Chevrolet Onix: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais

2012 a 2019 (primeira geração) e 2019 em diante (segunda geração, 1.0 turbo)

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O Chevrolet Onix foi lançado no fim de 2012 e virou um dos carros mais vendidos do Brasil por vários anos, sendo um hatch compacto simples, barato de manter e fácil de revender, que na primeira geração (de 2012 a 2019) usa os motores 1.0 e 1.4 da linha SPE/4, ambos oito válvulas e flex, com câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis marchas por conversor de torque nas versões 1.4. Ao contrário do que muita gente pensa, esses motores usam correia dentada e não corrente, e justamente a correia, o tensor e a bomba d'água formam o ponto de atenção mais importante, junto com o comportamento do câmbio automático em algumas unidades, itens elétricos e a coifa da homocinética. Em 2019 chegou a segunda geração, totalmente nova, com o motor 1.0 turbo de três cilindros, que é outro carro apesar do mesmo nome. Como sempre, o que decide se vale a pena é o estado e o histórico da unidade, não o ano, e para preço o certo é consultar a tabela FIPE oficial.

Chevrolet Onix primeira geração, hatch compacto, visto de frente
Foto: Matti Blume, CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons). Ilustrativa, Chevrolet Onix primeira geração.

Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Chevrolet Onix, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.

O Onix foi lançado no fim de 2012 e rapidamente virou um dos carros mais vendidos do Brasil, ficando anos seguidos no topo das listas, o que faz dele um usado extremamente comum, fácil de achar, fácil de revender e com peça e mecânico em qualquer canto. Ele é um hatch compacto de proposta simples e racional, pensado para ser barato de comprar e de manter, e é justamente por isso que tanta gente compra um de primeira viagem sem entender muito bem o que está levando.

Esta página foca na primeira geração, aquela de 2012 a 2019, com os motores 1.0 e 1.4 da linha SPE/4, porque é o Onix mais barato e mais procurado no mercado de usados, mas também explica no que ela difere da segunda geração, lançada em 2019 com o motor 1.0 turbo, que é praticamente outro carro apesar de dividir o nome. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, os motores, o consumo, os problemas que mais aparecem, como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de fechar negócio.

Resumo rápido

Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível, o câmbio e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado. Para ilustrar as duas motorizações da primeira geração, a tabela compara o Onix 1.0 e o Onix 1.4, ambos da linha SPE/4.

ItemOnix 1.0 SPE/4Onix 1.4 SPE/4
MarcaChevroletChevrolet
CategoriaHatch compactoHatch compacto
Motor1.0 8v SPE/4, flex1.4 8v SPE/4, flex
Potênciacerca de 78 cv na gasolina e 80 cv no etanolcerca de 98 cv na gasolina e 106 cv no etanol
Torqueperto de 9,5 a 9,8 kgfmperto de 13 a 13,9 kgfm
Câmbiomanual de 5 marchasmanual de 5 marchas ou automático de 6 marchas
Traçãodianteiradianteira
Combustívelflex (gasolina e etanol)flex (gasolina e etanol)
Tanquecerca de 44 litroscerca de 44 litros
Porta-malascerca de 275 litroscerca de 275 litros
Carroceriahatch 4 portashatch 4 portas
Consumo na cidadeperto de 13 a 14 km/l (gasolina)perto de 11 a 13 km/l (gasolina)
Consumo na estradaperto de 15 km/l (gasolina)perto de 14 a 15 km/l (gasolina)

Vale saber que o Onix compartilha a mesma base mecânica com o sedã Prisma, que é praticamente o mesmo carro com porta-malas separado, então quase tudo que se fala aqui de motor, câmbio e manutenção vale para os dois.

História do modelo

O Chevrolet Onix chegou ao mercado no fim de 2012, como linha 2013, para substituir o antigo Corsa e o Celta na função de hatch de entrada da marca, e caiu no gosto do brasileiro muito rápido, a ponto de ficar vários anos como o carro mais vendido do país. Ele nasceu sobre uma plataforma moderna para a época, com bom espaço interno para o tamanho, visual limpo e um pacote que juntava preço acessível, baixo custo de manutenção e boa revenda, combinação que explica o sucesso.

Ao longo da primeira geração o Onix passou por uma reestilização importante por volta de 2016, quando ganhou frente e acabamento revistos, além de ajustes nas versões e nos equipamentos, mantendo sempre os motores 1.0 e 1.4 aspirados. A gama de versões variou bastante com os anos, passando por nomes como LS, LT e LTZ e, depois, Joy, Advantage, Activ, Effect e edições de série, cada uma com um nível diferente de equipamento, o que torna importante conferir item por item o que cada carro realmente tem.

A grande virada veio em 2019, quando a Chevrolet lançou a segunda geração, um projeto totalmente novo, maior, mais moderno e com o motor 1.0 turbo de três cilindros, além de uma versão aspirada de entrada. Esse Onix novo é outro carro na prática, com plataforma, motor e eletrônica diferentes, então, ao procurar um usado, é fundamental saber se você está olhando a primeira geração aspirada, mais barata e simples, ou a segunda geração turbo, mais cara e sofisticada.

Versões e motores

Na primeira geração, o Onix se resume basicamente a duas motorizações, ambas da linha SPE/4, que é o nome que a Chevrolet deu para essa família de motores aspirados a álcool e gasolina:

  • 1.0 8v SPE/4 flex: o motor de entrada, com cerca de 78 cv na gasolina e 80 cv no etanol, econômico e suficiente para a cidade, presente na maioria das unidades e sempre com câmbio manual de cinco marchas. É a escolha de quem prioriza consumo baixo e preço de compra menor, embora peça mais atenção do motorista nas retomadas e nas subidas com o carro cheio.
  • 1.4 8v SPE/4 flex: o motor mais forte, com cerca de 98 cv na gasolina e 106 cv no etanol, que dá conta melhor de estrada, de ar-condicionado ligado e de carro carregado, aparecendo nas versões mais completas e sendo o único que teve a opção de câmbio automático de seis marchas.

As versões mudaram de nome ao longo dos anos, mas em linhas gerais funcionam assim: as de entrada, como a antiga LS e depois a Joy, são mais básicas e às vezes vêm sem itens como ar-condicionado de série, enquanto as intermediárias e topo, como LT, Advantage e LTZ, trazem mais equipamento, e ainda houve versões de apelo visual como a Effect e a de pegada aventureira Activ, com detalhes próprios e postura um pouco mais alta.

Uma dica honesta, que vale para qualquer Onix, é não confiar só no nome da versão, porque ao longo dos anos a mesma sigla mudou de conteúdo, então o que importa mesmo é conferir na hora o que aquele carro específico realmente tem de equipamento e como ele está de mecânica e de estado geral.

Motor e mecânica

Os motores 1.0 e 1.4 SPE/4 da primeira geração são conhecidos por serem simples, robustos e baratos de manter, com peça acessível e mecânico em qualquer lugar, já que rodam aos milhões pelo Brasil. São motores de tecnologia mais antiga, oito válvulas, sem turbo, o que os torna fáceis de entender e reparar, mas há um ponto que todo mundo precisa saber antes de comprar:

Correia dentada, e não corrente: muita gente acha que o Onix usa corrente de distribuição, mas na primeira geração esses motores 1.0 e 1.4 usam correia dentada, que é a peça de borracha que sincroniza o movimento interno do motor. Correia tem prazo de troca, e ignorar esse prazo é arriscado, porque, se a correia arrebentar com o motor funcionando, as válvulas e os pistões podem se chocar e causar um estrago grande e caro. Existem relatos de correia rompendo antes do esperado em unidades sem manutenção em dia, então trocar a correia, o tensor e, de preferência, a bomba d’água no intervalo indicado pelo manual é o cuidado mais importante desse carro.

Além da correia, vale entender o conjunto que trabalha junto com ela:

Tensor e bomba d’água: o tensor é a peça que mantém a correia esticada na tensão certa, e a bomba d’água é o que faz o líquido de arrefecimento circular pelo motor. Como ambos ficam na mesma região da correia, o serviço inteligente é trocar tudo de uma vez, porque um tensor gasto ou uma bomba com folga podem comprometer a correia nova, e refazer o serviço depois sai mais caro do que ter feito tudo junto.

No caso das versões 1.4 com câmbio automático, existe outro ponto de atenção que merece explicação:

Câmbio automático de conversor de torque: o automático do Onix é do tipo tradicional, com seis marchas e conversor de torque, que é uma tecnologia conhecida e em geral durável, mas depende de fluido em bom estado para trabalhar liso. Em algumas unidades há relatos de trancos, hesitação ou trocas menos suaves, muitas vezes ligados a fluido velho ou falta de manutenção, então, ao olhar um Onix automático, o teste de rodagem é essencial e histórico de troca do fluido conta muitos pontos.

Fora esses pontos, o conjunto mecânico do Onix é honesto e sem grandes mistérios, com suspensão simples, direção elétrica na maioria das versões e componentes fáceis de achar, o que ajuda a manter o custo baixo no dia a dia.

Consumo

Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol, já que o Onix é flex e o etanol sempre rende menos quilômetros por litro, além de variarem conforme o câmbio, porque o automático tende a consumir um pouco mais que o manual.

No Onix 1.0:

  • Com gasolina: perto de 13 a 14 km/l na cidade e cerca de 15 km/l na estrada, sendo um dos pontos fortes do carro, já que é leve e econômico.
  • Com etanol: espere um consumo bem menor, na ordem de vários quilômetros por litro a menos, o que é normal do combustível.

No Onix 1.4:

  • Com gasolina, câmbio manual: perto de 11 a 13 km/l na cidade e 14 a 15 km/l na estrada, um pouco mais gastão que o 1.0 por ter mais motor, mas ainda econômico para o desempenho que entrega.
  • Com gasolina, câmbio automático: geralmente um pouco abaixo do manual, tanto na cidade quanto na estrada, o que é característico do tipo de câmbio.
  • Com etanol: de novo, consumo bem menor em qualquer versão.

Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa.

Manutenção

O básico pra manter um Onix saudável envolve alguns itens, sendo eles:

  • Correia dentada, tensor e bomba d’água: o item mais importante do carro na primeira geração, que precisa ser trocado no intervalo indicado pelo manual, de preferência tudo junto, porque a correia é de borracha e tem prazo, e deixar passar é o que causa os estragos mais caros de motor.
  • Óleo e filtro de óleo: troca no prazo e na especificação certa, item barato que protege o motor e influencia diretamente na durabilidade.
  • Filtros de ar e de combustível: baratos e que fazem diferença no funcionamento e no consumo.
  • Velas e cabos ou bobina: responsáveis pela ignição, sendo que, quando estão gastos, causam falha, engasgo e aumento de consumo.
  • Fluido do câmbio automático: nas versões 1.4 automáticas, a troca do fluido no intervalo certo ajuda muito a manter as trocas suaves e a prolongar a vida do câmbio.
  • Correia dos acessórios (do alternador e afins): que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
  • Coifa da homocinética: a capa de borracha que protege a junta que transmite força para as rodas, e que, se rasgar, deixa entrar sujeira e água e leva a junta a estalar nas curvas.
  • Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída.
  • Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras, válvula termostática e peças plásticas envelhecem e podem vazar.
  • Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil.
  • Suspensão: cujos amortecedores, batentes, coxins e buchas se desgastam e afetam o conforto e a segurança.
  • Pneus: conforme a seção de pneus.

Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. No caso do Onix, o intervalo da correia dentada é o que merece mais rigor, porque é justamente por descuido nesse ponto que aparecem os relatos mais preocupantes.

Problemas comuns

Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa. Como o Onix é um carro vendido aos milhões, é natural que apareçam muitos relatos, o que não quer dizer que qualquer unidade vá ter todos eles.

Correia dentada e tensor

  • O que é: a correia de borracha que sincroniza o motor, junto com o tensor que a mantém esticada, formam o ponto de manutenção mais crítico da primeira geração.
  • Como perceber: barulho estranho vindo da região da correia, ou simplesmente o registro de que a troca já passou do intervalo, sendo que muitas vezes não há aviso claro antes de romper.
  • Possíveis causas: intervalo de troca esticado, correia ou tensor de baixa qualidade, ou serviço malfeito.
  • Gravidade: pode ser alta, porque uma correia que arrebenta com o motor rodando é capaz de entortar válvulas e exigir reparo grande.
  • O que fazer: manter a troca da correia, do tensor e da bomba d’água em dia e, ao comprar usado, valorizar quem tem comprovação de que o serviço foi feito.

Câmbio automático com trancos

  • O que é: as versões 1.4 automáticas usam câmbio de seis marchas com conversor de torque, que em algumas unidades apresenta trocas menos suaves.
  • Como perceber: solavancos, hesitação ao arrancar ou trocas bruscas, principalmente com o fluido velho ou o carro sem manutenção.
  • Gravidade: variável, indo de simples incômodo a necessidade de reparo, dependendo do caso.
  • O que fazer: testar bem o carro rodando em diferentes velocidades, sentir as trocas e valorizar histórico de troca de fluido do câmbio.

Coifa da homocinética

  • O que é: a capa de borracha que protege a junta homocinética, peça que transmite a força do câmbio para as rodas dianteiras.
  • Como perceber: um estalo repetido nas curvas fechadas, principalmente em manobra, além de graxa jogada na parte de baixo do carro se a coifa estiver rasgada.
  • Gravidade: baixa se pega cedo, porque trocar a coifa é barato, mas média se a junta já estalou, já que aí a peça inteira precisa de troca.
  • O que fazer: na revisão, conferir se as coifas estão inteiras e trocar assim que rasgarem, antes de estragar a junta.

Parte elétrica e central multimídia

  • Como perceber: falhas na central multimídia que trava ou reinicia, além de eventuais problemas em vidros, travas, sensores e módulos elétricos.
  • Gravidade: geralmente baixa a média, mais ligada a conforto e funcionamento do que a segurança, mas incômoda no dia a dia.

Trepidação e itens de acabamento

  • Como perceber: trepidação ao ligar o ar-condicionado em algumas unidades, coxim do motor gasto deixando o carro mais trêmulo, além de rangidos no painel e no acabamento plástico, típicos da categoria.
  • Gravidade: baixa a média, mais ligada a conforto, embora o coxim gasto valha a troca.

Entrada de água no assoalho

  • Como perceber: pé do motorista ou do passageiro molhado, geralmente por dreno do ar-condicionado entupido ou vedação comprometida.
  • Gravidade: baixa a média, mas se ignorada pode gerar mofo e mexer com a parte elétrica embaixo dos bancos.

Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade.

Quando você deve se preocupar

Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:

  • luz de óleo acesa ou temperatura subindo mais que o normal;
  • barulho estranho na região da correia dentada, que nunca deve ser ignorado;
  • fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso;
  • vazamento de óleo ou de água embaixo do carro;
  • trancos fortes, hesitação ou barulho no câmbio automático;
  • estalo repetido nas curvas, sinal clássico de junta homocinética;
  • perda de força ou o carro “engasgando” e falhando;
  • direção ficando pesada de repente ou aviso de falha no painel;
  • dificuldade pra ligar;
  • cheiro forte de combustível;
  • freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.

Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando, e no caso do Onix qualquer dúvida sobre a correia dentada merece uma checada imediata, porque é o item que causa os maiores prejuízos quando é negligenciado.

Vale a pena comprar um Chevrolet Onix usado?

Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos, lembrando que aqui se fala principalmente da primeira geração.

Pontos positivos

  • É um dos carros mais fáceis de manter no Brasil, com peça barata, mecânico em todo lugar e boa oferta de usados para escolher.
  • Tem ótima revenda e liquidez, então na hora de vender costuma sair rápido.
  • Os motores 1.0 e 1.4 SPE/4 são simples, conhecidos e econômicos, principalmente o 1.0 na cidade.
  • É compacto, fácil de dirigir e de estacionar, com bom espaço interno para o tamanho.

Pontos de atenção

  • Depende de disciplina com a troca da correia dentada, sob risco de dano caro ao motor.
  • O câmbio automático de algumas unidades pede atenção no teste, e a manutenção do fluido faz diferença.
  • Itens como coifa da homocinética, elétrica e central multimídia aparecem com frequência.
  • O acabamento é simples e alguns rangidos e a trepidação com o ar ligado são comuns na categoria.

Resumindo de forma honesta, um Onix bem cuidado, com correia em dia e histórico de manutenção, é um usado extremamente racional, barato de rodar e fácil de vender depois, enquanto um exemplar malcuidado, principalmente com correia atrasada ou câmbio automático sem manutenção, pode virar dor de cabeça, então o foco tem que estar no estado e no histórico, e não apenas no preço baixo do anúncio.

Checklist de compra

Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos:

  • Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça ou barulho estranho, com atenção especial a ruídos na região da correia dentada
  • Comprovação da troca da correia dentada, do tensor e da bomba d’água, item mais importante do carro, de preferência com nota
  • Câmbio, testando manual e principalmente o automático rodando, sentindo se as trocas são suaves e sem trancos
  • Embreagem, nas versões manuais, que não deve patinar em subida
  • Coifas da homocinética, checando se estão inteiras, e teste em curva fechada ouvindo estalos
  • Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar e sem vazamento de água
  • Direção, sem peso repentino nem aviso de falha no painel
  • Suspensão, sem batidas em buraco e com o carro estável
  • Freios, que devem parar reto e com pedal firme
  • Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e em bom estado
  • Parte elétrica, incluindo vidros, travas, alarme, painel, luzes e a central multimídia
  • Assoalho, verificando se o carpete está seco, sem sinal de água no pé do motorista
  • Ar-condicionado, que deve gelar de verdade e sem trepidação exagerada ao ligar
  • Carroceria, sem sinais de batida, ferrugem, pintura desalinhada ou infiltração
  • Interior, com bancos e acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
  • Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
  • Histórico de manutenção completo, com registro de correia, óleo e revisões

Preço e tabela FIPE

Aqui não inventamos preço, porque o valor de um Chevrolet Onix muda muito conforme a geração, a versão, o motor, o câmbio, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e há uma diferença grande entre um 1.0 básico de primeira geração e um 1.4 automático mais completo ou um turbo de segunda geração.

A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com problema de motor ou câmbio ou documentação pendente vale bem menos.

O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Como o Onix é muito comum, há bastante oferta e é possível comparar bem, então desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e no caso do Onix vale prestar atenção redobrada no histórico da correia dentada antes de achar que fez um bom negócio.

Custos de manutenção

Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.

O que dá pra dizer com honestidade é que o Onix de primeira geração está entre os carros mais baratos de manter do Brasil, com peças acessíveis, muita oferta no mercado de reposição e mecânico acostumado com o modelo em qualquer lugar, o que ajuda no dia a dia. O serviço que mais pesa de tempos em tempos é o da correia dentada com tensor e bomba d’água, que não é caro perto do risco que evita, e nas versões automáticas entra também a troca do fluido do câmbio. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar.

Óleo e fluidos

Confira sempre o manual e a etiqueta do carro, mas, como referência, vale saber que os motores 1.0 e 1.4 SPE/4 da primeira geração costumam pedir um óleo de viscosidade como 5W-30 na especificação indicada pela Chevrolet, e o mais importante é não esticar a troca nem usar produto fora da norma, porque o óleo em dia protege o motor e ajuda inclusive na durabilidade da parte interna.

Além do óleo, os outros fluidos também têm seu papel: o fluido de freio tem prazo de troca e não deve ser esquecido, o líquido de arrefecimento precisa ser aditivo de verdade e não apenas água, para não danificar o motor, e nas versões automáticas o fluido do câmbio merece atenção especial, já que influencia diretamente na suavidade das trocas. A capacidade de óleo e de fluidos varia conforme o motor e a versão, então o certo é seguir o que o manual do seu carro indica.

Pneus e rodas

A medida muda conforme a versão, sendo que as mais simples costumam usar rodas menores, comumente aro 14 com pneus de perfil mais alto, enquanto as versões mais completas e as de apelo esportivo ou aventureiro trazem aro 15 com pneus um pouco mais largos e baixos, o que muda levemente o conforto e o consumo.

O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer no conforto, no consumo e na segurança.

Desempenho

Como referência, e lembrando que o Onix sempre foi um carro pensado mais para cidade, economia e praticidade do que para esportividade:

  • Onix 1.0: tem desempenho suficiente para a cidade e viagens tranquilas, mas exige mais do motorista nas retomadas e nas subidas, principalmente com o carro cheio ou o ar-condicionado ligado, sendo a escolha de quem prioriza consumo baixo.
  • Onix 1.4 manual: anda de forma bem mais folgada, com melhor fôlego para estrada e para carro carregado, agradando quem quer um pouco mais de força no dia a dia.
  • Onix 1.4 automático: entrega conforto de dirigir na cidade e no trânsito, trocando um pouco do desempenho e do consumo pela comodidade do câmbio automático.

Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam bastante conforme o ano, o motor, o câmbio e o combustível, então o mais útil é entender o posicionamento de cada motor e tratar qualquer número como estimativa.

Conforto e equipamentos

O Onix de primeira geração é um carro de proposta prática, com bom espaço interno para a categoria, porta-malas de tamanho razoável para um hatch e uma posição de dirigir simples e fácil de se acostumar, embora o acabamento seja de plásticos duros e alguns rangidos apareçam com o tempo, o que é comum na faixa de preço. O nível de conforto e de itens depende muito da versão, então quem quer mais equipamento precisa mirar nas versões mais completas.

Os equipamentos variam conforme a versão e o ano, de modo que itens como ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, central multimídia MyLink e alguns recursos de conectividade aparecem principalmente nas versões intermediárias e topo, como LT, Advantage e LTZ, enquanto as de entrada, como a antiga LS e a Joy, podem ser bem básicas e às vezes sem ar-condicionado de série. Por isso, na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão.

Perguntas frequentes

Quanto o Chevrolet Onix faz por litro? Na primeira geração o Onix 1.0 costuma andar perto de 13 a 14 km/l na cidade e cerca de 15 km/l na estrada com gasolina, enquanto o 1.4 fica um pouco abaixo, na casa dos 11 a 13 km/l na cidade e 14 a 15 km/l na estrada, sempre rendendo bem menos no etanol, que é da natureza do combustível, e lembrando que o câmbio automático tende a consumir um pouco mais que o manual, então trate esses números como aproximados, porque o consumo real depende de trânsito, manutenção, pneus e do jeito de dirigir.

Qual o principal problema do Chevrolet Onix de primeira geração? O ponto que mais aparece é o conjunto da correia dentada, com relatos de correia e tensor que pedem atenção e casos de rompimento antes do esperado em unidades sem manutenção em dia, o que pode danificar o motor, então respeitar o intervalo de troca da correia é o cuidado mais importante desse carro, e logo depois vêm o comportamento do câmbio automático em algumas unidades, itens elétricos como a central multimídia e a coifa da junta homocinética.

Qual a diferença entre a primeira e a segunda geração do Onix? A primeira geração, de 2012 a 2019, é o Onix de motores 1.0 e 1.4 aspirados da linha SPE/4, com correia dentada e câmbio manual ou automático de seis marchas, enquanto a segunda geração, de 2019 em diante, é um carro totalmente novo, maior e mais moderno, que estreou o motor 1.0 turbo de três cilindros, então, apesar do mesmo nome, são projetos diferentes e é importante saber de qual você está falando.

O câmbio automático do Onix é confiável? O automático da primeira geração é um câmbio de seis marchas com conversor de torque, tecnologia conhecida e em geral durável, mas há relatos de trancos ou hesitação em algumas unidades, muitas vezes ligados a fluido velho ou falta de manutenção, então o certo é testar bem o carro rodando, sentir se as trocas são suaves e valorizar quem tem histórico de troca do fluido do câmbio em dia.

Quanto custa um Chevrolet Onix na tabela FIPE? O preço varia muito conforme a geração, a versão, o motor, o câmbio, o ano e o estado da unidade, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial buscando exatamente o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando e usar aquilo como referência de mercado, e não como preço fixo.

Galeria

Fotos de Chevrolet Onix enviadas por leitores do Carro Raiz.

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