Fiat Grand Siena: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais

Siena (1997 a 2012) e Grand Siena (2012 a 2021)

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O Fiat Siena é o sedã derivado do Palio e teve uma vida longa, começando em 1997 com os motores Fire 1.0 e 1.4 e o mais forte 1.8, todos simples e de peça barata, até que em 2012 surgiu o Grand Siena, uma versão maior, mais moderna e com porta-malas gigante de cerca de 500 litros, agora com o Fire EVO 1.4 de uns 85 cv e o quatro-cilindros E.torQ 1.6 de uns 115 cv, este com opção de câmbio automatizado Dualogic. O maior ponto de atenção do Grand Siena é justamente o Dualogic, um câmbio de embreagem única que dá trancos e costuma pedir manutenção de embreagem, enquanto na mecânica em geral o que mais aparece são bobinas de ignição, pequenos vazamentos de óleo e itens de arrefecimento e elétrica que envelhecem. É um sedã econômico, espaçoso e barato de manter, e o que decide se vale a pena é o estado e o histórico da unidade, não o ano, sendo que para preço o certo é consultar a tabela FIPE oficial.

Fiat Grand Siena, sedã compacto, visto de frente
Foto: NaBUru38, CC BY 4.0 (Wikimedia Commons). Ilustrativa, Fiat Grand Siena.

Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Fiat Grand Siena ou o Siena mais antigo, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.

O Siena é o sedã derivado do Palio, ou seja, é basicamente o Palio com porta-malas separado, e teve uma vida bem longa no Brasil. O Siena original chegou em 1997 e ficou muitos anos em linha com os motores Fire 1.0 e 1.4 e o mais forte 1.8, sempre com fama de carro simples, econômico e de peça barata. Já o Grand Siena, lançado em 2012, é uma versão maior e mais moderna do sedã, com um porta-malas enorme de cerca de 500 litros, motor Fire EVO 1.4 e o quatro-cilindros E.torQ 1.6, este oferecido também com o câmbio automatizado Dualogic, e ficou em produção até 2021.

Como são carros com a mesma origem mas fases diferentes, esta página trata das duas e deixa claro em cada ponto de qual delas está falando, dando mais peso ao Grand Siena, que é o usado mais procurado hoje. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, os motores que ele teve, o consumo, os problemas que mais aparecem, como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de fechar negócio.

Resumo rápido

Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado. Para ilustrar as duas fases, a tabela compara um Siena Fire 1.0 antigo com o Grand Siena E.torQ 1.6, que é o mais completo da linha.

ItemSiena Fire 1.0Grand Siena 1.6 E.torQ
MarcaFiatFiat
CategoriaSedã compactoSedã compacto
Motor1.0 8v Fire, flex1.6 16v E.torQ, flex
Potênciacerca de 65 a 75 cvcerca de 115 a 117 cv
Torqueperto de 9 a 10 kgfmperto de 16 a 16,8 kgfm
Câmbiomanual de 5 marchasmanual de 5 marchas ou automatizado Dualogic
Traçãodianteiradianteira
Combustívelflex (gasolina e etanol)flex (gasolina e etanol)
Tanquecerca de 48 litroscerca de 48 litros
Porta-malasperto de 500 litrosperto de 500 litros
Consumo na cidadeperto de 11 a 13 km/l (gasolina)perto de 9 a 11 km/l (gasolina)
Consumo na estradaperto de 14 a 15 km/l (gasolina)perto de 12 a 14 km/l (gasolina)

Vale notar que o Grand Siena também teve o motor Fire EVO 1.4 de cerca de 85 a 88 cv como opção de entrada, além de uma versão Tetrafuel capaz de rodar com etanol, gasolina, a mistura dos dois e até GNV de fábrica, então a linha é bem variada e o mais seguro é sempre conferir a ficha exata da unidade que você está olhando.

História do modelo

O Siena chegou ao Brasil em 1997 como o sedã da família Palio, aproveitando a mesma base do hatch mas com um porta-malas separado, uma fórmula que sempre agradou quem queria um carro compacto porém com espaço de bagagem de sedã. Ele nasceu com os motores Fire 1.0 e 1.4 e teve também o 1.8, passando por várias reestilizações ao longo dos anos, sempre mantendo a proposta de carro simples, econômico e barato de manter, muito usado por famílias, motoristas de aplicativo da época e frotas.

Com o tempo o Siena foi ganhando atualizações de visual e de acabamento, chegando a ser vendido em paralelo com versões mais novas do Palio, o que faz existir no mercado de usados uma variedade grande de anos e configurações, desde exemplares bem básicos até versões mais completas com ar, direção e vidros elétricos.

A grande virada veio em 2012, quando a Fiat lançou o Grand Siena, que não é só um Siena reestilizado e sim um sedã maior, mais moderno e mais bem acabado, com entre-eixos esticado, porta-malas de cerca de 500 litros e um interior mais caprichado. Ele estreou o motor Fire EVO 1.4 e o quatro-cilindros E.torQ 1.6 16v, este com a opção do câmbio automatizado Dualogic, e ficou em linha até 2021, quando a Fiat encerrou a produção do modelo. Por ter sido vendido por quase uma década, o Grand Siena é hoje um usado abundante, o que ajuda no preço e na oferta de peças.

Versões e motores

Como a família teve fases diferentes, o mais útil é separar por geração.

No Siena antigo você vai encontrar principalmente:

  • Fire 1.0 (8v): o motor de entrada, econômico e simples, ideal para cidade e para quem prioriza gasto baixo, presente em versões de acabamento básico ao longo dos anos.
  • Fire 1.4 (8v): um meio-termo que dá mais fôlego que o 1.0 sem perder muito na economia, sendo uma escolha equilibrada para quem roda mais.
  • 1.8 (8v): a opção mais forte do Siena, com bom desempenho para o tamanho do carro, procurada por quem queria um sedã compacto mais animado, embora consuma um pouco mais.

No Grand Siena (2012 a 2021) as opções são:

  • Fire EVO 1.4 (8v flex): o motor de entrada do Grand Siena, com cerca de 85 a 88 cv, econômico e suficiente para o dia a dia, aparecendo em versões como Attractive.
  • E.torQ 1.6 (16v flex): o motor mais forte, um quatro-cilindros de cerca de 115 a 117 cv, com bom desempenho para estrada e carro cheio, presente em versões mais completas como a Essence, com opção de câmbio automatizado Dualogic.
  • Tetrafuel 1.4: uma versão especial capaz de rodar com etanol, gasolina, qualquer mistura dos dois e ainda GNV instalado de fábrica, pensada para quem queria máxima flexibilidade de combustível.

Uma dica honesta, que vale para qualquer Siena ou Grand Siena, é não confiar só no nome da versão, porque o que importa mesmo é conferir na hora o que aquele carro específico realmente tem de equipamento e como ele está de mecânica e de estado geral, já que a mesma versão pode ter opcionais diferentes.

Motor e mecânica

Aqui vale entender tanto os motores Fire mais antigos quanto o E.torQ 1.6 e o câmbio Dualogic do Grand Siena, que é o ponto que mais gera dúvida.

Os motores Fire (1.0 e 1.4) são velhos conhecidos do brasileiro por equiparem gerações inteiras de Palio, Uno e Siena, e a boa notícia é a simplicidade:

Corrente ou correia de distribuição: é a peça que sincroniza o movimento interno do motor. Os motores Fire, na maioria das versões, usam corrente de distribuição, que tende a durar mais e não tem um prazo curto e fixo de troca, mas ainda assim pode dar sinal de desgaste com os anos, então, se aparecer um barulho metálico vindo do motor, vale investigar em vez de ignorar. O E.torQ 1.6 e o 1.8, por outro lado, usam correia dentada de borracha, que tem prazo de troca definido no manual e precisa ser respeitado, porque, se ela arrebentar rodando, pode causar dano grave ao motor.

O E.torQ 1.6 é um motor de origem mais moderna, com 16 válvulas e bom equilíbrio entre desempenho e consumo, e no geral é confiável, mas pede atenção aos itens de sempre, como bobinas de ignição e pequenos vazamentos de óleo que aparecem com o tempo, que você vê na seção de problemas. Já o ponto que você precisa entender antes de tudo, se estiver olhando um Grand Siena automatizado, é este:

Câmbio Dualogic: é um câmbio automatizado de embreagem única, ou seja, por dentro ele é um câmbio manual comum, só que um sistema hidráulico faz o acionamento da embreagem e a troca das marchas no seu lugar, sem você pisar no pedal. Isso deixa o carro mais cômodo no trânsito, mas tem duas consequências que todo mundo comenta: ele dá aqueles trancos na troca de marcha, principalmente em subidas e no anda-e-para do trânsito, e a embreagem, por ser um item que se desgasta, costuma pedir troca de kit com o tempo, o que é um serviço que pode sair caro. Não é um defeito, é a característica do sistema, mas exige uma condução mais paciente e manutenção em dia.

Ou seja, no Grand Siena com Dualogic a escolha entre câmbio manual e automatizado muda bastante a experiência e o custo de manutenção, e muita gente que valoriza simplicidade e menor custo acaba preferindo a versão manual, enquanto quem enfrenta muito trânsito aceita os trancos do Dualogic pela comodidade. Em qualquer caso, na compra vale testar bem as trocas de marcha.

Consumo

Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol, já que toda a família é flex e o etanol sempre rende menos quilômetros por litro.

No Siena antigo com motores Fire:

  • Fire 1.0 com gasolina: perto de 11 a 13 km/l na cidade e cerca de 14 a 15 km/l na estrada, sendo bem econômico por ser leve e de motor pequeno.
  • Fire 1.4 com gasolina: um pouco abaixo do 1.0 na cidade, mas ainda econômico, com a vantagem de andar melhor.
  • 1.8 com gasolina: o mais gastão da linha antiga, por ter mais motor, embora entregue o melhor desempenho.

No Grand Siena:

  • Fire EVO 1.4 com gasolina: perto de 10 a 12 km/l na cidade e cerca de 13 a 15 km/l na estrada, mantendo a boa economia da família Fire.
  • E.torQ 1.6 com gasolina: por ter mais motor, fica na casa dos 9 a 11 km/l na cidade e 12 a 14 km/l na estrada, ainda razoável para o desempenho que oferece.
  • No etanol: em qualquer motor, espere um consumo bem menor, na ordem de vários quilômetros por litro a menos, já que é da natureza do combustível render menos.

Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa, lembrando ainda que a versão com Dualogic pode gastar um pouco diferente da manual conforme a condução.

Manutenção

O básico pra manter um Siena ou Grand Siena saudável envolve alguns itens, sendo eles:

  • Óleo e filtro de óleo: o item mais importante em qualquer motor, que precisa ser trocado no prazo e na especificação certa, e no Grand Siena com Dualogic o óleo em dia ajuda a preservar o conjunto.
  • Filtros de ar e de combustível: que são baratos e fazem diferença no funcionamento e no consumo.
  • Velas e bobinas de ignição: responsáveis pela ignição, sendo que, quando estão gastas, causam falha, engasgo e aumento de consumo, e nos motores Fiat as bobinas aparecem como item de atenção que pode dar falha e luz de injeção.
  • Correia ou corrente de distribuição: nos Fire de corrente ela dura mais, enquanto no E.torQ 1.6 e no 1.8 há correia dentada com prazo de troca no manual, que precisa ser respeitado.
  • Correia dos acessórios (do alternador e afins): que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
  • Embreagem: item de desgaste natural em qualquer câmbio, e no Dualogic ela merece atenção redobrada, porque a troca do kit costuma ser mais cara e pode pedir a calibragem do sistema.
  • Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída.
  • Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras, a válvula termostática, a bomba d’água e as peças plásticas envelhecem e ressecam, ponto sensível em carros mais rodados.
  • Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil.
  • Suspensão: cujos amortecedores, batentes, coxins e buchas se desgastam e afetam o conforto e a segurança.
  • Pneus: conforme a seção de pneus.

Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. No caso do Grand Siena com Dualogic, manter as revisões em dia é o que mais ajuda a evitar dor de cabeça com o câmbio.

Problemas comuns

Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa. Como a família é econômica e simples, a maioria dos problemas é de itens que envelhecem, e não de defeito grave de projeto.

Grand Siena: câmbio Dualogic com trancos e embreagem

  • O que é: o câmbio automatizado de embreagem única, que faz as trocas sozinho mas tem embreagem que se desgasta como a de um manual.
  • Como perceber: trancos mais fortes que o normal nas trocas, demora ou hesitação para engatar, cheiro de embreagem queimada em subida ou aviso de falha no painel, e em casos avançados o carro pode até entrar em modo de proteção.
  • Possíveis causas: desgaste natural da embreagem, falta de manutenção e calibragem do sistema, ou condução muito agressiva no trânsito.
  • Gravidade: média a alta, porque a troca do kit e o reparo do sistema podem sair caros.
  • O que fazer: dirigir com paciência, manter as revisões em dia e, ao comprar usado, testar bem as trocas de marcha em subida e em trânsito parado.

Motores Fiat: bobinas de ignição e falhas de partida

  • Como perceber: o carro falha, engasga, perde força ou acende a luz de injeção, muitas vezes por bobina de ignição com defeito, sendo um problema relativamente comum e de peça acessível.
  • Gravidade: baixa a média, porque atrapalha o funcionamento mas costuma ser barato de resolver.

Motores Fiat: pequenos vazamentos de óleo

  • O que é: vazamentos que aparecem com o tempo em pontos como a junta do cárter e a tampa de válvulas.
  • Como perceber: manchas de óleo embaixo do carro, cheiro de óleo queimado ou sujeira acumulada na parte de baixo do motor.
  • Gravidade: baixa a média, mais ligada a limpeza e a reposição de óleo, mas vazamento grande merece reparo.
  • O que fazer: verificar o nível de óleo com regularidade e cuidar dos vazamentos antes que virem sujeira ou perda maior.

Família Siena: sistema de arrefecimento e elétrica

  • Como perceber: a temperatura sobe mais que o normal, aparece marca de líquido embaixo do carro, ou surgem falhas em itens elétricos como vidros, travas, sensores e módulos, típicas de carro mais rodado.
  • Gravidade: de baixa a séria, porque rodar superaquecido estraga o motor, enquanto as falhas elétricas costumam ser mais de conforto e funcionamento.
  • O que fazer: se a temperatura disparar, não insista, pare com segurança e avalie, e nas revisões fique de olho no estado das mangueiras, da bomba d’água e do termostato.

Grand Siena e Siena: acabamento e ruídos

  • Como perceber: rangidos no painel e nos acabamentos plásticos, além de itens de acabamento que soltam ou desgastam com o uso, comuns em carros populares e mais rodados.
  • Gravidade: baixa, mais ligada a conforto do que a segurança.

Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade.

Quando você deve se preocupar

Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:

  • luz de óleo acesa ou temperatura subindo demais no painel;
  • fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso;
  • vazamento de óleo ou de água embaixo do carro;
  • barulhos novos e estranhos, principalmente metálicos vindos do motor;
  • perda de força ou o carro “engasgando” e falhando, o que pode ser bobina ou ignição;
  • no Grand Siena com Dualogic, trancos muito fortes, demora para engatar ou aviso de falha do câmbio no painel;
  • dificuldade pra ligar;
  • cheiro forte de combustível ou de embreagem queimada;
  • freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.

Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando.

Vale a pena comprar um Fiat Grand Siena usado?

Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos, lembrando que a resposta muda conforme a fase e o câmbio do carro.

Pontos positivos

  • É um sedã compacto econômico, com mecânica simples, peça barata e mecânico em qualquer canto, por ser um Fiat popular derivado do Palio.
  • O porta-malas do Grand Siena é enorme para a categoria, na casa dos 500 litros, o que agrada família e quem carrega bagagem.
  • Tem oferta grande no mercado de usados, o que ajuda no preço e na hora de negociar.
  • O E.torQ 1.6 entrega um desempenho satisfatório para o tamanho, e os motores Fire são campeões de economia.

Pontos de atenção

  • A versão com câmbio Dualogic exige condução paciente e pode ter manutenção de embreagem mais cara, então muita gente prefere o manual.
  • Por serem carros populares e muitas vezes bem rodados, pedem atenção com arrefecimento, elétrica, bobinas e pequenos vazamentos.
  • O acabamento é simples e alguns itens de conforto só aparecem nas versões mais completas, então confira item por item.

Resumindo de forma honesta, um Grand Siena ou Siena bem cuidado pode ser um usado racional, econômico e espaçoso, ótimo para quem quer um sedã barato de manter, enquanto um exemplar malcuidado, principalmente um Dualogic com embreagem no fim, pode dar trabalho, então o foco tem que estar no estado, no histórico e, no caso do automatizado, no comportamento do câmbio.

Checklist de compra

Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos:

  • Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça ou barulho estranho
  • Bobinas e ignição, atento a falhas, engasgos ou luz de injeção acesa
  • Câmbio Dualogic, se for o caso, testando as trocas em subida e em trânsito parado, sem trancos exagerados nem demora para engatar
  • Embreagem, que não deve patinar em subida, tanto no manual quanto no automatizado
  • Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar e sem vazamento de água
  • Vazamentos de óleo embaixo do motor, como no cárter e na tampa de válvulas
  • Correia dentada em dia nos motores 1.6 e 1.8, de preferência com comprovação
  • Suspensão, sem batidas em buraco e com o carro estável
  • Freios, que devem parar reto e com pedal firme
  • Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e em bom estado
  • Parte elétrica, incluindo vidros, travas, alarme, painel e luzes
  • Ar-condicionado, que deve gelar de verdade quando o carro tem o item
  • Carroceria, sem sinais de batida, ferrugem, pintura desalinhada ou infiltração
  • Interior e porta-malas, com acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
  • Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
  • Histórico de manutenção completo, com registro de óleo e revisões

Preço e tabela FIPE

Aqui não inventamos preço, porque o valor de um Fiat Grand Siena ou Siena muda muito conforme a geração, a versão, o motor, o câmbio, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e há uma diferença entre um Siena antigo simples e um Grand Siena mais completo com E.torQ 1.6.

A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com problema de motor ou câmbio ou documentação pendente vale bem menos.

O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e no caso do Grand Siena com Dualogic vale prestar atenção redobrada no estado da embreagem e do câmbio antes de considerar que fez um bom negócio.

Custos de manutenção

Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.

O que dá pra dizer com honestidade é que o Siena e o Grand Siena estão entre os sedãs compactos mais baratos de manter, com peças acessíveis e muitas compartilhadas com o Palio e outros modelos populares da Fiat, o que facilita encontrar componente e mão de obra em qualquer lugar. A ressalva principal fica por conta da versão com câmbio Dualogic, cuja manutenção de embreagem e a eventual necessidade de reparo do sistema podem custar mais do que em um câmbio manual comum, então, se o custo baixo é prioridade, a versão manual tende a ser mais tranquila. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar.

Óleo e fluidos

Confira sempre o manual e a etiqueta do carro, mas, como referência, vale saber que a especificação muda conforme o motor:

  • Motores Fire (1.0 e 1.4): costumam pedir óleos de viscosidade indicada no manual, comumente na faixa de um 5W-30 ou similar, mas o certo é seguir exatamente o que a etiqueta e o manual daquele ano indicam.
  • E.torQ 1.6: por ser um motor mais moderno de 16 válvulas, também tem sua especificação própria de óleo no manual, que deve ser respeitada para preservar o motor.
  • Capacidade: varia conforme o motor, então o certo é seguir o que o manual do seu carro indica.

Usar um óleo fora da especificação certa pode prejudicar a lubrificação e a durabilidade, então não troque a viscosidade nem a especificação por conta própria, e, para os demais fluidos, como freio, arrefecimento e câmbio, siga o que o manual pede e use aditivo de arrefecimento de verdade, e não apenas água. No caso do Dualogic, o fluido próprio do sistema e a calibragem periódica também entram na lista de cuidados.

Pneus e rodas

A medida muda conforme a geração e a versão, sendo que o Siena antigo costuma usar rodas menores, comumente aro 13 ou 14 com pneus estreitos, enquanto o Grand Siena aparece com rodas de aro 14 a 15 conforme o acabamento, com as versões mais completas trazendo rodas maiores e de liga leve.

O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer no conforto, no consumo e na segurança.

Desempenho

Como referência, e lembrando que a família Siena sempre foi pensada mais para economia e espaço do que para esportividade:

  • Siena Fire 1.0: é o mais fraco, com desempenho modesto pensado para cidade e economia, andando de forma satisfatória por ser um carro leve.
  • Siena Fire 1.4: tem um fôlego melhor que o 1.0, sendo um meio-termo agradável para quem roda mais.
  • Siena 1.8: é o mais forte da linha antiga, com boa aceleração para o tamanho, agradando quem queria um sedã compacto mais animado.
  • Grand Siena Fire EVO 1.4: tem desempenho suficiente para a cidade e viagens tranquilas, com boa economia.
  • Grand Siena E.torQ 1.6: é o mais forte da linha, com bom fôlego para estrada e para carro cheio, sendo a escolha de quem quer mais desempenho.

Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam bastante conforme o ano, o motor, o câmbio e o combustível, então o mais útil é entender o posicionamento de cada motor e tratar qualquer número como estimativa.

Conforto e equipamentos

O Siena antigo é um carro de proposta simples, com acabamento básico e nível de conforto modesto, então quem procura muitos itens de série provavelmente vai achar pouco nas versões de entrada, mas em compensação ele é leve, econômico e tem um bom porta-malas para o tamanho. Já o Grand Siena deu um salto grande nesse quesito, com interior mais moderno, melhor acabamento para a categoria, porta-malas enorme de cerca de 500 litros e itens de conforto que as versões mais completas trazem, como central multimídia em alguns anos, além do câmbio automatizado Dualogic para quem quer mais comodidade no trânsito.

Os equipamentos variam muito conforme a versão e o ano, de modo que itens como ar-condicionado, direção hidráulica ou elétrica, vidros e travas elétricos, central multimídia e airbags aparecem principalmente nas versões mais completas como a Essence, enquanto as de entrada e os Sienas mais antigos podem ser bem básicos, então, na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão.

Perguntas frequentes

Quanto o Fiat Grand Siena faz por litro? Depende do motor e do combustível, mas como referência o Fire EVO 1.4 costuma andar perto de 10 a 12 km/l na cidade e 13 a 15 km/l na estrada com gasolina, enquanto o E.torQ 1.6, por ter mais motor, fica um pouco abaixo disso na cidade, na casa dos 9 a 11 km/l, sempre rendendo bem menos no etanol, e tudo isso é aproximado e muda conforme o trânsito, a manutenção e o jeito de dirigir.

O câmbio Dualogic do Grand Siena é problemático? O Dualogic é um câmbio automatizado de embreagem única, ou seja, um manual em que um sistema faz as trocas por você, então ele é diferente de um automático de verdade e dá aqueles trancos na troca, principalmente em subida e em trânsito parado, além de a embreagem ser um item que se desgasta e costuma pedir troca de kit com o tempo, o que pode sair caro, portanto não é que ele quebre fácil, mas exige uma condução mais paciente e manutenção em dia, e ao comprar usado vale testar bem as trocas.

Qual a diferença entre o Siena e o Grand Siena? O Siena é o sedã derivado do Palio mais antigo, lançado em 1997, menor e mais simples, com motores Fire 1.0, 1.4 e o 1.8, enquanto o Grand Siena, de 2012 a 2021, é maior, mais moderno e mais espaçoso, com porta-malas de cerca de 500 litros, motor Fire EVO 1.4 e o quatro-cilindros E.torQ 1.6, este com opção do câmbio automatizado Dualogic, sendo que os dois conviveram por um tempo no mercado.

O Fiat Grand Siena é econômico e barato de manter? Sim, ele é um dos sedãs compactos mais econômicos e baratos de manter do mercado de usados, porque usa mecânica simples e conhecida, tem peça acessível e mecânico em qualquer canto por ser um Fiat popular derivado do Palio, então o custo do dia a dia costuma ser baixo, com a ressalva de que a versão com câmbio Dualogic pode ter manutenção de embreagem mais cara do que a manual.

Quanto custa um Fiat Grand Siena na tabela FIPE? O preço varia muito conforme a geração, a versão, o motor, o câmbio, o ano e o estado, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial pelo modelo e ano exatos e usar isso como referência de mercado, não como preço fixo, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região.

Galeria

Fotos de Fiat Grand Siena enviadas por leitores do Carro Raiz.

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