Chevrolet Cruze: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais
2011 a 2016 (1ª geração 1.8) e 2017 em diante (2ª geração 1.4 turbo)
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O Chevrolet Cruze é o sedã médio da Chevrolet e teve duas gerações bem diferentes no Brasil: a primeira, de 2011 a 2016, usava o motor 1.8 Ecotec flex de aspiração natural, com câmbio manual ou automático de 6 marchas, nas carrocerias sedã e hatch Cruze Sport6 e nas versões LT e LTZ, entregando bom nível de equipamento e conforto para a categoria, embora fosse um motor sem muita sobra de força e de consumo apenas razoável. A partir de 2017 veio a segunda geração, mais moderna, que trocou o 1.8 pelo 1.4 turbo flex de injeção direta, sempre com câmbio automático de 6 marchas, multimídia MyLink e versões LT, LTZ e Premier, ganhando bastante em desempenho e economia. O ponto de maior atenção do Cruze usado é justamente esse motor 1.4 turbo, que tem relatos reais de consumo de óleo, exige disciplina com a troca de óleo na especificação certa por causa da corrente de distribuição e da injeção direta, e pede cuidado com o sistema de arrefecimento, de modo que o que decide se vale a pena é o estado e o histórico de manutenção da unidade, não o ano, e para preço o certo é consultar a tabela FIPE oficial.
Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Chevrolet Cruze, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.
O Cruze é o sedã médio da Chevrolet e teve duas gerações bem diferentes por aqui, o que é importante entender antes de qualquer coisa. A primeira geração, lançada no Brasil em 2011, chegou para ocupar o espaço do antigo Vectra, com o motor 1.8 Ecotec flex de aspiração natural, câmbio manual ou automático de 6 marchas, nas carrocerias sedã e, a partir de 2012, no hatch Cruze Sport6, oferecido nas versões LT e LTZ. Já a segunda geração, apresentada em 2017, é um projeto bem mais moderno, que trocou o 1.8 pelo motor 1.4 turbo flex de injeção direta, sempre com câmbio automático de 6 marchas, central multimídia MyLink e versões LT, LTZ e Premier.
Como são fases bem distintas, esta página trata das duas e deixa claro em cada ponto de qual delas está falando. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, os motores que ele teve, o consumo, os problemas que mais aparecem (com atenção especial ao 1.4 turbo), como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de fechar negócio em um usado.
Resumo rápido
Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado. Para ilustrar as duas fases, a tabela compara um Cruze de primeira geração com o 1.8 Ecotec e a segunda geração com o 1.4 turbo.
| Item | 1ª geração 1.8 Ecotec | 2ª geração 1.4 turbo |
|---|---|---|
| Marca | Chevrolet | Chevrolet |
| Categoria | Sedã médio | Sedã médio |
| Motor | 1.8 16v Ecotec flex, aspirado | 1.4 16v turbo flex, injeção direta |
| Potência | cerca de 140 cv na gasolina e 144 cv no etanol | cerca de 150 cv na gasolina e 153 cv no etanol |
| Torque | perto de 17,8 a 18,9 kgfm | perto de 24,5 kgfm |
| Câmbio | manual ou automático de 6 marchas | automático de 6 marchas |
| Tração | dianteira | dianteira |
| Combustível | flex | flex |
| Tanque | cerca de 60 litros | cerca de 52 a 60 litros conforme a versão |
| Carrocerias | sedã e hatch (Sport6) | sedã e hatch (Sport6) |
| Consumo na cidade | perto de 8 a 9 km/l (gasolina) | perto de 9 a 11 km/l (gasolina) |
| Consumo na estrada | perto de 11 a 12 km/l (gasolina) | perto de 13 a 15 km/l (gasolina) |
Vale notar que o Cruze sempre foi um sedã de bom nível de conteúdo para a categoria, com itens como rodas de liga leve de aro 16 a 17, ar-condicionado, direção elétrica e vários airbags conforme a versão, e que a grande mudança mecânica entre as duas gerações é a troca do motor 1.8 aspirado pelo 1.4 turbo, que rende mais força com menos cilindrada.
História do modelo
O Chevrolet Cruze chegou ao Brasil em 2011, alguns anos depois de estrear lá fora, sendo produzido em São Caetano do Sul, em São Paulo, para ocupar o lugar do já envelhecido Vectra na linha da marca. Ele caiu bem no gosto do público brasileiro por oferecer um sedã de porte médio com visual moderno para a época, bom acabamento e um pacote de equipamentos acima do que se via em muitos concorrentes, tudo movido pelo motor 1.8 Ecotec flex de aspiração natural.
No ano seguinte, em 2012, a Chevrolet lançou a versão hatch, batizada de Cruze Sport6, que mantinha a mesma mecânica do sedã mas com a traseira de porta-malas menor e visual mais esportivo, ampliando as opções de quem gostava do modelo. Essa primeira geração seguiu em linha até 2016, com as versões LT, intermediária, e LTZ, a mais completa, sempre com o mesmo 1.8 e com opção de câmbio manual ou automático de 6 marchas.
A virada veio em 2017, quando a Chevrolet lançou a segunda geração do Cruze, tanto no sedã quanto no hatch Sport6, com um projeto bem mais moderno e um salto grande de tecnologia. A mudança mais importante foi mecânica: saiu o 1.8 aspirado e entrou o motor 1.4 turbo flex de injeção direta, sempre acompanhado do câmbio automático de 6 marchas, sem mais opção de câmbio manual. Essa geração trouxe também a central multimídia MyLink e passou a oferecer a versão de topo Premier, além das já conhecidas LT e LTZ, mantendo o Cruze como um dos sedãs médios mais completos do mercado até a Chevrolet encerrar a produção do modelo no país, o que hoje deixa o carro disponível apenas como usado.
Versões e motores
Como o Cruze teve duas gerações com motores diferentes, o mais útil é separar por fase.
Na primeira geração (2011 a 2016), todas as versões usavam o mesmo motor 1.8 Ecotec flex, e o que mudava era principalmente o acabamento e os equipamentos:
- LT: a versão intermediária, que já vinha bem equipada para a categoria, com itens de conforto e segurança de série e opção de câmbio manual ou automático.
- LTZ: a versão mais completa, topo de linha da geração, com mais itens de série, acabamento superior e detalhes próprios de visual, também com opção de câmbio manual ou automático.
- Cruze Sport6: a carroceria hatch, lançada em 2012, oferecida nas mesmas versões LT e LTZ e com a mesma mecânica do sedã, para quem preferia o visual esportivo do hatch.
Na segunda geração (2017 em diante), todas as versões passaram a usar o motor 1.4 turbo flex de injeção direta com câmbio automático de 6 marchas, e a linha ficou assim:
- LT: a versão de entrada da geração, já com a mecânica turbo e bom nível de equipamento.
- LTZ: a versão intermediária a completa, com mais itens de conforto, segurança e tecnologia.
- Premier: a versão de topo, a mais completa de todas, com acabamento superior, mais itens de série e detalhes exclusivos.
- Cruze Sport6: de novo a carroceria hatch, oferecida nas mesmas versões da segunda geração e com a mesma mecânica turbo do sedã.
Uma dica honesta, que vale para qualquer Cruze, é não confiar só no nome da versão, porque o que importa mesmo é conferir na hora o que aquele carro específico realmente tem de equipamento e, principalmente, como ele está de mecânica e de histórico de manutenção.
Motor e mecânica
Aqui é onde as duas gerações do Cruze mais se diferenciam, então vale entender cada uma.
Na primeira geração, o motor é o 1.8 Ecotec flex de aspiração natural, um propulsor conhecido da Chevrolet, com comando de válvulas variável, que entrega em torno de 140 a 144 cv conforme o combustível. Ele é um motor de funcionamento tranquilo e sem grandes surpresas, mas é honesto dizer que ele não sobra de força para mover um sedã de porte médio e relativamente pesado, principalmente com o câmbio automático e o carro cheio, e que o consumo dele é apenas razoável, sem se destacar pela economia. Nesse 1.8 vale entender um termo importante:
Aspiração natural: é quando o motor enche os cilindros de ar apenas pela sucção normal, sem turbo empurrando ar sob pressão. Isso costuma deixar o motor mais simples e previsível, mas também com menos força para o tamanho, que é o caso do 1.8 do Cruze, satisfatório no dia a dia mas sem grande fôlego.
Na segunda geração, a conversa muda de figura por causa do motor 1.4 turbo flex de injeção direta, que rende mais força que o 1.8 usando menos cilindrada e ainda gasta menos combustível, graças ao turbo e à injeção direta. Só que essa modernidade toda vem com pontos de atenção reais que você precisa conhecer antes de comprar:
Turbo e injeção direta: o turbo é uma peça que comprime o ar que entra no motor, permitindo tirar mais força de um motor pequeno, enquanto a injeção direta joga o combustível direto dentro do cilindro, em alta pressão, o que melhora a eficiência. O lado a ter em conta é que esse conjunto trabalha sob mais pressão e temperatura, exige óleo na especificação certa e em dia e pode ter atenção maior com consumo de óleo, corrente de distribuição e arrefecimento, como você vê na seção de problemas.
Corrente de distribuição: é a peça que sincroniza o movimento interno do motor, e, diferente de uma correia de borracha, a corrente de metal costuma durar mais e não tem um prazo curto e fixo de troca. Mesmo assim, em motores turbo modernos como esse 1.4, a corrente é apontada como um ponto sensível que depende de óleo bom e em dia, então, se aparecer um barulho metálico no motor, principalmente na partida a frio, vale investigar em vez de ignorar.
Ou seja, o 1.4 turbo da segunda geração é um motor mais moderno, mais forte e mais econômico que o 1.8, mas em compensação é mais exigente com a manutenção, e é justamente por descuido com óleo e revisões que aparecem os relatos mais preocupantes. Cuidado com esses pontos, e ele tende a ser um bom motor.
Consumo
Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol, já que o Cruze é flex e o etanol sempre rende menos quilômetros por litro.
Na primeira geração com o 1.8 Ecotec:
- Na cidade com gasolina: perto de 8 a 9 km/l, um consumo apenas razoável, já que é um motor aspirado movendo um carro de porte médio.
- Na estrada com gasolina: perto de 11 a 12 km/l, melhorando bastante em velocidade constante.
Na segunda geração com o 1.4 turbo:
- Na cidade com gasolina: perto de 9 a 11 km/l, um pouco melhor que o 1.8 apesar de entregar mais força, graças ao turbo e à injeção direta.
- Na estrada com gasolina: perto de 13 a 15 km/l, sendo apontado como um dos pontos fortes dessa geração.
- No etanol: em qualquer motor, espere um consumo bem menor, na ordem de vários quilômetros por litro a menos, já que é da natureza do combustível render menos.
Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa.
Manutenção
O básico pra manter um Cruze saudável envolve alguns itens, sendo eles:
- Óleo e filtro de óleo: o item mais importante em qualquer Cruze e especialmente crítico no 1.4 turbo da segunda geração, por causa da injeção direta, do turbo e da corrente de distribuição, então precisa ser trocado no prazo e com o óleo exatamente na especificação certa, conforme a seção de óleo mais abaixo.
- Filtros de ar e de combustível: que são relativamente baratos e fazem diferença no funcionamento e no consumo, com atenção redobrada no motor turbo, mais sensível a sujeira.
- Velas e bobinas: responsáveis pela ignição, sendo que, quando estão gastas, causam falha, engasgo e aumento de consumo, e no 1.4 turbo de injeção direta esse conjunto pede atenção nas revisões.
- Corrente de distribuição: o 1.4 turbo usa corrente, que dura mais que uma correia, mas depende de óleo bom e em dia, e um barulho metálico no motor merece investigação.
- Correia dos acessórios (do alternador e afins): que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
- Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída.
- Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras, a bomba d’água, a válvula termostática e as peças plásticas envelhecem, ponto sensível principalmente no 1.4 turbo, que trabalha mais quente, como você vê logo abaixo.
- Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil.
- Suspensão: cujos amortecedores, batentes, coxins e buchas se desgastam e afetam o conforto e a segurança.
- Câmbio automático: que pede atenção ao fluido e ao funcionamento suave, conforme a seção de óleo e fluidos.
- Pneus: conforme a seção de pneus.
Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. No caso específico do 1.4 turbo, respeitar o intervalo de óleo do manual e usar o óleo certo não é só recomendação, é o que protege o motor.
Problemas comuns
Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa. Separamos por geração porque os pontos fracos são diferentes.
2ª geração 1.4 turbo: consumo de óleo e lubrificação
- O que é: alguns donos relatam que o motor 1.4 turbo consome óleo entre as trocas, ou seja, o nível baixa antes do previsto, o que em motores turbo modernos pode acontecer em graus variados.
- Como perceber: nível de óleo caindo entre as revisões, luz de óleo ou aviso no painel, fumaça azulada no escapamento em casos mais avançados.
- Possíveis causas: característica do próprio motor em algumas unidades, óleo fora da especificação ou troca esticada, desgaste interno.
- Gravidade: pode ser média a alta, porque rodar com óleo baixo prejudica a lubrificação e pode danificar o motor.
- O que fazer: conferir o nível de óleo com regularidade, manter a troca em dia e na especificação certa e, se o consumo for anormal, procurar avaliação especializada.
2ª geração 1.4 turbo: corrente de distribuição e óleo em dia
- O que é: a corrente que sincroniza o motor é apontada como ponto de atenção nos motores Ecotec turbo, dependendo de óleo bom para durar.
- Como perceber: barulho metálico no motor, principalmente na partida a frio, ou aviso de sincronismo no painel em casos mais sérios.
- Possíveis causas: óleo fora da especificação, troca esticada ou desgaste com a quilometragem.
- Gravidade: pode ser alta se ignorada, porque problema de sincronismo mexe com o funcionamento do motor.
- O que fazer: manter o óleo rigorosamente em dia e certo e investigar qualquer barulho metálico em vez de ignorar.
2ª geração 1.4 turbo: injeção direta e partida
- O que é: o sistema de injeção direta e os bicos injetores podem apresentar falhas em algumas unidades, com relatos de trepidação, oscilação de marcha lenta e, em casos isolados, problemas mais sérios ligados aos bicos.
- Como perceber: motor tremendo parado, marcha lenta oscilando, engasgos, aumento de consumo ou luz de injeção acesa.
- Gravidade: média, mas em casos extremos de falha de bico pode ser mais séria, então merece diagnóstico.
- O que fazer: fazer a manutenção preventiva, usar combustível de qualidade e procurar diagnóstico ao primeiro sinal de trepidação ou falha.
2ª geração 1.4 turbo: sistema de arrefecimento
- O que é: por trabalhar mais quente, o motor turbo exige um arrefecimento em ordem, e peças como termostato, bomba d’água e mangueiras podem pedir troca com a quilometragem.
- Como perceber: temperatura subindo mais que o normal, aviso no painel, vazamento de líquido ou perda de arrefecimento.
- Gravidade: pode ser séria, porque rodar superaquecido estraga o motor.
- O que fazer: se a temperatura disparar, não insista, pare com segurança e avalie, e nas revisões fique de olho no estado das peças de arrefecimento.
1ª geração 1.8: consumo e desempenho modesto
- Como perceber: o carro anda de forma apenas satisfatória, sem sobra de força com o automático e o carro cheio, e o consumo fica apenas razoável.
- Gravidade: baixa, porque não é defeito, e sim característica do motor 1.8 aspirado movendo um sedã médio, mas é bom saber disso antes de comprar esperando economia ou esportividade.
Ambas as gerações: itens de acabamento, elétrica e câmbio automático
- Como perceber: relatos pontuais de itens elétricos, de multimídia (na segunda geração), de acabamento e de trocas menos suaves no câmbio automático quando o fluido e a manutenção não estão em dia.
- Gravidade: geralmente baixa a média, mais ligada a conforto e custo, mas o câmbio automático merece atenção porque reparo de câmbio costuma ser caro.
Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade.
Quando você deve se preocupar
Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:
- luz de óleo acesa, nível de óleo caindo depressa ou aviso de pressão de óleo, ponto sensível no 1.4 turbo;
- temperatura subindo demais ou aviso de arrefecimento no painel;
- fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso, principalmente fumaça azulada, que pode indicar consumo de óleo;
- barulhos novos e estranhos, principalmente metálicos vindos do motor, com atenção à corrente de distribuição na partida a frio;
- motor tremendo parado, marcha lenta oscilando ou o carro engasgando e falhando;
- perda de força ou o turbo parecendo não responder como antes;
- trocas do câmbio automático com solavancos ou demora fora do normal;
- dificuldade pra ligar;
- cheiro forte de combustível;
- freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.
Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando, e no Cruze 1.4 turbo vale um cuidado extra com qualquer sinal ligado a óleo e temperatura.
Vale a pena comprar um Chevrolet Cruze usado?
Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos, lembrando que a resposta muda conforme a geração do carro.
Pontos positivos
- É um sedã médio de bom nível de equipamento e conforto para a categoria, com itens que muitos concorrentes não tinham.
- A segunda geração, com o 1.4 turbo, tem bom desempenho e economia melhor que a primeira, além de multimídia MyLink e visual mais moderno.
- Nas duas gerações, o espaço interno, o porta-malas e o conforto de rodagem agradam quem quer um carro para família e estrada.
Pontos de atenção
- O motor 1.4 turbo da segunda geração exige disciplina total com a troca de óleo na especificação certa e atenção com consumo de óleo, corrente de distribuição, injeção direta e arrefecimento.
- A primeira geração 1.8 é apenas razoável de consumo e não sobra de força, o que decepciona quem espera economia ou esportividade.
- Como a Chevrolet encerrou a produção do Cruze no Brasil, vale conferir a disponibilidade e o preço de algumas peças, principalmente de itens específicos do motor turbo, antes de comprar.
Resumindo de forma honesta, um Cruze bem cuidado pode ser um sedã médio racional, confortável e bem equipado, principalmente na segunda geração com o 1.4 turbo e histórico de óleo em dia, enquanto um exemplar malcuidado, sobretudo um 1.4 turbo com troca de óleo negligenciada, pode virar uma dor de cabeça cara, então o foco tem que estar no estado e no histórico de manutenção.
Checklist de compra
Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos:
- Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça, tremor ou barulho estranho, com atenção a ruído metálico na partida a frio no 1.4 turbo
- Nível e histórico de troca de óleo, item crítico no 1.4 turbo, de preferência com notas e comprovação de revisões
- Consumo de óleo, checando se o nível está correto e perguntando se o carro consome óleo entre as trocas
- Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar, sem vazamento nem oscilação, ponto sensível no motor turbo
- Câmbio automático, com trocas suaves, sem solavancos, demora ou barulho
- Direção, sem peso repentino nem folga estranha
- Suspensão, sem batidas em buraco e com o carro estável
- Freios, que devem parar reto e com pedal firme
- Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e em bom estado, atentando para a medida original de aro maior
- Parte elétrica, incluindo vidros, travas, alarme, painel e luzes
- Multimídia MyLink na segunda geração, conferindo se funciona corretamente
- Ar-condicionado, que deve gelar de verdade
- Carroceria, sem sinais de batida, ferrugem, pintura desalinhada ou infiltração
- Interior, com bancos e acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
- Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
- Histórico de manutenção completo, com registro de óleo e revisões
Preço e tabela FIPE
Aqui não inventamos preço, porque o valor de um Chevrolet Cruze muda muito conforme a geração, a versão, o motor, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e há uma diferença grande entre uma primeira geração 1.8 mais antiga e uma segunda geração 1.4 turbo mais nova e completa.
A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com problema de motor ou documentação pendente vale bem menos.
O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e no caso do Cruze 1.4 turbo vale prestar atenção redobrada no histórico de óleo e de manutenção antes de considerar que fez um bom negócio.
Custos de manutenção
Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.
O que dá pra dizer com honestidade é que o Cruze é um sedã médio, então a manutenção tende a ser um pouco mais cara que a de um hatch popular, e que o motor 1.4 turbo da segunda geração, por ter turbo e injeção direta, pode ter alguns serviços e peças mais específicos e mais caros que o 1.8 aspirado da primeira geração, além do detalhe de a Chevrolet ter encerrado a produção do modelo, o que pede uma checada na disponibilidade de peças. O câmbio automático também é um item cujo reparo costuma ser caro, então mantê-lo em ordem sai mais barato que consertar. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar.
Óleo e fluidos
Confira sempre o manual e a etiqueta do carro, mas, como referência, vale saber que a especificação de óleo é um ponto sério, principalmente na segunda geração:
- 2ª geração 1.4 turbo: o motor de injeção direta e turbo exige um óleo dentro da especificação da fabricante (a linha costuma pedir óleo com a norma dexos da GM), e esse ponto é crítico, porque a lubrificação certa protege a corrente de distribuição, o turbo e o próprio motor contra desgaste e contra a pré-ignição em baixa rotação, então aqui não dá pra improvisar nem esticar a troca.
- 1ª geração 1.8 Ecotec: o motor aspirado dessa fase é mais tolerante, usando as viscosidades indicadas no manual, mas ainda assim é importante seguir a recomendação e não esticar a troca.
- Capacidade: varia conforme o motor, então o certo é seguir o que o manual do seu carro indica.
Usar um óleo fora da especificação certa pode prejudicar a lubrificação e, no 1.4 turbo, é apontado como um dos fatores ligados a consumo de óleo e a desgaste da corrente, então não troque a viscosidade nem a especificação por conta própria. Para os demais fluidos, como freio, arrefecimento e câmbio, siga o que o manual pede, use aditivo de arrefecimento de verdade e não apenas água, e cuide do fluido do câmbio automático, já que ele influencia a suavidade e a durabilidade da transmissão.
Pneus e rodas
A medida muda conforme a geração e a versão, sendo que o Cruze costuma usar rodas de liga leve de aro maior que a de um popular, geralmente aro 16 a 17 conforme o acabamento, com destaque para as versões mais completas, como a LTZ da primeira geração, que já saíam com rodas de aro 17 e pneus na medida 225/50 R17.
O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer no conforto, no consumo e na segurança. Vale lembrar que pneus de aro maior costumam ser um pouco mais caros na hora de trocar.
Desempenho
Como referência, e lembrando que o Cruze é um sedã médio pensado mais para conforto, família e estrada do que para esportividade:
- 1ª geração 1.8 Ecotec: entrega desempenho apenas satisfatório, sem sobra de força para mover um carro de porte médio, sentindo mais o peso com o câmbio automático e o carro cheio, então quem espera empurrão pode achar pouco.
- 2ª geração 1.4 turbo: é bem mais animada, com os cerca de 150 a 153 cv e o bom torque do turbo entregando fôlego para cidade e estrada e ultrapassagens mais tranquilas, sendo o ponto forte dessa geração junto do consumo.
Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam conforme o ano, o motor e o combustível, então o mais útil é entender que a segunda geração turbo é sensivelmente mais rápida e agradável de dirigir que a primeira geração 1.8, e tratar qualquer número como estimativa.
Conforto e equipamentos
O Cruze sempre foi um dos pontos fortes da categoria em conforto e equipamentos, oferecendo um interior espaçoso, porta-malas generoso no sedã e boa estabilidade em estrada nas duas gerações. A primeira geração já vinha bem servida para a época, com itens de conforto e segurança de série que muitos concorrentes não tinham, principalmente na versão LTZ, com rodas de aro 17, mais airbags e acabamento superior.
A segunda geração deu um salto grande nesse quesito, com interior mais moderno, melhor acabamento, central multimídia MyLink com tela sensível ao toque e compatibilidade com espelhamento de celular nas versões que trazem o item, além de mais itens de conforto e segurança conforme a versão, chegando ao topo na Premier. Os equipamentos variam muito conforme a versão e o ano, de modo que itens como ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, central multimídia e mais airbags aparecem principalmente nas versões mais completas, como LTZ e Premier, então, na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão.
Perguntas frequentes
Quanto o Chevrolet Cruze faz por litro? Depende da geração e do motor: a primeira geração 1.8 é apenas razoável de consumo, andando perto de 8 a 9 km/l na cidade e 11 a 12 km/l na estrada com gasolina, enquanto a segunda geração 1.4 turbo é mais econômica, ficando perto de 9 a 11 km/l na cidade e 13 a 15 km/l na estrada com gasolina, sempre rendendo menos no etanol, e tudo isso é aproximado e depende de como e onde você dirige.
Qual o principal problema do Chevrolet Cruze 1.4 turbo? Os pontos mais citados na segunda geração são ligados ao motor 1.4 turbo de injeção direta: há relatos de consumo de óleo entre as trocas, atenção com a corrente de distribuição e com a lubrificação, cuidado com o sistema de arrefecimento e falhas ocasionais ligadas à injeção direta, de modo que trocar o óleo em dia e na especificação certa e conferir o histórico de manutenção são os cuidados mais importantes desse carro.
Qual a diferença entre a primeira e a segunda geração do Cruze? A primeira geração, de 2011 a 2016, usa o motor 1.8 Ecotec de aspiração natural, com câmbio manual ou automático de 6 marchas e versões LT e LTZ, enquanto a segunda geração, de 2017 em diante, troca esse motor pelo 1.4 turbo flex de injeção direta, sempre automático de 6 marchas, com multimídia MyLink e versões LT, LTZ e Premier, sendo mais moderna, mais econômica e mais forte.
O Chevrolet Cruze é confiável? Pode ser, desde que bem cuidado, porque é um sedã bem equipado e confortável para a categoria, mas o motor 1.4 turbo da segunda geração exige disciplina com a troca de óleo na especificação certa e atenção com consumo de óleo, corrente de distribuição, injeção direta e arrefecimento, então o que decide mesmo é o histórico de manutenção daquela unidade, e não apenas o ano.
Quanto custa um Chevrolet Cruze na tabela FIPE? O preço varia muito conforme a geração, a versão, o motor, o ano e o estado, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial pelo modelo e ano exatos e usar isso como referência de mercado, não como preço fixo.
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