Fiat Strada: Preço, FIPE, Consumo, Problemas e Mais

1998 a 2020 (Strada antiga) e 2020 em diante (Nova Strada)

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A Fiat Strada é a picape compacta mais vendida do Brasil e teve duas grandes fases: a Strada antiga, lançada em 1998 e derivada do hatch Palio, que rodou com motores Fire 1.4 8v e o mais forte E.torQ 1.6 16v nas cabines Simples, Estendida e Dupla, em versões como Working, Freedom e Adventure, sempre com suspensão traseira de feixe de molas pensada pra aguentar carga, e a Nova Strada, de 2020 em diante, que estreou uma plataforma nova, ganhou cabine dupla de verdade com quatro portas e passou a usar o motor 1.4 Fire 8v na versão de entrada e o moderno 1.3 Firefly nas demais, com câmbio manual ou automático CVT. Como picape de trabalho, o que mais pesa é o estado da mecânica e a robustez de cada unidade, então vale ficar de olho em pontos como coletor de escapamento, embreagem em uso pesado, arrefecimento e, na Nova Strada, no câmbio CVT e em infiltração, e para preço o certo é sempre consultar a tabela FIPE oficial.

Fiat Strada antiga, picape compacta de cabine simples, vista de frente
Foto: Corvettec6r, domínio público (Wikimedia Commons). Ilustrativa, Fiat Strada antiga derivada do Palio.

Se você acabou de comprar ou está pensando em comprar uma Fiat Strada, esta página é pra você, e a ideia é explicar tudo em português de gente, sem achar que você já entende de mecânica ou de picape.

A Strada é a picape compacta mais vendida do Brasil há muitos anos e teve duas grandes fases que é importante separar antes de qualquer coisa. A Strada antiga, lançada em 1998, nasceu derivada do hatch Palio e rodou por mais de duas décadas com aquele visual mais quadrado e funcional, começando com motores simples e ganhando ao longo do tempo o Fire 1.4 8v e o mais forte E.torQ 1.6 16v, oferecida nas cabines Simples, Estendida e, mais tarde, Dupla, em versões como Working, Freedom e Adventure. Já a Nova Strada, apresentada em 2020, é um projeto totalmente novo, construído sobre outra plataforma, que finalmente trouxe uma cabine dupla de verdade com quatro portas, além de motores 1.4 Fire e 1.3 Firefly e da opção de câmbio automático CVT nas versões mais completas.

Como são picapes bem diferentes, mas com a mesma vocação de trabalho, esta página trata das duas fases e deixa claro em cada ponto de qual delas está falando. Nas seções abaixo você encontra a ficha básica, os motores que ela teve, o consumo real que dá pra esperar, os problemas que mais aparecem, como é a manutenção, como pensar em preço e FIPE e o que olhar antes de fechar negócio, sempre com o olhar de quem vai usar a picape pra valer.

Resumo rápido

Os dados abaixo servem como referência e podem mudar conforme a versão exata, o ano, o combustível, o tipo de cabine e o estado da picape, sendo que o consumo é sempre aproximado e cai quando o carro anda carregado. Para ilustrar as duas fases, a tabela compara uma Strada antiga com motor Fire 1.4 e a Nova Strada com o 1.3 Firefly.

ItemStrada antiga 1.4 FireNova Strada 1.3 Firefly
MarcaFiatFiat
CategoriaPicape compactaPicape compacta
Motor1.4 8v Fire, flex1.3 8v Firefly, flex
Potênciacerca de 85 a 88 cvcerca de 107 a 109 cv
Torqueperto de 12 a 12,5 kgfmperto de 13,2 a 13,7 kgfm
Câmbiomanual de 5 marchasmanual de 5 marchas ou automático CVT
Traçãodianteiradianteira
Combustívelflexflex
Suspensão traseirafeixe de molasfeixe de molas
CabinesSimples, Estendida e DuplaSimples (Cabine Plus) e Dupla
Consumo na cidadeperto de 9 a 11 km/l (gasolina)perto de 10 a 12 km/l (gasolina)
Consumo na estradaperto de 12 a 13 km/l (gasolina)perto de 13 a 14 km/l (gasolina)

Vale notar que a Strada antiga também teve, ao longo dos anos, o motor E.torQ 1.6 16v, mais potente, com algo perto de 115 a 117 cv, que apareceu principalmente na versão Adventure, então quem procura mais fôlego costuma olhar justamente por esse motor, enquanto o Fire 1.4 é o mais comum e mais econômico de manter.

História do modelo

A Fiat Strada chegou ao Brasil em 1998 como uma picape pequena derivada do Palio, aproveitando a base do hatch pra entregar um veículo de carga barato, econômico e do tamanho certo pra cidade e pro pequeno produtor, o que caiu no gosto de quem precisava trabalhar sem gastar muito. A proposta deu tão certo que a Strada foi virando referência da categoria e, ano após ano, se firmou como a picape compacta mais vendida do país.

Ao longo da vida da Strada antiga, a Fiat foi ampliando a linha e resolvendo a maior limitação de uma picape derivada de hatch, que é o espaço pra passageiros. Primeiro veio a cabine estendida, com um pequeno espaço atrás dos bancos, e depois a cabine dupla, que ganhou meias-portas traseiras e depois portas maiores, permitindo levar mais gente mesmo que de forma apertada. No meio do caminho surgiram as versões de trabalho puro, como a Working, as intermediárias como a Freedom e a aventureira Adventure, com visual mais robusto, suspensão levemente diferente e, mais tarde, o motor E.torQ 1.6 16v.

A grande virada veio em 2020, quando a Fiat lançou a Nova Strada, um projeto totalmente novo sobre uma plataforma diferente, que resolveu de vez a questão do espaço ao trazer uma cabine dupla de verdade, com quatro portas de tamanho normal, algo inédito na categoria das compactas nacionais. Essa nova geração passou a usar o consagrado 1.4 Fire apenas na versão de entrada e adotou o moderno 1.3 Firefly de quatro cilindros nas demais, com a novidade do câmbio automático CVT no topo da linha, mantendo a suspensão traseira de feixe de molas pra não perder a vocação de carga. Com isso a Strada seguiu líder de vendas, agora como uma picape bem mais moderna, confortável e cara do que a antiga.

Versões e motores

Como a Strada teve duas fases muito diferentes, o mais útil é separar por geração.

Na Strada antiga você vai encontrar basicamente:

  • Working: a versão de trabalho pura e simples, mais barata e crua, feita pra carregar e aguentar o dia a dia, normalmente com o motor Fire 1.4 e pouco equipamento, sendo a preferida de quem quer só uma ferramenta de trabalho.
  • Freedom (e antecessoras como a Trekking): a versão intermediária, com um pouco mais de acabamento e equipamento, ainda focada no uso prático mas mais agradável no dia a dia.
  • Adventure: a versão de visual aventureiro, com para-choques e detalhes próprios, postura levemente mais alta e, nos anos em que esteve disponível, o motor E.torQ 1.6 16v, mais forte, sendo a mais completa e procurada da linha antiga.
  • Cabines Simples, Estendida e Dupla: ao longo dos anos a Strada antiga foi oferecida nesses três formatos, variando entre carregar mais na caçamba e levar mais gente na cabine.

Na Nova Strada (2020 em diante) as opções giram em torno de:

  • Endurance: a versão de entrada, que manteve o velho e conhecido 1.4 Fire 8v, sendo a escolha de quem quer o menor preço e a mecânica mais simples e barata de manter.
  • Freedom: a intermediária, já com o motor 1.3 Firefly e mais equipamento, agradando quem quer um pouco mais de conforto sem ir ao topo.
  • Volcano: a versão mais completa, oferecida com cabine dupla, motor Firefly, mais itens de conforto e a opção do câmbio CVT, sendo a mais cara e sofisticada.
  • Cabine Simples (Cabine Plus) e Cabine Dupla: a Nova Strada trouxe a cabine dupla de quatro portas como grande novidade, além da cabine simples com um espaço interno atrás dos bancos.

Uma dica honesta, que vale pra qualquer Strada, é não confiar só no nome da versão, porque o que importa mesmo é conferir na hora o que aquela picape específica realmente tem de equipamento e, principalmente numa picape, como ela está de mecânica, de estrutura e de estado geral depois do uso que levou.

Motor e mecânica

Aqui vale entender cada motor com calma, porque eles mudam bastante entre as fases.

Na Strada antiga, o motor mais comum é o Fire 1.4 8v, e ele traz um ponto importante de manutenção:

Correia dentada: é a peça de borracha que sincroniza o movimento interno do motor, e no Fire ela precisa ser trocada dentro do prazo indicado no manual, porque, se romper com o motor rodando, pode causar dano interno sério. Diferente de motores que usam corrente, aqui a troca preventiva da correia é obrigatória e não pode ser esticada, então ao comprar usado vale perguntar quando foi feita a última troca.

O Fire é um motor conhecido, simples e com peça barata em qualquer canto, já que roda em vários Fiat da mesma época, mas tem fama de pedir alguns cuidados, principalmente no coletor de escapamento e no arrefecimento, que você vê na seção de problemas. Já o E.torQ 1.6 16v, que apareceu na Adventure, é mais moderno e bem mais forte, entregando um fôlego que o Fire não tem, sendo uma boa opção pra quem anda mais na estrada ou carrega mais peso, embora também dependa de manutenção em dia.

Na Nova Strada, além do mesmo 1.4 Fire na versão de entrada, entra em cena o motor 1.3 Firefly, e sobre ele o ponto a entender é este:

Motor Firefly de quatro cilindros: é um projeto mais novo e eficiente, com bom desempenho e consumo pra picape, mas, como todo motor moderno, depende de troca de óleo em dia e na especificação certa pra durar bem, e há relatos de vibração, superaquecimento e falhas eletrônicas em algumas unidades, o que reforça a importância de manutenção feita direito e de ficar de olho na temperatura.

Um ponto que vale destacar em toda Strada, das antigas às novas, é a suspensão traseira de feixe de molas, aquelas lâminas de aço curvas que sustentam a caçamba, e a explicação é simples:

Feixe de molas: é um conjunto de lâminas de aço sobrepostas que forma a mola da traseira, escolhido justamente por aguentar bem o peso e o uso de trabalho, sendo mais rústico e resistente do que outros tipos de suspensão. Em compensação, quando a picape anda vazia, a traseira tende a ficar mais dura e a pular um pouco mais nos buracos, o que é característica do projeto e não defeito.

Consumo

Os valores abaixo são de referência e mudam bastante entre gasolina e etanol, além de caírem quando a picape anda carregada, já que levar peso na caçamba aumenta o consumo.

Na Strada antiga:

  • Fire 1.4 com gasolina: perto de 9 a 11 km/l na cidade e cerca de 12 a 13 km/l na estrada, sendo um motor econômico pra proposta.
  • E.torQ 1.6 com gasolina: fica numa faixa parecida ou um pouco abaixo, por ter mais motor, embora renda melhor em desempenho, principalmente na estrada e com carga.

Na Nova Strada:

  • 1.3 Firefly com gasolina: perto de 10 a 12 km/l na cidade e cerca de 13 a 14 km/l na estrada, sendo eficiente pra uma picape desse tamanho.
  • 1.4 Fire com gasolina: rende um pouco menos que o Firefly na maioria das situações, ainda que seja um motor simples e barato de manter.
  • No etanol: em qualquer motor, espere um consumo bem menor, na ordem de vários quilômetros por litro a menos, já que é da natureza do combustível render menos.

Na vida real o consumo depende de vários fatores, como o trânsito, o estado do motor, a calibragem dos pneus, o seu estilo de dirigir e, muito importante numa picape, o peso que está sendo carregado, além do ar-condicionado ligado e da manutenção em dia, então trate esses números como estimativa, e não como promessa.

Manutenção

O básico pra manter uma Strada saudável envolve alguns itens, sendo eles:

  • Óleo e filtro de óleo: o item mais importante em qualquer motor, que precisa ser trocado no prazo e com o óleo na especificação certa, e no motor Firefly da Nova Strada esse cuidado é ainda mais relevante pra durabilidade.
  • Filtros de ar e de combustível: que são baratos e fazem diferença no funcionamento e no consumo, valendo atenção redobrada se a picape roda muito em estrada de terra e poeira, algo comum em uso de trabalho.
  • Velas e cabos ou bobinas: responsáveis pela ignição, sendo que, quando estão gastos, causam falha, engasgo e aumento de consumo, e no Fire o cabo de vela perto do cabeçote quente é um ponto de atenção, como você vê nos problemas.
  • Correia dentada: no Fire e no Firefly é peça de borracha que precisa de troca preventiva no intervalo do manual, sem esticar, porque o rompimento pode danificar o motor.
  • Correia dos acessórios (do alternador e afins): que costuma ressecar com o tempo e pedir troca.
  • Embreagem: item que sofre bastante numa picape de trabalho, principalmente em quem carrega peso e anda muito em subida, então tende a durar menos do que num carro de passeio.
  • Bateria: que de tempos em tempos chega ao fim e precisa ser substituída.
  • Sistema de arrefecimento: cujas mangueiras, válvula termostática, bomba d’água e ventoinha envelhecem e podem falhar, ponto sensível principalmente na Strada antiga com motor Fire.
  • Freios: cujas pastilhas, discos e fluido têm vida útil e sofrem mais quando a picape anda carregada.
  • Suspensão: incluindo os feixes de molas, amortecedores, batentes, buchas e rolamentos, que se desgastam com o uso pesado e afetam conforto e segurança.
  • Pneus: conforme a seção de pneus, lembrando que carga e uso em terra aceleram o desgaste.

Não vamos publicar intervalos exatos de troca sem fonte confiável, porque o certo é seguir o manual do proprietário da picape, e, à medida que dados confiáveis forem levantados, eles entram aqui. Vale lembrar que uma picape usada em trabalho pesado costuma precisar de manutenção mais frequente do que um carro de passeio rodado com leveza.

Problemas comuns

Vale deixar claro que nada aqui acontece em todas as picapes, já que o que segue são pontos relatados por proprietários e que merecem atenção, lembrando sempre que o estado de cada unidade é o que mais importa, ainda mais numa picape que pode ter trabalhado muito. Separamos por fase porque os pontos fracos são diferentes.

Strada antiga: coletor de escapamento

  • O que é: é a peça de metal que recebe os gases quentes que saem do motor, e nos motores Fire há relatos de trinca nessa peça por causa do ciclo de esquentar e esfriar.
  • Como perceber: barulho de escapamento vazando, tipo um ronco ou assobio diferente vindo da parte da frente do motor, às vezes com cheiro de gases.
  • Possíveis causas: fadiga do metal pelo calor repetido, mais comum em unidades de alguns anos e uso intenso.
  • Gravidade: média, porque não para o carro na hora, mas incomoda e pede reparo.
  • O que fazer: avaliar e trocar a peça quando trincada, sem deixar arrastar.

Strada antiga: embreagem em uso pesado

  • Como perceber: embreagem patinando em subida ou com carga, pedal diferente e cheiro de queimado em uso forçado.
  • Possíveis causas: desgaste natural acelerado pelo peso carregado e pelo uso de trabalho, comum em picape.
  • Gravidade: média, mais ligada a custo e a ficar parado do que a segurança imediata.
  • O que fazer: ao comprar usado, testar a embreagem em subida e com atenção, e considerar que o kit pode estar próximo do fim numa picape muito rodada.

Strada antiga: arrefecimento e superaquecimento

  • O que é: são as peças que controlam a temperatura do motor, como válvula termostática, bomba d’água, ventoinha e sensores, que com o tempo podem falhar no Fire.
  • Como perceber: a temperatura sobe mais que o normal, aparece marca de água embaixo do carro ou o motor esquenta demais parado no trânsito.
  • Gravidade: pode ser séria, porque rodar superaquecido estraga o motor e pode danificar a junta do cabeçote.
  • O que fazer: se a temperatura disparar, não insista, pare com segurança e avalie, e nas revisões fique de olho no estado dessas peças.

Strada antiga: cabo de vela e falha na partida a frio

  • Como perceber: dificuldade pra ligar em manhãs frias, motor falhando ou tremendo até esquentar, ligado a cabo de vela ressecado pelo calor do cabeçote.
  • Gravidade: baixa a média, mais incômodo do que perigo, e costuma resolver com troca de cabos e velas.

Nova Strada: infiltração de água e ruídos de suspensão

  • Como perceber: relatos de entrada de água na cabine, além de ruídos de suspensão e rolamentos, principalmente com o tempo e o uso.
  • Gravidade: baixa a média, mais ligada a conforto e a custo, mas a infiltração pede atenção pra não danificar itens internos.
  • O que fazer: checar sinais de umidade e mofo na cabine e ouvir a suspensão em piso irregular ao avaliar a picape.

Nova Strada: motor Firefly e câmbio CVT

  • Como perceber: em algumas unidades há relatos de vibração, superaquecimento e falhas eletrônicas no motor, e o câmbio CVT exige atenção com o fluido e com o tipo de uso.
  • Gravidade: variável, mas pede manutenção correta, já que reparo de câmbio automático costuma ser caro.
  • O que fazer: manter as revisões e a troca de óleo em dia, respeitar o fluido correto do CVT e desconfiar de qualquer trepidação ou hesitação anormal na hora de acelerar.

Em textos e anúncios, vale encarar essas coisas como “pode ocorrer” e “merece atenção”, e não como sentença certa pra qualquer unidade.

Quando você deve se preocupar

Alguns sinais pedem parar ou procurar um profissional logo, como:

  • luz de óleo acesa ou temperatura subindo demais, principalmente no motor Fire da Strada antiga;
  • fumaça saindo do motor ou do escapamento em excesso;
  • vazamento de óleo ou de água embaixo do carro;
  • barulhos novos e estranhos, seja um assobio de escapamento, seja um ruído metálico vindo do motor;
  • perda de força ou a picape “engasgando” e falhando, ainda mais com carga;
  • embreagem patinando ou pedal muito diferente do normal;
  • na Nova Strada, trepidação forte, hesitação do câmbio CVT ou qualquer aviso eletrônico no painel;
  • dificuldade pra ligar, principalmente a frio;
  • cheiro forte de combustível;
  • freio diferente do normal, seja mole, baixo ou puxando pra um lado, o que é ainda mais crítico numa picape carregada.

Sempre que houver risco de dano ou de segurança, o certo é levar a um mecânico de confiança antes de continuar rodando, e numa picape de trabalho isso vale em dobro, porque ela costuma andar com peso.

Vale a pena comprar uma Fiat Strada usada?

Não existe resposta única, porque o estado da unidade importa mais do que o ano no papel, e numa picape isso é ainda mais verdade, já que uma Strada que trabalhou pesado pode estar bem mais gasta do que outra do mesmo ano usada com leveza.

Pontos positivos

  • A Strada é a picape compacta mais vendida do país, o que garante peça fácil, mecânico em qualquer canto e boa liquidez na hora de vender.
  • A suspensão traseira de feixe de molas e a boa capacidade de carga fazem dela uma ferramenta de trabalho de verdade.
  • A Strada antiga com Fire é simples e barata de manter, enquanto a Nova Strada oferece cabine dupla de verdade, conforto moderno e a opção de câmbio automático.

Pontos de atenção

  • Como muitas Stradas trabalharam pesado, é comum encontrar unidades com embreagem, suspensão e freios desgastados, o que pede vistoria criteriosa.
  • A Strada antiga com Fire pede atenção com coletor de escapamento, arrefecimento e ignição, e a suspensão de feixe de molas deixa a traseira mais dura quando vazia.
  • A Nova Strada é mais cara e mais complexa, com relatos de infiltração e o cuidado extra com o câmbio CVT e com o motor Firefly.

Resumindo de forma honesta, uma Strada bem cuidada pode ser uma picape racional, útil e fácil de manter, seja uma antiga simples de trabalho, seja uma Nova Strada moderna e confortável, enquanto um exemplar que trabalhou demais e sem manutenção pode virar uma dor de cabeça cara, então o foco tem que estar no estado, no histórico e em quanto aquela picape rodou carregada.

Checklist de compra

Se puder, leve alguém que entenda, e confira com calma cada um destes pontos, lembrando que numa picape a parte de baixo e a estrutura merecem atenção extra:

  • Motor, observando partida, marcha lenta estável e ausência de fumaça ou barulho estranho, com atenção a assobio de escapamento no Fire
  • Temperatura, que deve ficar normal depois de esquentar e sem vazamento de água, ponto sensível no motor Fire
  • Embreagem, testando em subida e com atenção, já que sofre muito em picape de trabalho
  • Câmbio, com troca de marchas suave no manual e, no CVT da Nova Strada, sem trancos nem hesitação ao acelerar
  • Suspensão, incluindo os feixes de molas, amortecedores e buchas, ouvindo ruídos e batidas em piso irregular
  • Freios, que devem parar reto e com pedal firme, testados de preferência com algum peso
  • Pneus, com desgaste parelho e em bom estado, atentando pra uso em terra
  • Caçamba e estrutura, checando amassados, ferrugem, soldas e sinais de trabalho pesado ou de batida
  • Chassi e parte de baixo, procurando trincas, ferrugem e reparos mal feitos
  • Parte elétrica, incluindo vidros, travas, alarme, painel e luzes
  • Ar-condicionado, que deve gelar de verdade quando a picape tem o item
  • Carroceria e cabine, sem sinais de batida, ferrugem ou infiltração, ainda mais na Nova Strada
  • Interior, com bancos e acabamento em ordem e sem cheiro de mofo ou água
  • Documentação em dia, sem pendências e sem restrição
  • Histórico de manutenção completo, com registro de óleo, correia e revisões

Preço e tabela FIPE

Aqui não inventamos preço, porque o valor de uma Fiat Strada muda muito conforme a fase, a versão, o motor, o tipo de cabine, o ano, a região e principalmente o estado da unidade, e há uma diferença grande entre uma Strada antiga de cabine simples e trabalho e uma Nova Strada Volcano de cabine dupla com câmbio CVT.

A tabela FIPE é uma referência de preço médio de veículos usados no Brasil, publicada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e serve como um ponto de partida pra saber quanto um modelo específico costuma valer no mercado. Ela não é um preço fixo nem uma garantia, porque uma picape bem conservada, com baixa quilometragem e tudo funcionando pode valer acima da FIPE, enquanto uma que trabalhou demais, com problema de motor, estrutura comprometida ou documentação pendente vale bem menos.

O jeito certo de usar é consultar a FIPE oficial buscando exatamente a marca, o modelo, a versão, o tipo de cabine e o ano da picape que você está olhando, e usar aquele valor como referência de negociação, comparando também com anúncios de picapes parecidas na sua região. Desconfie tanto de quem pede muito acima da FIPE sem justificativa quanto de quem vende muito abaixo, porque preço bom demais costuma esconder algum problema, e numa picape de trabalho vale prestar atenção redobrada no desgaste de embreagem, suspensão e estrutura antes de considerar que fez um bom negócio.

Custos de manutenção

Aqui também não inventamos preço, porque o valor de peça e de mão de obra muda muito conforme a cidade, a oficina e a versão da picape.

O que dá pra dizer com honestidade é que a Strada antiga com motor Fire está entre as picapes mais baratas de manter, com peças acessíveis e muitas compartilhadas com o Palio e outros Fiat da época, enquanto a Nova Strada, por ser mais moderna, com motor Firefly e a opção de câmbio CVT, pode ter alguns serviços e peças mais específicos e mais caros, principalmente na parte de câmbio automático. Vale lembrar também que uma picape de trabalho tende a consumir mais itens de desgaste, como embreagem, freios, pneus e suspensão, do que um carro de passeio, então esse custo entra na conta. Em qualquer caso, antes de comprar ou de fazer um serviço grande, o ideal é pedir orçamento em mais de um lugar.

Óleo e fluidos

Confira sempre o manual e a etiqueta da picape, mas, como referência, vale saber que a especificação muda conforme o motor:

  • Motor Fire (1.4): costuma usar viscosidades indicadas no manual, como um óleo da faixa 5W-30 ou similar conforme o ano, e o importante é seguir a recomendação sem improvisar.
  • Motor Firefly (1.3, Nova Strada): por ser um motor mais moderno, pede um óleo de especificação própria indicada pela Fiat, e vale respeitar exatamente esse tipo pra não prejudicar a durabilidade.
  • Câmbio CVT (Nova Strada): o câmbio automático usa um fluido específico, que não pode ser trocado por qualquer outro, e seguir a especificação certa é parte importante da saúde do câmbio.
  • Capacidade: varia conforme o motor, então o certo é seguir o que o manual da sua picape indica.

Usar um óleo ou fluido fora da especificação certa pode prejudicar a lubrificação e o funcionamento, então não troque a viscosidade nem a especificação por conta própria, e, para os demais fluidos, como freio e arrefecimento, siga o que o manual pede e use aditivo de arrefecimento de verdade, e não apenas água, principalmente por causa do histórico de superaquecimento do motor Fire.

Pneus e rodas

A medida muda conforme a geração e a versão, sendo que a Strada antiga costuma usar rodas de aro 14 ou 15 conforme o acabamento, com pneus voltados pra carga nas versões de trabalho, enquanto a Nova Strada aparece com rodas de aro 15 ou 16 nas versões mais completas, como a Volcano, e pneus adequados ao uso misto.

O jeito certo de saber a medida e a pressão corretas da picape é olhar o adesivo na coluna da porta do motorista, ou o manual, e calibrar sempre pelo que estiver ali, com uma observação importante: em picape, a pressão traseira costuma mudar conforme a carga, e o adesivo geralmente traz o valor pra picape vazia e pra picape carregada, então vale calibrar de acordo com o que você vai levar, evitando trocar a roda por outra muito diferente da original sem orientação.

Desempenho

Como referência, e lembrando que a Strada sempre foi uma picape pensada mais pra trabalho e economia do que pra esportividade:

  • Strada antiga Fire 1.4: tem desempenho suficiente pra cidade e pra carga leve a média, sendo econômico, mas fica ofegante com a picape muito cheia ou em subida forte.
  • Strada antiga E.torQ 1.6: é bem mais forte, com bom fôlego pra estrada e pra carga, sendo a escolha de quem quer mais desempenho na linha antiga.
  • Nova Strada 1.4 Fire (Endurance): mantém o desempenho modesto e econômico do motor conhecido, adequado a quem prioriza preço e simplicidade.
  • Nova Strada 1.3 Firefly: é mais potente e moderno, com melhor desempenho na cidade e na estrada, e o câmbio CVT nas versões de topo deixa a condução mais suave, embora o feeling seja diferente de um automático comum.

Não vamos cravar todos os números de 0 a 100 km/h e velocidade máxima porque eles variam bastante conforme o ano, o motor, o câmbio e a carga, então o mais útil é entender o posicionamento de cada motor e tratar qualquer número como estimativa, lembrando que numa picape o desempenho cai bastante quando ela anda carregada.

Conforto e equipamentos

A Strada antiga é uma picape de proposta simples e funcional, com acabamento voltado ao trabalho e nível de conforto básico nas versões de entrada, então quem procura maciez e muitos itens de série provavelmente vai achar pouco nas Working, enquanto as versões mais completas, como a Adventure, e as cabines dupla trazem um pouco mais de equipamento. Já a Nova Strada deu um salto grande nesse quesito, com interior mais moderno, melhor acabamento pra categoria, central multimídia nas versões mais completas, cabine dupla de verdade e itens de conforto e segurança que a antiga nem sonhava.

Os equipamentos variam muito conforme a versão e o ano, de modo que itens como ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, central multimídia, câmera de ré e mais airbags aparecem principalmente nas versões mais completas da Nova Strada, como a Volcano, enquanto as de trabalho e boa parte da Strada antiga podem ser bem básicas, então, na hora de olhar uma picape, vale conferir item por item o que aquela unidade realmente tem, sem confiar apenas no nome da versão.

Perguntas frequentes

Quantos quilômetros por litro a Fiat Strada faz? Depende muito do motor e da fase: a Strada antiga com o Fire 1.4 costuma andar perto de 9 a 11 km/l na cidade e 12 a 13 km/l na estrada com gasolina, o E.torQ 1.6 fica numa faixa parecida por ter mais motor, e a Nova Strada com o 1.3 Firefly tende a ir um pouco além, na casa dos 10 a 12 km/l na cidade e 13 a 14 km/l na estrada com gasolina, sempre rendendo menos no etanol e variando conforme a carga levada, já que picape trabalhando com peso gasta mais.

Qual a diferença entre a Strada antiga e a Nova Strada? A Strada antiga, de 1998 até 2020, é derivada do Palio, tem visual mais quadrado e chegou a ter cabine dupla com portas pequenas, com motores Fire 1.4 8v e E.torQ 1.6 16v, enquanto a Nova Strada, de 2020 em diante, é um projeto novo sobre outra plataforma, com cabine dupla de verdade de quatro portas, motores 1.4 Fire e 1.3 Firefly e a opção de câmbio automático CVT, sendo bem mais moderna por dentro e mais cara.

A Fiat Strada é boa pra trabalho pesado? A Strada sempre foi pensada como picape de trabalho, com suspensão traseira de feixe de molas e boa capacidade de carga pra categoria, então aguenta bem o uso do dia a dia, mas como qualquer picape que carrega peso ela exige atenção redobrada com itens que sofrem no uso pesado, como embreagem, suspensão, freios e pneus, de modo que uma unidade que trabalhou muito pede uma vistoria mais criteriosa antes da compra.

Quais os principais problemas da Fiat Strada? Na Strada antiga aparecem relatos de trinca no coletor de escapamento, desgaste de embreagem em uso pesado, itens de arrefecimento como válvula termostática e bomba d’água, além de cabo de vela ressecando e causando falha na partida a frio, enquanto na Nova Strada os pontos mais citados envolvem infiltração de água, ruídos de suspensão e rolamentos e o cuidado com o câmbio CVT e com a manutenção do motor Firefly, lembrando que nada disso ocorre em todas as unidades.

Quanto custa uma Fiat Strada na tabela FIPE? O preço varia muito conforme a fase, a versão, o motor, o tipo de cabine, o ano e o estado, e há uma diferença grande entre uma Strada antiga de cabine simples e uma Nova Strada Volcano com CVT, então não dá pra cravar um valor aqui, e o certo é consultar a tabela FIPE oficial pela versão e ano exatos e usar aquilo como referência de mercado, não como preço fixo.

Galeria

Fotos de Fiat Strada enviadas por leitores do Carro Raiz.

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