas trocas, do consumo alto do 2.0 flex e de relatos de consumo de óleo em alguns motores, lembrando que nada disso acontece em todas as unidades e que o histórico daquele carro é o que mais importa.

Quanto custa um Jeep Compass na tabela FIPE? O preço varia muito conforme a versão, o motor, se é 4x2 ou 4x4, o ano e o estado, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial pelo modelo e ano exatos e usar isso como referência de mercado, e não como preço fixo, lembrando que as versões diesel 4x4, Trailhawk e Série S costumam valer bem mais que as de entrada com o 2.0 flex.

Galeria

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