Chevrolet Prisma: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais

2013 a 2019 (segunda geração, sedã irmão do Onix)

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O Chevrolet Prisma da segunda geração, lançado em 2013, é basicamente o sedã irmão do Onix, feito sobre a mesma plataforma e com os mesmos motores 1.0 e 1.4 da linha SPE/4, oito válvulas e flex, além do mesmo câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis marchas por conversor de torque nas versões 1.4. A grande diferença é o **porta-malas**, que passa dos 500 litros e é dos maiores da categoria, o que faz do Prisma uma opção racional para quem quer espaço de bagagem mantendo um carro compacto e barato de manter. Por dividir a mecânica com o Onix, os pontos de atenção são os mesmos, com destaque para a correia dentada, o tensor e a bomba d'água, o comportamento do câmbio automático em algumas unidades, a coifa da homocinética e itens elétricos. Como sempre, o que decide se vale a pena é o estado e o histórico da unidade, não o ano, e para preço o certo é consultar a tabela FIPE oficial.

Chevrolet Prisma 1.4 LTZ 2015, sedã compacto, visto de frente
Foto: RL GNZLZ, CC BY-SA 2.0 (Wikimedia Commons). Ilustrativa, Chevrolet Prisma segunda geração.

Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar um Chevrolet Prisma, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica.

O Prisma que interessa aqui é o da geração lançada em 2013, que nada mais é do que o sedã irmão do Onix, feito sobre a mesma plataforma e com a mesma mecânica, só que com um porta-malas separado no lugar da traseira de hatch. Ele foi pensado para quem gosta do Onix, mas quer mais espaço de bagagem e o formato de sedã, mantendo o tamanho compacto, o baixo custo de manutenção e a boa revenda que fizeram a dupla vender tanto no Brasil.

Como o Prisma compartilha quase tudo com o Onix, esta página fala bastante dessa ligação, porque entender que os dois são praticamente o mesmo carro por baixo é o que ajuda você a saber o que checar. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, os motores, o consumo, os problemas que mais aparecem, como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de fechar negócio, sempre lembrando que a grande vantagem do Prisma sobre o Onix é o porta-malas.

Resumo rápido

Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível, o câmbio e o estado do carro, sendo que o consumo é sempre aproximado. Para ilustrar as duas motorizações, a tabela compara o Prisma 1.0 e o Prisma 1.4, ambos da linha SPE/4.

ItemPrisma 1.0 SPE/4Prisma 1.4 SPE/4
MarcaChevroletChevrolet
CategoriaSedã compactoSedã compacto
Motor1.0 8v SPE/4, flex1.4 8v SPE/4, flex
Potênciacerca de 78 cv na gasolina e 80 cv no etanolcerca de 98 cv na gasolina e 106 cv no etanol
Torqueperto de 9,5 a 9,8 kgfmperto de 13 a 13,9 kgfm
Câmbiomanual de 5 marchasmanual de 5 marchas ou automático de 6 marchas
Traçãodianteiradianteira
Combustívelflex (gasolina e etanol)flex (gasolina e etanol)
Tanquecerca de 54 litroscerca de 54 litros
Porta-malascerca de 500 litroscerca de 500 litros
Carroceriasedã 4 portassedã 4 portas
Consumo na cidadeperto de 12 a 14 km/l (gasolina)perto de 11 a 13 km/l (gasolina)
Consumo na estradaperto de 15 km/l (gasolina)perto de 14 a 15 km/l (gasolina)

Vale notar duas diferenças práticas em relação ao Onix hatch: o Prisma tem porta-malas de cerca de 500 litros, dos maiores da categoria, e um tanque maior, de cerca de 54 litros, o que ajuda em viagens, enquanto no resto a mecânica é a mesma.

História do modelo

O nome Prisma já existia antes, num sedã derivado do Celta, mas o Prisma que importa para quem procura um usado mais moderno é o lançado em 2013, construído sobre a mesma plataforma do Onix, que havia estreado poucos meses antes. A Chevrolet aproveitou o sucesso do hatch para oferecer uma versão sedã, e a estratégia deu certo, porque o Prisma se tornou um dos sedãs compactos mais vendidos do país ao lado do irmão hatch.

A ideia por trás do projeto foi simples e inteligente: pegar o Onix, que já era espaçoso e econômico, e transformar a traseira num porta-malas grande, aproveitando o espaço extra quase todo para bagagem, o que resultou num compartimento que passa dos 500 litros, volume acima da média dos rivais da época. Fora isso, o Prisma seguiu de perto o Onix em motores, câmbios, versões e equipamentos, inclusive nas atualizações ao longo dos anos.

A geração de 2013 seguiu em linha até 2019, quando a Chevrolet lançou a nova geração do Onix e encerrou aos poucos a produção deste Prisma, sendo que o sedã que veio depois passou a se chamar apenas Onix Plus, deixando o nome Prisma de lado. Por isso, quando se fala em Prisma no mercado de usados, na prática se fala nesse sedã de 2013 a 2019, com motores 1.0 e 1.4 aspirados, que é o foco desta página.

Versões e motores

Assim como o Onix, o Prisma se resume basicamente a duas motorizações, ambas da linha SPE/4, que é o nome que a Chevrolet deu para essa família de motores aspirados flex:

  • 1.0 8v SPE/4 flex: o motor de entrada, com cerca de 78 cv na gasolina e 80 cv no etanol, econômico e voltado para quem prioriza consumo e preço de compra menor, sempre com câmbio manual de cinco marchas. Ele dá conta do recado na cidade, mas exige um pouco mais do motorista nas retomadas e com o carro cheio, o que num sedã que carrega bagagem vale considerar.
  • 1.4 8v SPE/4 flex: o motor mais forte, com cerca de 98 cv na gasolina e 106 cv no etanol, que se sai melhor em estrada, com o porta-malas cheio e o ar-condicionado ligado, aparecendo nas versões mais completas e sendo o único que teve a opção de câmbio automático de seis marchas.

As versões acompanharam de perto as do Onix e mudaram de nome ao longo dos anos, passando por LS, LT e LTZ e depois por Joy, Advantage e LTZ, indo das mais básicas, que podem vir sem alguns itens de série, até as mais completas, com mais conforto e equipamento. Como aconteceu com o irmão hatch, a mesma sigla mudou de conteúdo conforme o ano, então não dá pra confiar só no nome.

Uma dica honesta, que vale para qualquer Prisma, é conferir na hora o que aquele carro específico realmente tem de equipamento e como ele está de mecânica e de estado geral, porque num usado o que está escrito no anúncio nem sempre corresponde ao que o carro de fato oferece.

Motor e mecânica

Como o Prisma usa exatamente os mesmos motores 1.0 e 1.4 SPE/4 do Onix, tudo que vale para a mecânica de um vale para a do outro, e a boa notícia é que são motores simples, robustos e baratos de manter, com peça acessível e mecânico acostumado com eles em qualquer canto. São motores de tecnologia mais antiga, oito válvulas, sem turbo, fáceis de entender e reparar, mas há um ponto que todo comprador precisa saber:

Correia dentada, e não corrente: muita gente acha que esses motores usam corrente de distribuição, mas eles usam correia dentada, que é a peça de borracha que sincroniza o movimento interno do motor. Correia tem prazo de troca, e ignorar esse prazo é arriscado, porque, se a correia arrebentar com o motor funcionando, as válvulas e os pistões podem se chocar e causar um estrago grande e caro. Existem relatos de correia rompendo antes do esperado em unidades sem manutenção em dia, então trocar a correia, o tensor e, de preferência, a bomba d’água no intervalo indicado pelo manual é o cuidado mais importante desse carro.

Vale entender o conjunto que trabalha junto com a correia:

Tensor e bomba d’água: o tensor é a peça que mantém a correia esticada na tensão certa, e a bomba d’água é o que faz o líquido de arrefecimento circular pelo motor. Como ambos ficam na mesma região da correia, o serviço inteligente é trocar tudo de uma vez, porque um tensor gasto ou uma bomba com folga podem comprometer a correia nova, e refazer o serviço depois sai mais caro do que ter feito tudo junto.

Nas versões 1.4 com câmbio automático, vale a mesma explicação que se aplica ao Onix:

Câmbio automático de conversor de torque: o automático do Prisma é do tipo tradicional, com seis marchas e conversor de torque, tecnologia conhecida e em geral durável, mas que depende de fluido em bom estado para trabalhar liso. Em algumas unidades há relatos de trancos, hesitação ou trocas menos suaves, muitas vezes ligados a fluido velho ou falta de manutenção, então, ao olhar um Prisma automático, o teste de rodagem é essencial e histórico de troca do fluido conta muitos pontos.

Fora esses pontos, o conjunto mecânico do Prisma é honesto e sem grandes mistérios, com suspensão simples, direção elétrica na maioria das versões e componentes fáceis de achar, o que ajuda a manter o custo baixo no dia a dia, exatamente como no Onix.

Consumo

Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol, já que o Prisma é flex e o etanol sempre rende menos quilômetros por litro, além de variarem conforme o câmbio, porque o automático tende a consumir um pouco mais que o manual. Por ser um pouco mais comprido e pesado que o Onix, o Prisma pode ficar com o consumo levemente abaixo em algumas situações, mas na prática os números são bem próximos.

No Prisma 1.0:

  • Com gasolina: perto de 12 a 14 km/l na cidade e cerca de 15 km/l na estrada, sendo um dos pontos fortes do carro por ser leve e econômico.
  • Com etanol: espere um consumo bem menor, na ordem de vários quilômetros por litro a menos, o que é normal do combustível.

No Prisma 1.4:

  • Com gasolina, câmbio manual: perto de 11 a 13 km/l na cidade e 14 a 15 km/l na estrada, um pouco mais gastão que o 1.0 por ter mais motor, mas ainda econômico para o desempenho que entrega.
  • Com gasolina, câmbio automático: geralmente um pouco abaixo do manual, tanto na cidade quanto na estrada, o que é característico do tipo de câmbio.
  • Com etanol: de novo, consumo bem menor em qualquer versão.

Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir, o peso e a carga, o ar-condicionado ligado e a manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa, ainda mais num sedã que costuma rodar carregado de bagagem.

Manutenção

O básico pra manter um Prisma saudável envolve alguns itens, sendo eles:

  • Correia dentada, tensor e bomba d’água: o item mais importante do carro, que precisa ser trocado no intervalo indicado pelo manual, de preferência tudo junto, porque a correia é de borracha e tem prazo, e deixar passar é o que causa os estragos mais caros de motor.
  • Óleo e filtro de óleo: troca no prazo e na especificação certa, item barato que protege o motor e influencia diretamente na durabilidade.
  • Filtros de ar e de combustível: baratos e que fazem diferença no funcionamento e no consumo.
  • Velas e cabos ou bobina: responsáveis pela ignição, sendo que, quando estão gastos, causam falha, engasgo e aumento de consumo.
  • Fluido do câmbio automático: nas versões 1.4 automáticas, a troca do fluido no intervalo certo ajuda muito a manter as trocas suaves e a prolongar a vida do câmbio.
  • Correia dos acessórios (do alternador e afins): que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
  • Coifa da homocinética: a capa de borracha que protege a junta que transmite força para as rodas, e que, se rasgar, deixa entrar sujeira e água e leva a junta a estalar nas curvas.
  • Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída.
  • Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras, válvula termostática e peças plásticas envelhecem e podem vazar.
  • Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil.
  • Suspensão: cujos amortecedores, batentes, coxins e buchas se desgastam e afetam o conforto e a segurança.
  • Pneus: conforme a seção de pneus.

Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário do carro, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. No caso do Prisma, assim como no Onix, o intervalo da correia dentada é o que merece mais rigor, porque é justamente por descuido nesse ponto que aparecem os relatos mais preocupantes.

Problemas comuns

Vale deixar claro que nada aqui acontece em todos os carros, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa. Como o Prisma divide a mecânica com o Onix, que foi vendido aos milhões, os relatos são basicamente os mesmos.

Correia dentada e tensor

  • O que é: a correia de borracha que sincroniza o motor, junto com o tensor que a mantém esticada, formam o ponto de manutenção mais crítico do carro.
  • Como perceber: barulho estranho vindo da região da correia, ou simplesmente o registro de que a troca já passou do intervalo, sendo que muitas vezes não há aviso claro antes de romper.
  • Possíveis causas: intervalo de troca esticado, correia ou tensor de baixa qualidade, ou serviço malfeito.
  • Gravidade: pode ser alta, porque uma correia que arrebenta com o motor rodando é capaz de entortar válvulas e exigir reparo grande.
  • O que fazer: manter a troca da correia, do tensor e da bomba d’água em dia e, ao comprar usado, valorizar quem tem comprovação de que o serviço foi feito.

Câmbio automático com trancos

  • O que é: as versões 1.4 automáticas usam câmbio de seis marchas com conversor de torque, que em algumas unidades apresenta trocas menos suaves.
  • Como perceber: solavancos, hesitação ao arrancar ou trocas bruscas, principalmente com o fluido velho ou o carro sem manutenção.
  • Gravidade: variável, indo de simples incômodo a necessidade de reparo, dependendo do caso.
  • O que fazer: testar bem o carro rodando em diferentes velocidades, sentir as trocas e valorizar histórico de troca de fluido do câmbio.

Coifa da homocinética

  • O que é: a capa de borracha que protege a junta homocinética, peça que transmite a força do câmbio para as rodas dianteiras.
  • Como perceber: um estalo repetido nas curvas fechadas, principalmente em manobra, além de graxa jogada na parte de baixo do carro se a coifa estiver rasgada.
  • Gravidade: baixa se pega cedo, porque trocar a coifa é barato, mas média se a junta já estalou, já que aí a peça inteira precisa de troca.
  • O que fazer: na revisão, conferir se as coifas estão inteiras e trocar assim que rasgarem, antes de estragar a junta.

Parte elétrica e central multimídia

  • Como perceber: falhas na central multimídia que trava ou reinicia, além de eventuais problemas em vidros, travas, sensores e módulos elétricos.
  • Gravidade: geralmente baixa a média, mais ligada a conforto e funcionamento do que a segurança, mas incômoda no dia a dia.

Trepidação e itens de acabamento

  • Como perceber: trepidação ao ligar o ar-condicionado em algumas unidades, coxim do motor gasto deixando o carro mais trêmulo, além de rangidos no painel e no acabamento plástico, típicos da categoria.
  • Gravidade: baixa a média, mais ligada a conforto, embora o coxim gasto valha a troca.

Entrada de água no assoalho

  • Como perceber: pé do motorista ou do passageiro molhado, geralmente por dreno do ar-condicionado entupido ou vedação comprometida.
  • Gravidade: baixa a média, mas se ignorada pode gerar mofo e mexer com a parte elétrica embaixo dos bancos.

Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade.

Quando você deve se preocupar

Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:

  • luz de óleo acesa ou temperatura subindo mais que o normal;
  • barulho estranho na região da correia dentada, que nunca deve ser ignorado;
  • fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso;
  • vazamento de óleo ou de água embaixo do carro;
  • trancos fortes, hesitação ou barulho no câmbio automático;
  • estalo repetido nas curvas, sinal clássico de junta homocinética;
  • perda de força ou o carro “engasgando” e falhando;
  • direção ficando pesada de repente ou aviso de falha no painel;
  • dificuldade pra ligar;
  • cheiro forte de combustível;
  • freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado.

Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando, e no caso do Prisma qualquer dúvida sobre a correia dentada merece uma checada imediata, porque é o item que causa os maiores prejuízos quando é negligenciado.

Vale a pena comprar um Chevrolet Prisma usado?

Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, mas ainda assim dá pra pesar alguns pontos, lembrando que o Prisma é, na prática, um Onix com porta-malas grande.

Pontos positivos

  • Tem porta-malas de cerca de 500 litros, dos maiores da categoria, o que é o principal motivo para escolher o Prisma no lugar do Onix hatch.
  • É barato de manter, com peça acessível, mecânico em todo lugar e mecânica compartilhada com um dos carros mais vendidos do país.
  • Tem boa revenda e liquidez, então na hora de vender costuma sair com facilidade.
  • Os motores 1.0 e 1.4 SPE/4 são simples, conhecidos e econômicos, e o formato sedã agrada quem prefere porta-malas fechado.

Pontos de atenção

  • Depende de disciplina com a troca da correia dentada, sob risco de dano caro ao motor, igual ao Onix.
  • O câmbio automático de algumas unidades pede atenção no teste, e a manutenção do fluido faz diferença.
  • Itens como coifa da homocinética, elétrica e central multimídia aparecem com frequência.
  • O acabamento é simples e alguns rangidos e a trepidação com o ar ligado são comuns na categoria, e a abertura do porta-malas é um pouco estreita apesar do bom volume.

Resumindo de forma honesta, um Prisma bem cuidado, com correia em dia e histórico de manutenção, é um sedã compacto racional, econômico, com bastante espaço de bagagem e fácil de revender, enquanto um exemplar malcuidado, principalmente com correia atrasada ou câmbio automático sem manutenção, pode virar dor de cabeça, então o foco tem que estar no estado e no histórico, e não apenas no preço baixo do anúncio.

Checklist de compra

Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos:

  • Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça ou barulho estranho, com atenção especial a ruídos na região da correia dentada
  • Comprovação da troca da correia dentada, do tensor e da bomba d’água, item mais importante do carro, de preferência com nota
  • Câmbio, testando manual e principalmente o automático rodando, sentindo se as trocas são suaves e sem trancos
  • Embreagem, nas versões manuais, que não deve patinar em subida
  • Coifas da homocinética, checando se estão inteiras, e teste em curva fechada ouvindo estalos
  • Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar e sem vazamento de água
  • Direção, sem peso repentino nem aviso de falha no painel
  • Suspensão, sem batidas em buraco e com o carro estável, lembrando que sedã costuma rodar carregado
  • Freios, que devem parar reto e com pedal firme
  • Pneus, com desgaste parelho, todos iguais e em bom estado
  • Parte elétrica, incluindo vidros, travas, alarme, painel, luzes e a central multimídia
  • Assoalho e porta-malas, verificando se estão secos, sem sinal de água ou infiltração
  • Ar-condicionado, que deve gelar de verdade e sem trepidação exagerada ao ligar
  • Carroceria, sem sinais de batida, ferrugem, pintura desalinhada ou infiltração, incluindo as bordas do porta-malas
  • Interior, com bancos e acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
  • Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
  • Histórico de manutenção completo, com registro de correia, óleo e revisões

Preço e tabela FIPE

Aqui não inventamos preço, porque o valor de um Chevrolet Prisma muda muito conforme a versão, o motor, o câmbio, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e há uma diferença grande entre um 1.0 básico e um 1.4 automático mais completo.

A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque um carro bem conservado, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto um carro batido, com problema de motor ou câmbio ou documentação pendente vale bem menos.

O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de carros parecidos na sua região. Como Prisma e Onix são muito comuns, há bastante oferta e é possível comparar bem, então desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e vale prestar atenção redobrada no histórico da correia dentada antes de achar que fez um bom negócio.

Custos de manutenção

Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão do carro.

O que dá pra dizer com honestidade é que o Prisma está entre os carros mais baratos de manter do Brasil, exatamente como o Onix, com peças acessíveis, muita oferta no mercado de reposição e mecânico acostumado com o modelo em qualquer lugar. O serviço que mais pesa de tempos em tempos é o da correia dentada com tensor e bomba d’água, que não é caro perto do risco que evita, e nas versões automáticas entra também a troca do fluido do câmbio. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar.

Óleo e fluidos

Confira sempre o manual e a etiqueta do carro, mas, como referência, vale saber que os motores 1.0 e 1.4 SPE/4 costumam pedir um óleo de viscosidade como 5W-30 na especificação indicada pela Chevrolet, e o mais importante é não esticar a troca nem usar produto fora da norma, porque o óleo em dia protege o motor e ajuda inclusive na durabilidade da parte interna.

Além do óleo, os outros fluidos também têm seu papel: o fluido de freio tem prazo de troca e não deve ser esquecido, o líquido de arrefecimento precisa ser aditivo de verdade e não apenas água, para não danificar o motor, e nas versões automáticas o fluido do câmbio merece atenção especial, já que influencia diretamente na suavidade das trocas. A capacidade de óleo e de fluidos varia conforme o motor e a versão, então o certo é seguir o que o manual do seu carro indica.

Pneus e rodas

A medida muda conforme a versão, sendo que as mais simples costumam usar rodas menores, comumente aro 14 com pneus de perfil mais alto, enquanto as versões mais completas trazem aro 15 com pneus um pouco mais largos e baixos, o que muda levemente o conforto e o consumo, valendo o mesmo que se aplica ao Onix, já que as rodas são compartilhadas.

O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas do carro é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, lembrando que, num sedã que costuma rodar com o porta-malas cheio, a calibragem em dia importa ainda mais, e evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação, porque isso pode mexer no conforto, no consumo e na segurança.

Desempenho

Como referência, e lembrando que o Prisma sempre foi um sedã compacto pensado mais para espaço, economia e conforto do que para esportividade, e que costuma andar com mais peso por causa do porta-malas grande:

  • Prisma 1.0: tem desempenho suficiente para a cidade e viagens tranquilas, mas exige mais do motorista nas retomadas e nas subidas, ainda mais com o carro cheio de bagagem, sendo a escolha de quem prioriza consumo baixo.
  • Prisma 1.4 manual: anda de forma bem mais folgada, com melhor fôlego para estrada e para carro carregado, o que num sedã de família faz diferença.
  • Prisma 1.4 automático: entrega conforto de dirigir na cidade e no trânsito, trocando um pouco do desempenho e do consumo pela comodidade do câmbio automático.

Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam bastante conforme o ano, o motor, o câmbio e o combustível, então o mais útil é entender o posicionamento de cada motor e tratar qualquer número como estimativa.

Conforto e equipamentos

O grande trunfo do Prisma no quesito conforto é o espaço, com bom lugar para os passageiros de trás para a categoria e principalmente o porta-malas de cerca de 500 litros, que é dos maiores entre os sedãs compactos e resolve bem a vida de quem viaja ou carrega bagagem com frequência, com a ressalva de que a abertura do porta-malas é um pouco estreita. No resto, o interior segue o padrão do Onix, com acabamento de plásticos duros e alguns rangidos possíveis com o tempo, o que é comum na faixa de preço.

Os equipamentos variam conforme a versão e o ano, de modo que itens como ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, central multimídia MyLink e recursos de conectividade aparecem principalmente nas versões intermediárias e topo, como LT, Advantage e LTZ, enquanto as de entrada, como a antiga LS e a Joy, podem ser bem básicas e às vezes sem ar-condicionado de série. Por isso, na hora de olhar um carro, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão.

Perguntas frequentes

Quanto o Chevrolet Prisma faz por litro? O Prisma 1.0 costuma andar perto de 12 a 14 km/l na cidade e cerca de 15 km/l na estrada com gasolina, enquanto o 1.4 fica um pouco abaixo, na casa dos 11 a 13 km/l na cidade e 14 a 15 km/l na estrada, sempre rendendo bem menos no etanol, que é da natureza do combustível, e lembrando que o câmbio automático tende a consumir um pouco mais que o manual, então trate esses números como aproximados, porque o consumo real depende de trânsito, manutenção, pneus e do jeito de dirigir.

Qual a diferença entre o Chevrolet Prisma e o Onix? O Prisma é o sedã irmão do Onix, feito na mesma plataforma e com os mesmos motores 1.0 e 1.4 SPE/4 e os mesmos câmbios, então a mecânica e os cuidados são praticamente idênticos, e a diferença principal está na carroceria: o Prisma tem porta-malas separado e bem maior, dos maiores da categoria, o que agrada quem precisa de mais espaço de bagagem sem abrir mão de um carro compacto e econômico.

Qual o principal problema do Chevrolet Prisma? Por dividir a mecânica com o Onix, o Prisma tem os mesmos pontos de atenção, com destaque para o conjunto da correia dentada, que pede troca em dia junto com o tensor e a bomba d’água sob risco de dano ao motor, e depois vêm o comportamento do câmbio automático em algumas unidades, a coifa da junta homocinética, itens elétricos como a central multimídia e detalhes de acabamento, sempre lembrando que nada disso acontece em todas as unidades.

O porta-malas do Prisma é grande mesmo? Sim, o porta-malas do Prisma passa dos 500 litros e é um dos maiores entre os sedãs compactos, o que é justamente o principal argumento do carro frente ao Onix hatch, embora a abertura do porta-malas seja um pouco estreita, então malas muito grandes podem exigir jeito na hora de acomodar, mas para bagagem do dia a dia e viagens o espaço é bastante generoso.

Quanto custa um Chevrolet Prisma na tabela FIPE? O preço varia muito conforme a versão, o motor, o câmbio, o ano e o estado da unidade, então não dá pra cravar um número aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial buscando exatamente o modelo, a versão e o ano do carro que você está olhando e usar aquilo como referência de mercado, e não como preço fixo.

Galeria

Fotos de Chevrolet Prisma enviadas por leitores do Carro Raiz.

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