Jeep Renegade: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais
2015 em diante (motor 1.8 Flex, diesel 2.0 Multijet 4x4 e 1.3 turbo T270)
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O Jeep Renegade é o SUV compacto que a marca fabrica em Goiana, em Pernambuco, desde 2015, e passou por três fases de motor no Brasil: começou com o 1.8 Flex E.torQ de câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira, teve a opção do diesel 2.0 Multijet, sempre com tração 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, e mais recentemente adotou o 1.3 turbo flex T270, que rende bem mais força com menor cilindrada. As versões vão da Sport, mais simples, passando por Longitude e Limited, até a Trailhawk 4x4, feita para trilha de verdade. Os pontos de maior atenção são o câmbio automático, com relatos de trancos e do trocador de calor no 6 marchas e de trancos no 9 marchas do diesel, além de itens elétricos e de multimídia, do consumo mais alto do 1.8 e do custo de algumas peças. Como sempre, o que decide se vale a pena é o estado e o histórico da unidade, não o ano, e para preço use a tabela FIPE oficial.
Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Jeep Renegade, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.
O Renegade é o SUV compacto que colocou a Jeep de vez no gosto do brasileiro, fabricado em Goiana, em Pernambuco, desde 2015, com aquele visual quadradão e aventureiro que virou marca registrada. Ele nasceu como um SUV de tamanho urbano, mas com pegada de Jeep de verdade nas versões com tração 4x4, e ao longo dos anos foi mudando de motor, o que é o ponto mais importante de entender antes de comprar um usado.
Foram basicamente três fases de motor no Brasil: o 1.8 Flex E.torQ, aspirado, que equipou a maioria dos Renegade por muitos anos com câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira, o diesel 2.0 Multijet, sempre com tração 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, voltado para quem queria torque e capacidade fora de estrada, e o mais recente 1.3 turbo flex T270, que entrega bem mais força usando menos cilindrada. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, as versões, o consumo, os problemas que mais aparecem, como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de fechar negócio.
Resumo rápido
Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado. Para ilustrar as fases, a tabela compara o 1.8 Flex, o diesel 2.0 e o 1.3 turbo T270.
| Item | Renegade 1.8 Flex | Renegade diesel 2.0 4x4 | Renegade 1.3 turbo T270 |
|---|---|---|---|
| Marca | Jeep | Jeep | Jeep |
| Categoria | SUV compacto | SUV compacto | SUV compacto |
| Motor | 1.8 Flex E.torQ, aspirado | 2.0 Multijet turbodiesel | 1.3 turbo flex GSE |
| Potência | cerca de 139 cv no etanol | cerca de 170 cv | cerca de 185 cv no etanol e 180 cv na gasolina |
| Torque | perto de 19,3 kgfm | perto de 35 kgfm | perto de 27,5 kgfm (270 Nm) |
| Câmbio | automático de 6 marchas | automático de 9 marchas | automático de 6 marchas |
| Tração | dianteira (4x2) | 4x4 | 4x2 ou 4x4 conforme a versão |
| Combustível | flex (gasolina e etanol) | diesel | flex (gasolina e etanol) |
| Tanque | cerca de 48 litros | cerca de 48 litros | cerca de 48 litros |
| Carroceria | SUV 5 portas | SUV 5 portas | SUV 5 portas |
| Consumo na cidade | perto de 9 a 10 km/l (gasolina) | mais econômico por ser diesel | perto de 9 a 11 km/l (gasolina) |
| Consumo na estrada | perto de 11 a 12 km/l (gasolina) | bem econômico em viagem | perto de 12 a 13 km/l (gasolina) |
Vale notar que houve também uma fase inicial com o motor 1.8 Flex de câmbio manual em versões de entrada, mas o mais comum de encontrar é o 1.8 com o automático de 6 marchas, então a maioria dos Renegade usados que você vai ver por aí é automática.
História do modelo
O Jeep Renegade foi lançado no Brasil em 2015 como o primeiro Jeep fabricado no país, saindo da fábrica nova da marca em Goiana, Pernambuco, e caiu rapidamente no gosto do público por unir o visual e a imagem de aventura da Jeep a um tamanho de SUV compacto que cabe na cidade. Ele estreou com duas opções de motor bem diferentes: o 1.8 Flex E.torQ, aspirado e nacional, para as versões de entrada e intermediárias com tração dianteira, e o diesel 2.0 Multijet de origem italiana, sempre com tração 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, voltado para quem queria capacidade fora de estrada de verdade.
Ao longo dos anos o Renegade recebeu ajustes de acabamento, novas versões e uma reestilização que modernizou principalmente a frente, as lanternas e o interior, mantendo aquela identidade quadradona que o público reconhece de longe. O motor 1.8 Flex foi ganhando pequenas evoluções na potência e seguiu como o motor mais vendido por muito tempo, enquanto o diesel permaneceu como a opção mais robusta e capaz, procurada por quem viaja muito ou usa o carro em trabalho e trilha.
A virada mais recente veio com a chegada do motor 1.3 turbo flex T270, da família GSE, que passou a substituir tanto o 1.8 quanto o diesel em boa parte da linha, entregando cerca de 185 cv no etanol e bastante torque com uma cilindrada bem menor, seguindo a tendência dos motores turbo pequenos e econômicos. Essa evolução deixou o Renegade mais moderno e forte, embora também mais dependente de eletrônica e de cuidados com a manutenção do turbo, e faz com que hoje exista no mercado de usados uma boa variedade de fases e motores para escolher.
Versões e motores
O Renegade sempre foi vendido em várias versões, que mudaram de nome e de conteúdo ao longo do tempo, mas o mais útil é separar por motor e por tração.
Pelos motores:
- 1.8 Flex E.torQ: o motor de entrada, aspirado e nacional, com cerca de 139 cv no etanol, quase sempre com câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira, presente na maior parte dos Renegade usados, sendo suficiente para o dia a dia mas sem sobra de força quando o carro está cheio.
- Diesel 2.0 Multijet: o motor mais robusto de torque, com cerca de 170 cv, sempre com tração 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, ideal para quem puxa peso, viaja muito ou enfrenta terra e trilha com frequência.
- 1.3 turbo flex T270: o motor mais novo, com cerca de 185 cv no etanol e bom torque em baixa por causa do turbo, oferecido tanto em versões 4x2 quanto 4x4, sendo o que melhor equilibra desempenho e consumo na fase atual.
Pelas versões de acabamento, as mais conhecidas são:
- Sport: a versão de entrada, mais simples, mas já com o essencial de conforto e segurança.
- Longitude: a intermediária, com mais itens de conforto e acabamento, sendo uma das mais equilibradas de custo e conteúdo.
- Limited: a mais completa da linha de rua, com acabamento superior e mais equipamentos de série.
- Trailhawk: a versão feita para trilha de verdade, com tração 4x4 mais capaz, ajustes de suspensão, modos de terreno e detalhes próprios, sendo a mais aventureira da família, historicamente ligada ao diesel e depois ao 1.3 turbo 4x4.
Uma dica honesta, que vale para qualquer Renegade, é não confiar só no nome da versão, porque o que importa mesmo é conferir na hora qual motor aquele carro tem, se é 4x2 ou 4x4 e como ele está de mecânica e de estado geral, já que a diferença de valor e de proposta entre uma configuração e outra é grande.
Motor e mecânica
Aqui as três fases de motor se comportam de maneiras diferentes, então vale entender cada uma, começando pelo mais comum:
Motor 1.8 Flex E.torQ: é um motor aspirado, ou seja, sem turbo, de projeto conhecido e nacional, com fama de robusto quando bem cuidado. Em troca dessa simplicidade, ele não tem sobra de força para um carro do tamanho e do peso do Renegade, então trabalha em rotação mais alta e bebe mais combustível, principalmente com o carro cheio ou em subida, o que é característica do conjunto e não defeito.
O 1.8 é o motor mais simples de manter dos três, mas o ponto de atenção dessa fase costuma estar mais no câmbio automático do que no motor em si, como você vê na seção de problemas. Já o diesel muda bastante a conversa:
Motor diesel 2.0 Multijet: o diesel entrega muito torque, que é a força que empurra o carro desde baixas rotações, o que dá aquela sensação de fôlego para subir serra, puxar peso e andar fora de estrada sem esforço. Em compensação, motor diesel pede manutenção mais específica e cara, com filtros e itens próprios, exige combustível de qualidade e não gosta de ficar parado por muito tempo, além de ser sempre acompanhado da tração 4x4 e do câmbio de 9 marchas, que também têm seus cuidados.
Por fim, o motor mais novo traz a tecnologia turbo para a linha:
Motor 1.3 turbo flex T270: o turbo é um compressor movido pelos gases de escape que empurra mais ar para dentro do motor, fazendo um motor pequeno ter força de um motor maior, e é por isso que o 1.3 entrega mais potência e torque que o 1.8 aspirado gastando menos cilindrada. Em troca dessa eficiência, o turbo é mais exigente com a manutenção, pedindo troca de óleo em dia e na especificação certa, combustível de qualidade e atenção aos periféricos do turbo, porque descuido nesses pontos cobra caro com o tempo.
Em todas as fases, o Renegade é um SUV que privilegia mais o conforto e a robustez do que a leveza, então é natural sentir que ele é um carro mais pesado, o que ajuda a explicar tanto o consumo do 1.8 quanto a importância de ter um motor com bom torque, como o diesel e o 1.3 turbo.
Consumo
Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol nos motores flex, já que o etanol sempre rende menos quilômetros por litro, e o diesel segue uma lógica própria.
- 1.8 Flex com gasolina: perto de 9 a 10 km/l na cidade e cerca de 11 a 12 km/l na estrada, sendo o mais gastão dos três por ser aspirado e mover um carro pesado.
- 1.8 Flex com etanol: bem menos, na casa de 7 a 8 km/l na cidade e 9 a 10 km/l na estrada, então quem roda muito costuma sentir no bolso.
- Diesel 2.0: é o mais econômico em viagem e em uso rodoviário, por ser diesel e ter torque de sobra, o que permite andar em rotação baixa, sendo o preferido de quem faz muitos quilômetros.
- 1.3 turbo flex com gasolina: fica numa faixa parecida ou um pouco melhor que o 1.8 na cidade e costuma render melhor na estrada por causa do torque do turbo em baixa rotação, ficando por volta de 12 a 13 km/l com gasolina em viagem tranquila.
Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o uso da tração 4x4, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa, lembrando que o 1.8 Flex tem fama merecida de beber bastante no trânsito pesado.
Manutenção
O básico pra manter um Renegade saudável envolve alguns itens, sendo eles:
- Óleo e filtro de óleo: o item mais importante em qualquer Renegade e ainda mais crítico no diesel e no 1.3 turbo, que dependem de óleo em dia e na especificação certa para proteger o motor e o turbo, então precisa ser trocado no prazo, conforme a seção de óleo mais abaixo.
- Filtros de ar e de combustível: que fazem diferença no funcionamento e no consumo, com atenção redobrada aos filtros específicos do diesel.
- Velas e bobinas de ignição (motores flex): responsáveis pela ignição, sendo que, quando estão gastas, causam falha, engasgo e aumento de consumo.
- Óleo e manutenção do câmbio automático: ponto muito importante no Renegade, porque tanto o automático de 6 marchas quanto o de 9 marchas do diesel pedem cuidado com o óleo do câmbio no intervalo indicado, já que descuido aqui está ligado a boa parte das queixas.
- Trocador de calor do câmbio (1.8 automático): peça responsável por resfriar o óleo, que merece atenção pelos relatos de mistura de óleo com água do arrefecimento, assunto que aparece na seção de problemas.
- Correia dos acessórios: que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
- Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída.
- Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras, a bomba d’água e as peças plásticas envelhecem, ponto que merece atenção principalmente nos motores turbo e diesel, que trabalham mais quentes.
- Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil e sofrem mais por ser um carro pesado.
- Suspensão: cujos amortecedores, batentes, coxins e buchas se desgastam e afetam o conforto e a segurança, principalmente em quem usa muito estrada de terra.
- Sistema 4x4 (versões com tração integral): que tem seus próprios fluidos e componentes e pede manutenção conforme o manual.
- Pneus: conforme a seção de pneus.
Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. No caso do câmbio automático e do óleo dos motores turbo e diesel, respeitar o intervalo do manual não é só recomendação, é o que protege o carro de um reparo caro.
Problemas comuns
Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa.
Câmbio automático de 6 marchas (1.8 Flex): trancos e trocador de calor
- O que é: o câmbio automático da versão 1.8 é o item que mais gera queixas, com relatos de hesitações e trancos e da questão do trocador de calor, peça que resfria o óleo e que, quando falha, pode misturar óleo do câmbio com a água do arrefecimento.
- Como perceber: buracos de aceleração e demora nas retomadas, principalmente entre as marchas intermediárias, trancos nas trocas e, no caso do trocador, óleo com aparência leitosa ou água do radiador contaminada.
- Possíveis causas: característica de calibração do câmbio somada a manutenção esticada e ao desgaste do trocador de calor.
- Gravidade: média a alta, porque câmbio é um conjunto caro de consertar.
- O que fazer: valorizar unidades com manutenção do câmbio em dia, testar bem em rua as trocas e retomadas e, na dúvida, pedir avaliação de um especialista.
Câmbio automático de 9 marchas (diesel): trocas e engates
- Como perceber: relatos de trancos nas trocas, dificuldade de engatar algumas marchas e demora para passar à marcha seguinte, comportamento conhecido desse câmbio de 9 velocidades.
- Gravidade: média, porque incomoda no dia a dia e, quando vira defeito de verdade, o reparo é caro.
- O que fazer: testar bem em diferentes velocidades e priorizar unidades com histórico de manutenção comprovado.
Consumo alto e consumo de óleo (1.8 Flex)
- Como perceber: o 1.8 bebe bastante no trânsito, o que é característica do conjunto, e algumas unidades tiveram relatos de consumo de óleo acima do normal, tema para o qual houve reprogramação de fábrica em parte dos casos.
- Gravidade: baixa no consumo de combustível, que é esperado, e média no consumo de óleo, que pede acompanhamento do nível e diagnóstico se for excessivo.
Parte elétrica e multimídia
- Como perceber: relatos de falhas ou travamentos na central multimídia, em sensores, no ar-condicionado e em itens eletrônicos, típicos de um SUV cheio de eletrônica.
- Gravidade: baixa a média, mais ligada a conforto e a custo de reparo do que a segurança, mas incomoda.
Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade, lembrando que um Renegade com manutenção em dia e câmbio saudável é um carro que agrada muita gente.
Quando você deve se preocupar
Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:
- luz de óleo acesa ou temperatura subindo demais, principalmente nos motores turbo e diesel que trabalham mais quentes;
- óleo com aparência leitosa ou água do radiador contaminada, o que pode indicar problema no trocador de calor do câmbio;
- trancos fortes, patinação ou demora anormal nas trocas do câmbio automático;
- fumaça saindo do escapamento em excesso, com atenção à fumaça do diesel;
- vazamento de óleo ou de água embaixo do carro;
- barulhos novos e estranhos vindos do motor, do câmbio ou da suspensão;
- perda de força ou o carro “engasgando” e falhando;
- luz de injeção ou de falha acesa insistindo no painel;
- freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.
Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando, e qualquer sinal de problema no câmbio automático deve ser tratado como prioridade, porque é o conjunto mais caro de mexer.
Vale a pena comprar um Jeep Renegade usado?
Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos, lembrando que a resposta muda conforme o motor e a versão.
Pontos positivos
- É um SUV compacto de visual marcante e imagem forte da Jeep, com boa posição de dirigir e sensação de robustez.
- Nas versões 4x4, principalmente o diesel e a Trailhawk, tem capacidade fora de estrada de verdade, coisa rara na categoria.
- Tem bom nível de conforto e de equipamentos nas versões mais completas, além de boa aceitação e liquidez no mercado de usados.
- O 1.3 turbo trouxe mais desempenho e modernidade para a linha atual.
Pontos de atenção
- O câmbio automático, tanto o de 6 quanto o de 9 marchas, é o ponto que mais gera queixas, então precisa ser testado com cuidado.
- O 1.8 Flex bebe bastante e tem fama de gastão, o que pesa para quem roda muito na cidade.
- Manutenção e peças, principalmente do diesel, do turbo e da parte eletrônica, podem custar mais que a média dos SUVs populares.
- É um carro pesado, que exige atenção com freios, suspensão e pneus, sobretudo em quem usa muito estrada de terra.
Resumindo de forma honesta, um Renegade bem cuidado, com câmbio saudável e manutenção comprovada, pode ser um SUV compacto agradável e cheio de personalidade, enquanto um exemplar malcuidado, principalmente com histórico duvidoso de câmbio ou de motor, pode virar uma dor de cabeça cara, então o foco tem que estar no estado, no histórico e na escolha certa entre 1.8, diesel e 1.3 turbo para o seu tipo de uso.
Checklist de compra
Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos:
- Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça ou barulho estranho, com atenção à fumaça no diesel
- Câmbio automático, testando bem as trocas e retomadas em rua, sem trancos, buracos de aceleração nem demora anormal
- Óleo do câmbio e sinais do trocador de calor no 1.8, checando se não há mistura de óleo com água
- Histórico de troca de óleo, especialmente no diesel e no 1.3 turbo, de preferência com notas
- Nível e cor do óleo do motor, de olho em consumo de óleo relatado em alguns 1.8
- Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar e sem vazamento de água
- Sistema 4x4 nas versões com tração integral, conferindo funcionamento e manutenção
- Suspensão e freios, atenção redobrada se o carro rodou muito em terra
- Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e adequados ao uso
- Parte elétrica, incluindo vidros, travas, sensores, painel e a central multimídia
- Ar-condicionado, que deve gelar de verdade
- Carroceria, sem sinais de batida, ferrugem, pintura desalinhada ou infiltração, com atenção a marcas de uso pesado fora de estrada
- Interior, com bancos e acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
- Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
- Histórico de manutenção completo, com registro de óleo, câmbio e revisões
Preço e tabela FIPE
Aqui não inventamos preço, porque o valor de um Jeep Renegade muda muito conforme a versão, o motor, se é 4x2 ou 4x4, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e há uma diferença grande entre um 1.8 Sport de entrada e um diesel Trailhawk 4x4 completo.
A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com problema de câmbio ou documentação pendente vale bem menos.
O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e no caso do Renegade vale prestar atenção redobrada na saúde do câmbio automático antes de considerar que fez um bom negócio.
Custos de manutenção
Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.
O que dá pra dizer com honestidade é que o Renegade, por ser um SUV de marca premium na percepção do público e com bastante conteúdo eletrônico, costuma ter manutenção um pouco mais cara que a de carros populares, sendo que a versão 1.8 Flex é a mais em conta de manter das três, enquanto o diesel tende a ser o mais caro, por ter filtros, óleo e peças específicas de motor diesel e o câmbio de 9 marchas, e o 1.3 turbo fica no meio, com os cuidados típicos de um motor turbo. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar e, sempre que possível, buscar um mecânico com experiência na linha Jeep e Fiat, já que muitos componentes são compartilhados dentro do grupo.
Óleo e fluidos
Confira sempre o manual e a etiqueta do carro, mas, como referência, vale saber que a especificação muda conforme o motor:
- 1.3 turbo flex: costuma pedir óleo sintético de especificação própria do fabricante, e esse ponto é sério, porque o turbo depende de óleo na norma certa e trocado no prazo, então aqui não dá pra improvisar nem esticar a troca.
- Diesel 2.0 Multijet: usa óleo específico para motor diesel dentro da especificação indicada, e a troca em dia é fundamental para a durabilidade do motor e dos periféricos.
- 1.8 Flex E.torQ: usa a viscosidade indicada no manual, mais tolerante que a dos turbos, mas ainda assim é importante seguir a recomendação.
- Óleo do câmbio automático: ponto que merece atenção especial no Renegade, tanto no de 6 quanto no de 9 marchas, seguindo o fluido e o intervalo corretos, porque isso protege um conjunto caro.
- Capacidade: varia conforme o motor, então o certo é seguir o que o manual do seu carro indica.
Usar um óleo fora da especificação certa pode prejudicar a lubrificação e, nos motores turbo e diesel, acelerar o desgaste, então não troque a viscosidade nem a especificação por conta própria, e, para os demais fluidos, como freio, arrefecimento e transmissão, siga o que o manual pede e use aditivo de arrefecimento de verdade, e não apenas água.
Pneus e rodas
A medida muda conforme a versão, sendo que as de entrada costumam usar rodas menores e as mais completas, como Limited e Trailhawk, aparecem com rodas maiores, comumente na faixa de aro 16 a 18 conforme o acabamento, com pneus adequados ao uso, sendo que a Trailhawk costuma trazer pneus mais voltados para terra por causa da proposta fora de estrada.
O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer no conforto, no consumo e na segurança, e no caso de um SUV com uso fora de estrada a escolha do pneu certo faz bastante diferença.
Desempenho
Como referência, e lembrando que o Renegade é um SUV mais voltado a conforto e robustez do que a esportividade:
- 1.8 Flex: tem desempenho apenas suficiente para o tamanho e o peso do carro, andando de forma tranquila mas sem sobra de força, principalmente com o carro cheio ou em subida, o que exige mais rotação.
- Diesel 2.0: brilha no torque, com aquela força de empurrar desde baixo que faz diferença em subida, em viagem carregada e fora de estrada, sendo o mais capaz em situação de trabalho e trilha.
- 1.3 turbo T270: é o mais equilibrado da fase atual, com bem mais potência e torque que o 1.8 graças ao turbo, entregando andar mais esperto na cidade e mais fôlego na estrada.
Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam bastante conforme o motor, a tração e o combustível, então o mais útil é entender o posicionamento de cada opção e tratar qualquer número como estimativa.
Conforto e equipamentos
O Renegade sempre teve como pontos fortes a posição de dirigir alta, a sensação de robustez e um interior de visual marcante, com aquele estilo aventureiro que combina com a proposta da Jeep. O espaço interno é bom para quatro pessoas, com porta-malas de tamanho razoável para a categoria, embora o formato quadradão do carro renda mais em altura de teto do que em espaço para as pernas atrás, o que vale conferir se o carro for levar gente alta no banco traseiro com frequência.
Os equipamentos variam muito conforme a versão e o ano, de modo que itens como central multimídia maior, ar-condicionado digital, painel mais completo, sensores, câmera de ré, teto solar, mais airbags e recursos como controle de tração e modos de terreno aparecem principalmente nas versões mais completas, como Limited e Trailhawk, enquanto a Sport de entrada é mais básica, então, na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão.
Perguntas frequentes
Quanto o Jeep Renegade faz por litro? Depende muito do motor: o 1.8 Flex é o mais gastão e costuma andar perto de 7 a 8 km/l na cidade e 9 a 10 km/l na estrada com etanol, e por volta de 9 a 10 km/l na cidade e 11 a 12 km/l na estrada com gasolina, o diesel 2.0 é bem mais econômico em viagem por ser diesel e ter torque de sobra, e o 1.3 turbo flex fica numa faixa parecida ou um pouco melhor que o 1.8 por ter turbo, sempre lembrando que tudo isso é aproximado e depende de como e onde você dirige.
Qual a diferença entre o Renegade 1.8, o diesel e o 1.3 turbo? O 1.8 Flex E.torQ é o motor de entrada, aspirado, com câmbio automático de 6 marchas e tração dianteira, o diesel 2.0 Multijet é o mais forte de torque, sempre com tração 4x4 e câmbio automático de 9 marchas, ideal para quem puxa peso e enfrenta trilha, e o 1.3 turbo flex T270 é o motor mais novo, que entrega bem mais potência que o 1.8 com menor cilindrada, aparecendo tanto em versões 4x2 quanto nas 4x4.
Vale a pena o Jeep Renegade diesel? O Renegade diesel 2.0 Multijet 4x4 faz sentido para quem roda muito, viaja bastante ou realmente usa a tração nas quatro rodas em trilha e terra, porque ele tem torque de sobra e é econômico na estrada, mas em compensação a manutenção do diesel e do câmbio de 9 marchas costuma ser mais cara e específica, então para quem anda mais na cidade e em asfalto o 1.8 ou o 1.3 turbo podem ser mais racionais.
Quais os principais problemas do Jeep Renegade? Os pontos mais citados envolvem o câmbio automático, com relatos de trancos e hesitações e da questão do trocador de calor no automático de 6 marchas do 1.8, e de trancos e demora nas trocas no câmbio de 9 marchas do diesel, além de itens elétricos e de multimídia, do consumo mais alto do 1.8 e de relatos de consumo de óleo em algumas unidades, lembrando que nada disso acontece em todas e que o histórico da unidade é o que mais importa.
Quanto custa um Jeep Renegade na tabela FIPE? O preço varia muito conforme a versão, o motor, se é 4x2 ou 4x4, o ano e o estado, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial pelo modelo e ano exatos e usar isso como referência de mercado, e não como preço fixo, lembrando que as versões diesel e Trailhawk 4x4 costumam valer bem mais que as de entrada.
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